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Filme brasileiro ‘Bacurau’ é premiado no Festival de Cannes

Longa dirigido por Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles foi rodado no sertão.

Filme Bacurau - cena
Filme Bacurau – cena

O filme brasileiro “Bacurau” ganhou neste sábado (25) o Prêmio do Júri do Festival de Cannes, um dos mais importantes da competição oficial.

Do sertão do Seridó para o festival de cinema mais importante do mundo. “Bacurau”, apresentado como um filme ao mesmo tempo de aventura e ficção científica, ganhou um dos prêmios do júri na noite mais importante do Festival de Cannes.

Os diretores Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles subiram ao palco, representando o filme, e o Brasil.

“O cinema brasileiro tem tido uma construção muito importante nos últimos 15 anos e é de extrema importância que o cinema, como instrumento da cultura brasileira, não deixe de ser incentivado e apoiado no Brasil de 2019”, disse Kléber”.

“O trabalho que a gente faz é muito sério, muito importante como qualquer outro, e é um trabalho muito difícil e duro e não é fácil chegar onde a gente consegui chegar. Isso precisa ser respeitado e celebrado”, afirmou Juliano.

Enquanto os diretores recebiam o prêmio, a assistente social Simone de Albuquerque esperava do lado de fora do palácio do festival. Ela acompanhou as gravações de “Bacurau” e saiu do Seridó sozinha porque queria ver sua terra na tela de Cannes.

“Ele foi filmado uma parte na fazenda do meu avô onde eu passe minha pequena infância e a minha casa serviu de camarim para o filme. De qualquer jeito é o Nordeste aparecendo para o mundo”, contou ela.

Num acontecimento inédito, o Brasil teve dois filmes aclamados em Cannes. O outro premiado foi “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Ainouz. Foi a primeira vez que um filme brasileiro venceu o maior prêmio da mostra paralela do festival “Um Certo Olhar”.

Para se ter uma ideia do que significam esses dois prêmios, basta lembrar que a última vez foi em 1962, com “O Pagador de Promessas”.

“O Pagador de Promessas” ganhou a Palma de Ouro, o prêmio máximo de Cannes, que, desta vez, foi para “Parasita”, um filme que une sátira e suspense na Coréia do Sul.

Quase seis décadas depois do grande sucesso de Anselmo Duarte, o cinema brasileiro volta a brilhar em Cannes. Somos nós e a nossa cultura chamando a atenção do mundo.

Assista ao trailer que foi rodado em cannes

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