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Coluna Cultura e Política: Entrevista com Felipe Santos, o nosso “Coringa”!

Paulo Nailson-Cabeçário-Jornal-de-Caruaru

No próximo domingo, 18, acontece mais uma edição do ABNOGG junto com o Universo Nogg, no Polo caruaru. Hoje entrevistamos Felipe Silvino dos Santos, que tem o nome artístico de Felipe Santos (Felipe Joker).

Felipe Santos - Coringa - Foto Bento Gomes 1
Felipe Santos – Coringa – Foto Bento Gomes


Há seis anos ele atua como cosplayer. Confira:

Paulo Nailson – Comece nos dizendo, qual seu primeiro Personagem e o atual?

Felipe Santos – Coringa, versão dos quadrinhos da fase “novos 52” da DC comics.
Coringa clássico da década de 60 e 70 .

PN – Como iniciou seus cosplays? Como foi sua experiência!

FS – Tudo começou com uma brincadeira, no colégio na época de halloween eu sempre fiz maquiagens horripilantes e enfim, quando conheci esse movimento chamado Cosplay, aderi a causa rapidamente. Eu tinha por volta dos 13 para 14 anos, usei uma máscara, comprei o tecido e mandei fazer a roupa, foi vergonhoso no início pois eu via os demais colegas com “roupas” fantásticas, mas ao invés de me sentir acuado e deixar a vergonha se sobressair, tal situação me fez querer dar o meu melhor a cada e evento surgisse. Me senti abraçado por essa arte, quando eu subi no palco a primeira vez e ouvi os aplausos… isso me fez ter certeza que eu estava no lugar certo!.

PN – Como funciona a escolha de personagens para fazer cosplay?

FS – Você tem que fazer o que gosta e quem gosta, no meu caso eu sempre adorei o coringa, não só pelo seu visual psicodélico, mas também porque ele é muito complexo. Lendo os quadrinhos e vendo as animações na infância eu sempre me perguntei “como deve ser viver assim por um dia?” Bom, faço isso há 6 anos (risos).

PN – Você destacaria quais principais características dessa escolha?

FS – Acho que não tem o que pontuar sobre isso, apenas me dou a liberdade de deixar o coração e a emoção me guiar.

Felipe Santos - Coringa - Foto Bento Gomes 2
Felipe Santos – Coringa – Foto Bento Gomes

PN – Sobre os eventos, qual sua opinião?

FS – Eu não tenho o que reclamar sobre a recepção do evento para conosco, sempre nos dão muito atenção, mas nem tudo é um mar de rosas, o ponto fraco é que não somos avaliados em palco por pessoas que entendem de atuação, são sempre pessoas que conhecem superficialmente o que é atuar e isso desvaloriza nosso trabalho. Passo semanas ensaiando, semanas criando os áudios e o conceito para fazer algo coerente em palco para no fim ….
Só não eu, mas muito de meus amigos são avaliados pelo que trás de alegórico para por em cena ao invés de sermos avaliados em relação a atuação e “gingado” no palco.

PN – Em relação ao ABNodd…

FS – É um evento que me faz criar expectativas, sempre apoia essa arte .

PN – Qual foi a situação que mais lhe marcou como cosplayer?

FS – Já me apresentei em vários lugares, mas a experiência em desfilar na frente de milhares de pessoas na Ccxp, o maior evento cosplay do mundo, foi emocionante .

PN – Já passou por alguma situação ruim, desconfortável ou até preconceituosa como cosplayer?

FS – Sim, em um dos shoppings aqui da cidade, fui barrado de ir comprar um sorvete com amigos também caracterizados. Ofereci meu documento para o segurança ficar até eu retornar mas vilipendiaram minha condição de cidadão e me expulsaram.

PN – Sua familia apoia seu hobby?

FS – Sim, desde pequeno eu queria ser palhaço, adorava e adoro o circo e quando me vesti de coringa a primeira vez meus pais adoraram.

PN – Qual sua maior fonte de inspiração?

FS – Minha inspiração é o personagem em si e o desejo de trazer risos e alegria pro mundo, com esse singelo jeito de viver que optei.

PN – Qual a dica que você dá para quem tá começando no meio cosplayer?

FS – Sigam o coração e o desejo que vem da alma, não vão pela cabeça de ninguém. Assim como em todo lugar, existem pessoas tóxicas aqui também, mas cabe a você se divertir com essa arte e ignorar o que vão dizer de você.

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Felipe Santos – Coringa – Foto Bento Gomes

NUM DIA COMO HOJE…

Em 13 de agosto de 1865, Ana Néri alista-se como enfermeira na Guerra do Paraguai. Ficará famosa como a Mãe dos Brasileiros. Getúlio Vargas, instituiu em 1938, o Dia do Enfermeiro, a ser celebrado, em 12 de maio. Segundo o decreto, na data devem ser prestadas homenagens especiais a Memória de Ana Néri em todos os hospitais e escolas de enfermagem do país. E em 2009, seu nome, Ana Justina Ferreira Néri, é assentado no livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília, capital da República.

12 de maio marca também o Dia Mundial do Enfermeiro, em referência ao nascimento de uma enfermeira pioneira no tratamento a feridos de guerra – Florence Nightingale. Ana Néri faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio de 1880.

VAMOS REFLETIR COM ANA NÉRI:

“A arrogância, o autoritarismo, a prepotência só estão presentes onde não exista genuinamente a sabedoria e o humanismo.”

” Aqueles que oprimem os outros, são seres sempre destituídos de força e nobreza de carácter, seja por uma condição momentânea, seja por uma condição permanente.”

” Um bom amigo não nos diz o que fazer, mas com certeza nos ajudará a fazê-lo.”

Paulo Nailson -Banner Rodapé da Coluna

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