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Cultura e Política “Especial”: Nay Harisson: “Aqui é tudo muito belo, emocionante, em tudo transcendental.”

Paulo Nailson-Cabeçário-Jornal-de-Caruaru

Ela é Poeta, Escritora e Declamadora. Nay Harrison de Lucena Caruaras, vive a poesia como o maior prazer de sua existência. Nay é natural de Belo Jardim, e passou um bom tempo aqui em Caruaru despertando o seu lado artístico. Já lançou os seguintes livros: “Eu Infinito da Existência”, “Nos Incandescentes Umbrais de Caruaras”, “Luz e Cena”, “Alunagem do Então”, entre cordéis em edições limitadas pela CordEditora do Poeta Nelson Lima e a Cadeeiro Cartonera de Caruaru. Participou da antologia “No Recanto da Estação” à venda na plataforma digital Amazon. Nay se encontra no sudeste do país e nos deu, com exclusividade, essa entrevista onde fala sobre sua viagem e experiências que está tendo entre Rio e São Paulo.

Nay Harrison
Nay Harrison visitando os estúdios do Programa Sem Censura

Paulo Nailson: Nay, você está há quatro meses distante de Caruaru. O que levou você a fazer essa viagem?

Nay Harrison: Saí para viver de arte aqui no sudeste, levar a poesia nordestina e cósmica, para todos os cantos, e conhecer a trovadora que muito admiro Ana Cañas.

PN: Nos conte um pouco de como foi essa aventura?

NH: Ao sair de Caruaru, fui para Maceió, vendi Livros, recitei na rua, no Teatro Deodoro, passei um mês em Maceió e Ilha de Santa Rita em Alagoas, de lá me comuniquei com Ana Cañas, e ganhei o convite, para assistir ao show dela, na casa natura, no bairro de pinheiros, área nobre de São Paulo. Até chegar lá, foram três dias de viagem de ônibus, com 20 anos, sem me alimentar direito, tudo caríssimo nas rodoviárias… não foi fácil.
Em São Paulo, fiquei num hotel na Avenida Paulista, recitei lá e conheci grandes artistas. Foram 11 dias.

PN: Nos fale sobre sua impressão ao chegar no Rio.

NH: Achei tudo muito grande, me assustei de início, sem saber pegar metrô e trem… mas aprendi. Em São Paulo me comuniquei com Isack Gonzaga, ator das antigas, do SESC Caruaru, amigo meu das redes sociais, e amigo de artistas de terra, e vim pra casa dele, em Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio.
Estou me mantendo de fazer caldos, na barraca de Isack ‘caldos da terra’ e de recitar. Estou trabalhando com Isack, pra ter dinheiro pra chegar na Zona Sul e viver de arte. Aqui é tudo muito belo, emocionante, em tudo transcendental. Ipanema, o Cristo Redentor, Jardim Botânico, Lapa, Barra da Tijuca, Leblon… O capital da arte fica na Zona Sul.

PN: Você permanece tendo inspiração e produzindo novos poemas?

NH: Sim, produzindo muito! Conheci um músico carioca, o John Caldwell, e compomos ‘Na estrada do ser’ canção sobre meu ser andarilho, o encantar, dedico ao cosmos presente em mim, e a trovadora Ana Cañas. Letra minha e Harmonia, Mixagem e Masterização dele.

Nay Harrison com Ana Cañas.
Nay Harrison com Ana Cañas.

PN: Sobre os contatos com outros artistas, que você citou. Além de oportunidade de partilha com eles, você também conseguiu expandir sua arte na imprensa?

NH: Isso. Foram muitas oportunidades. Dei entrevista pro programa Conversa com o Autor da rádio MEC FM, dentro da EBC. Convidei John pra me acompanhar, a Katy Navarro, apresentadora ficou emocionada. Nos levou para conhecer os estúdios EBC, entre eles o studio do programa Sem Censura.

Mostrei meu trabalho a vários artistas. Conheci uma Nanda em São Paulo, a Banda Gingo, recitei na Avenida Paulista, gritei “Lula Livre” e “fascistas na cadeia”, após recitar meu Galope a Beira Mar, da mulher, e o de Lula. Eu conheci dois dos integrantes da banda Gingo que são da Banda Bixiga 70.

PN: Mas, o que mais lhe marcou mesmo foi a possibilidade do encontro com a Ana, é isso?

NH: Foi sublime! Conhecer a Trovadora Ana Cañas, ela me conheceu logo quando eu cheguei na casa Natura. Eu tímida, com meu saco de coisas… Ela tava com a produção dela, de frente da casa, se levantou e veio me abraçar disse meu nome. Me conheceu logo! Foi transcendental…
Ela linda. Coisa de outro planeta. É celeste. Alma linda, por dentro e por fora. Me apaixonei mais ainda, ao ver ela pessoalmente, feminista, uma deidade celeste, e muito cheirosa. Ela publicou minha foto com ela em todas redes. Entende minha sensibilidade pra escrita poesia e me adora.

PN: Para concluir, me diz se você pretende voltar para sua terrinha. E seus planos daqui para frente.

NH: Quero ficar no Rio de Janeiro por um tempo, me apaixonei, quero voltar a Caruaras pra visitar, recitar, ver família e amigos.

… Sempre viver de arte… Minha respiração…

Planos? Quero ir mais longe. Fora do país!

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Nay Harrison no Programa ‘Conversa com o Autor’, com Katy Navarro e John Caldwell.

Foi num dia como hoje…

Em 6 de agosto de 1945 que os EUA lançaram a 1ª bomba atômica, em Hiroshima (e dia 9 em Nagasaki): 120 mil mortos (300 mil contando as vítimas da irradiação).

Para refletir, o poema “A ROSA DE HIROXIMA” de Vinícius de Morais:

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas quentes

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroxima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A antirrosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada.
Paulo Nailson -Banner Rodapé da Coluna

1 comentário
  1. Nay Harrison De Lucena Caruaras Diz

    Honra imensa! Querido Paulo Nailson.

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