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Coluna Cultura e Política – Reflexão que leva a novas ações na vida. – Por Paulo Nailson

Paulo Nailson-Cabeçário-Jornal-de-Caruaru

Andei pensando por estes dias como será a vida da gente daqui a 20 ou 30 anos. Não poderia descrever até por não saber se ainda terei a Graça Divina do fôlego da vida. Mas entendo que muito do que acontecerá depende das decisões e ações de hoje. No campo pessoal estou mais atento as limitações físicas e cuidando da saúde em todas as dimensões possíveis. Continuo quedado diante do amor expresso na Pessoa, Obra e Ensino do Cristo que desceu da glória do Pai para se tornar filho do homem e nos ensinar a ser mais humanos e assim sendo, nos tornar mais semelhantes a Ele.

Paulo Nailson - reflexão
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Estarei mais atento à família, pois cada ano para frente é contagem regressiva no relógio da existência.

Como retribuir tanta atenção e carinho recebidos de amigo(a)s do caminho? Isso continuo distante de saber.

Outras inquietações estão na pauta do dia. Elas pontuam o próximo e aqueles que formam a cidade onde vivo, o país onde ainda estou. Enquanto nele, não são poucas as vezes que bate o desânimo, mas nunca me faltou esperança. Sim, consigo enxergar dias melhores.

Parafraseando Frei Betto sei que não haverei de participar de muitas destas conquistas que virão pela frente. Mas faço questão de ficar ao lado dos que lançam, ainda que em terra árida, as sementes de um futuro melhor.

Para avançar em direção a esse futuro não devo esquecer as raízes, abandonar os princípios que ajudaram a formar o que sou hoje. Olhar para o passado como fonte de inspiração para caminhar e não para cair nas mesmas armadilhas do caminho.

Para Berthold Brecht “um povo que não tem memória, já morreu ou está morrendo”. Com este pensamento e com o coração e a consciência aberta para o novo (pois ele sempre vem) continuarei sereno e firme, não permitindo adoecer a alma com inveja, ciúmes, disputas vãs, mesquinharias e ódio. Porém com a compreensão de Mateus 10:16, prudência de mãos dadas com a simplicidade, sabendo discernir quando e a quem posso e devo recusar servir, e para estes, afirmar como Gregório Bezerra: “Nunca tive temperamento para curvar-me”.

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Vou continuar pedindo livramento de oportunistas e dissimulados, pois estão em todo e qualquer lugar. Mas espero não deixar de acreditar nas pessoas, nem de lutar pelo que é bom nem tão pouco deixar de ser sensível a dor do outro.

Enfim, ouvir mais, abraçar e beijar mais. Sorrir e viver com mais intensidade, cuidando ainda mais do que povoa meu pensamento, pois como diz um antigo ditado: “aquilo que penso que sou, isso não sou. Mas o que penso, isso sou.”

Há 7 anos…

Tarso Genro - politico
Tarso Genro – politico

“A tipologia tradicional dos partidos de esquerda hoje está esgotada e os novos movimentos sociais ainda não conseguiram transcender o nível de mobilização de rua para o de organização política. A esquerda precisa recuperar a ideia de socialismo, mas não há nenhum acordo sobre como fazer isso”. Tarso Genro – Carta Maior (2012).

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