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Coluna Ponto a Ponto: O TAMANHO DA AGULHA – Por Prof. Carlos Silva

Professor Carlos Silva
Professor Carlos Silva

DESAFINADOS

Existe uma desarmonia constante entre o presidente e seus ministérios, assim como entre ministérios parece a construção da torre babel, ou uma orquestra que tentam tocar a mesma música, porém com os instrumentos desafinados. Para se ter uma ideia do caos funcional, o Ministério do Meio Ambiente anunciou no dia 28 de agosto (sexta-feira) a suspensão de todas as operações de combate ao desmatamento ilegal e a queimadas na Amazônia Legal e no Pantanal. O ministério afirmou também que os bloqueios são da ordem de R$ 20,9 milhões no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e R$ 39,8 milhões no ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)A interrupção do combate ao desmatamento ilegal, segundo a nota de Salles, começa a valeria a partir das 0h00 de segunda-feira. A medida iria atingir todas as operações na Amazônia Legal, Pantanal e demais regiões do País.

DISSE ME DISSE

A medida valeria a partir do dia 31, no entanto vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, conselho esse, que mais parece uma comissão, pois só tem representantes do governo e não da classe civil organizada, disse que o ministro Ricardo Salles se precipitou e que não haverá qualquer interrupção. Em uma entrevista a imprensa, o Vice Presidente disse que o desmatamento quando fracionado representa uma agulha no palheiro, todavia, segundo dados do o desmatamento dados Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que em junho a Amazônia perdeu 762,3 km² de mata, área equivalente a uma cidade de Campinas (SP) ou cerca de 100 mil campos de futebol. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 60%.

O TAMANHO DA AGULHA

No acumulado de 2019, o desmatamento atingiu 2.273,6 km². Dos nove estados que compõe a Amazônia legal, o mais atingido foi no Pará, com 1.410 km² no período, ou 62% do total. Dentro do Pará, a cidade com mais área perdida foi Altamira, com 81,52 km². Em seguida vêm Mato Grosso, 994 km², e Amazonas, 824 km². Enquanto isso os Líderes de movimentos populares, ativistas e membros da comunidade acadêmica têm alertado para o risco de aceleração do desmatamento, provocados pelas bandeiras e políticas do governo Bolsonaro – de incentivo, liberação, desregulamentação e desmonte das estruturas fiscalizatórias.

Como se não bastasse à desarmonia da orquestra a música funcional do governo Bolsonaro é plágio, ou seja, copia o modelo histórico de desenvolvimento da região, sempre pensado de fora da Amazônia para dentro dela, “esse modelo não respeita os modos de vida”, conforme diz Dr. Pedro Martins, advogado popular e membro da Terra de Direitos. Além da clara desarmonia, o Presidente Jair Bolsonaro, segue sua trajetória louca, sem um projeto sólido para quaisquer setor, resolveu agora copiar/colar as políticas públicas dos Governos Lula/.Dilma, ou seja, quem diria até aderiu ao Jair Bolsonaro Lula da Silva.

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Referências: .FGV – Brasil de Fato

 

Sobre o autor:

Carlos Silva é Professor, Palestrante, cientista social, com graduação em Sociologia-UFPE, com especialização em Matriz agroecológica e Biossegurança, casado, residente em Caruaru-PE, autor de o livro O Despertar de Pangeia e comentarista social, como colaborador da Rádio Cultura do Nordeste no Programa Cultura Informa.

 

 

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