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Crônica do Dia – ODE À VIDA – Por Malude Maciel

Malude Maciel
Malude Maciel

Não consegui esquecer a garota de dez anos que nem sei o nome, mas sei do seu sofrimento. Quanto sofrimento! Foi estuprada, ficou grávida e teve a filha assassinada na barriga, no seu útero, no aconchego do ventre materno, pequenina e inocente, querendo viver.

Estou chocada e sofrida também, como mulher, mãe, avó e cristã.

Nem posso imaginar como serão daqui pra frente os dias daquela criança que já perdeu sua integridade física, mental e psicológica e sua filhinha, outra criança foi proibida de viver. É uma ferida que nunca irá sarar, quando relembrar que seu primeiro bebê recebeu uma injeção de solução salina e foi sufocando até morrer, com quase seis meses de gestação. Mais um pouquinho e já havia quem quisesse adotá-lo.

Esse caso caiu na mídia e já se falou muito, mas não o suficiente pra registrar o repúdio a tão odiosos crimes: pedofilia, estupro, abuso sexual e aborto. Os indivíduos que praticam tais crimes podem ser chamados de monstros.

Os monstros existem e não são poucos; o caso dessa menina não é isolado. Inúmeras crianças são vítimas desses bichos sem vergonha nem escrúpulos. Elas perdem sua infância, são estupradas, aliciadas, crescem na promiscuidade, enquanto os monstros estão soltos por aí dando evasão a seus instintos maus e esse ainda chamam de “tio”, o pivô de toda desgraça, um canalha. As estatísticas confirmam que a cada quinze minutos uma criança é violentada no Brasil. Uma lástima! Temos que fazer uma grita, chamar a atenção das autoridades, a quem de direito para tomar as providências. Senão daqui a pouco tudo fica no esquecimento. De quando em vez um caso se salienta, porém nossas consciências acusam a displicência com que são tratadas as nossas crianças ou então estão tais consciências, anestesiadas, pois, aquilo que os olhos não vêm o coração não sente.

As crianças são inocentes e ingênuas, não entendem a maldade do mundo. Nossa aflição é tamanha porque pouco se pode fazer. Aliás nunca podemos fazer nada contra e os crimes continuam naturalmente. Quem tem as maiores obrigações e responsabilidades se omite. Urge sensibilidade em detectar o problema e coragem de enfrentá-lo até o fim. Prender o tal indivíduo assassino nesse crime é óbvio, alivia e dá uma satisfação à sociedade, todavia há muito o que se fazer nessas situações. É preciso Leis mais fortes, Srs. Deputados e maior vigilância, Conselhos Tutelares. Além de famílias estruturadas, Srs. pais e mães, também assistência social. Alguma coisa tem que ser feita.

“O mundo coloca mais valor em ovos de tartarugas do que no embrião humano e damos mais dignidade a baleias do que à humanidade, o que é o contrário da ordem da criação. Somente o Ser humano Deus criou a Sua imagem”.

Madre Tereza de Calcutá dizia: “Rezemos para termos a coragem de defender a criança que espera para nascer e para darmos a possibilidade de ser amada. Uma criança é o mais belo presente de Deus. O aborto ameaça a paz do mundo”.

“A violência do estupro e do abuso sexual é infame e horrenda, mas a violência do aborto provocado em um ser inocente e sem defesa é tão terrível quanto” Dom Ricardo Horpers.

“Eu vim para que todos tenham vida; e vida em abundância”. (Jesus Cristo)

 

Sobre a autora:

Maria de Lourdes Sousa Maciel se tornou “Malude” porque seus irmãos não sabiam dizer seu nome completo, como sua mãe insistia. Se tornou poetisa, escritora (Reminiscências de Malude em Prosa e Versos foi seu segundo livro publicado. O primeiro livro publicado intitula-se : No Meu Caminho.) é membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras – ACACCIL. Ocupa a Cadeira 15, que tem como patrono a Profa. Sinhazinha.

 

 

1 comentário
  1. Victor Diz

    Outra muito boa. O problema não desaparece ou irá ter desfecho revertido com essa crônica, mas o silêncio, a omissão, é como uma licença, uma autorização para que nada se faça.

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