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Coluna Ponto a Ponto: BAIÃO DE UM – Por Prof. Carlos Silva

Professor Carlos Silva
Professor Carlos Silva

“OI EU AQUI DE NOVO”…

Pois é, qualquer brasileiro, principalmente nordestino sabe o que é Baião de dois, esse prático típico nordestino, resolveram “dá um tempo”, ou seja, a política desastrosa e inconsequente do governo federal é o principal “ricardão” desse fato, provocando a separação do casal, tirando a alegria de uma convivência tão gastronomicamente feliz e harmoniosa, como as vezes ocorrem na relação humana.

O Brasil é o maior produtor e consumidor de arroz fora da Ásia. Seu suprimento anual alcança, em média, 15 milhões de toneladas de arroz em casca para atender ao consumo de 12,14 milhões de toneladas. O País integra o Mercado Comum do Sul (Mercosul) com Argentina, Paraguai e Uruguai. Este bloco econômico tem um suprimento médio anual superior a 20 milhões de toneladas de arroz (base casca), dos quais 7 milhões de toneladas são destinados à exportação para terceiros países ou intra-bloco; E o pior, embora as previsões sejam de aumento de mais de 12% na área plantada de arroz no Brasil em 2020/2021 – o primeiro em dez anos -, o avanço da oferta nacional a partir de março do ano que vem, quando será colhida a safra que está sendo semeada neste mês, não deve ser suficiente para conter a expressiva valorização recente do grão.

O PILOTO SUMIU…

O Presidente Jair Bolsonaro, em declaração sobre o aumento abusivo e criminoso do arroz falou que não vai interferir no mercado, ora! Mas o mercado pode interferir no estado? O mercado interfere e influencia as decisões políticas, bancam a campanha política de presidente a vereador para que esses atendam as suas imposições, usam os bancos estatais, ou seja, dinheiro do povo para lhe socorrer em momento de queda ou de incompetência funcional, buscam tráfico de influência quando participam de licitações ou qualquer outro tipo de relações comerciais.

Só esse ano, governo federal criou uma linha de crédito de R$ 34 bilhões para garantir o pagamento dos salários em empresas com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões durante a pandemia do coronavírus. Seria ingênuo pensar que o setor privado não influi nas decisões políticas, na elaboração de leis e no dia a dia dos cidadãos. Como esse poder se articula hoje? No livro O Fim do Poder (LeYa) Moisés Naím, afirma que as estruturas estáticas que caracterizavam as grandes empresas há algumas décadas, como as das chamadas Sete Irmãs (conglomerados que controlaram a indústria petroleira entre os anos quarenta e setenta), aumentaram sua interferência e o Brasil não fica fora dessa interferência.

A VENEZUELA É AQUI

A economia de mercado só existe porque o governo existe. Por isso, a primeira função do governo é garantir que a economia possa funcionar de forma que atenda as necessidades interna, não têm sentido o povo bancar através do consumo e de tributações multinacionais e empresários que usam o governo para se beneficiarem de super lucros, em detrimento do sofrimento do cidadão comum. E por ironia do destino o venezuelano pode comer feijão e o brasileiro não, ou seja, será que a Venezuela agora é aqui?

O mais interessante é que os países considerados pelo governo “comunistas” são os maiores importadores do arroz brasileiro, Venezuela e Cuba estão entre os países que mais importaram arroz brasileiro, de acordo o Estadão aumento de 73% nas exportações do arroz brasileiro foi um dos motivos para a subida dos preços do produto nos supermercados.Mas para onde está indo o grão produzido aqui? Dos 109 países imprtadores na lista dos dez maiores compradores, está à Venezuela, que adquiriu 20% de todo o arroz exportado pelo Brasil, ou seja, se não bastasse o mico do mico-leão-dourado ser considerado pelo governo Bolsonaro, animal da fauna amazônica, agora temos que pagar por mais esse mico, ou seja o “Mico-Arroz-Durado”.

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Referências: Brazilian Rice – Globo Rural – Economia.uol

 

Sobre o autor:

Carlos Silva é Professor, Palestrante, cientista social, com graduação em Sociologia-UFPE, com especialização em Matriz agroecológica e Biossegurança, casado, residente em Caruaru-PE, autor de o livro O Despertar de Pangeia e comentarista social, como colaborador da Rádio Cultura do Nordeste no Programa Cultura Informa.

 

 

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