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Coluna Ponto a Ponto: IDEOLOGIA INFORMACIONAL – Por Prof. Carlos Silva

Professor Carlos Silva
Professor Carlos Silva

DO LEME AO PONTAL…

Nos últimos séculos o capitalismo passou por diferentes transformações e fases desde o seu surgimento. As mudanças foram motivadas pelas revoluções industriais e o desenvolvimento da sociedade. O conceito de capitalismo informacional foi usado pela primeira vez no livro “A sociedade em rede” de Manuel Castells, sociólogo espanhol. Ele faz referência à evolução de instrumentos técnicos no sistema capitalista, envolvendo as mudanças tecnológicas que vieram com a terceira Revolução Industrial que corresponde ao período econômico e social da modernidade, sendo marcado pela globalização, telefones digitais, robótica e internet.

NÃO HÁ NADA IGUAL…

Nesse artigo vamos trazer para o viés político o que eu chamo de ideologia informacional que envolve a lógica ideológica conservadora e liberal no Brasil, superficialmente é claro. Quando alguns candidatos a cargos eletivos são questionados sobre qual a sua definição ideológica uns se colocam como conservadores outros como liberais ou um pouco mais ao extremo, socialistas. A teoria do conservadorismo parece contrariar a sua própria lógica de construção, visto que o conservadorismo do ponto de vista político e de ponto de vista religioso alterou e rejeitou o que estava secularmente estabelecido. A primeira organização política conservadora no Brasil surgiu no período imperial, com a criação do Partido Conservador, em meados de 1836 que rejeitou, ou seja, não conservou o republicanismo e o liberalismo.

Na religião, David Bebbington, historiador britânico professor de história na Universidade de tirling na Escócia, classificou quatro aspectos distintivos como conversionismo, biblicismo, crucicentrismo (e ressurreição de Jesus) e ativismo, observando que “juntos, eles formam um quadrilátero de prioridades que é à base do evangelicalismo”. No Brasil a ampla maioria dos protestantes são evangélicos. Durante a Reforma Protestante, (observe a “reforma”, ou seja, rejeição ao que estava posto), os teólogos protestantes adotaram o termo como se referindo à “verdade do evangelho”. Martinho Lutero referiu-se à “evangelische Kirche” (“igreja evangélica”) para distinguir protestantes de católicos da Igreja Católica Romana.

NADA DO QUE FOI SERÁ…

A lógica conservadora se perde na medida em que as mudanças sociais são invitáveis na política, na economia e principalmente nos hábitos e costumes dos povos. Mesmo as famílias consideradas tradicionais, na sua prática não são tão tradicionais assim, porque aderem às novas ordens tecnológicas, as novas ordens comportamentais e a novos conceitos.

DO JEITO QUE JÁ FOI UM DIA…

Existe um jargão na política conservadora que se expressa; “liberal na economia e conservador nos costumes”, ora! Mas que costumes? O desenho social foi alterado, o desenho tecnológico foi alterado, o desenho político foi alterado, o desenho democrático foi alterado na sua forma de produzir as eleições, então, conservar o que? No quadro da governabilidade federal, o que está sendo conservado é um conjunto de ignorância que ultrapassa o limite da racionalidade humana, onde um presidente defende a família, mas tem uma história social que contraria os princípios da lógica tradicionalista, tem uma atitude cognitiva que ultrapassa o limite da lógica existencial, com a falta de responsabilidade ambiental e científica, e parece que o único elemento a conservar nessa forma de governar, é exatamente os estreitos laços com o “toma lá da cá”, junto aos princípios da corrupção, onde a mentira é à base da defesa da sua governabilidade.

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Referência: Wikipédia

 

Sobre o autor:

Carlos Silva é Professor, Palestrante, cientista social, com graduação em Sociologia-UFPE, com especialização em Matriz agroecológica e Biossegurança, casado, residente em Caruaru-PE, autor de o livro O Despertar de Pangeia e comentarista social, como colaborador da Rádio Cultura do Nordeste no Programa Cultura Informa.

 

 

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