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Crônica do Dia – O BRASIL DOS MEUS SONHOS – Por Malude Maciel

Malude Maciel
Malude Maciel

É bom sonhar. Todo sonho é bom, senão é pesadelo.

Quem perdeu seus sonhos já não vive. É fundamental sonhar, mesmo que esse sonho esteja longe da realidade, mesmo que se entre em devaneios ou delírios, mesmo que haja utopias.

Sonho, sim, com um futuro melhor; não apenas individualmente, mas coletivo. Existe aquela questão da “alma coletiva”, quando se pensa grande, sem egoísmo, sem mais nem menos, com o coração escancarado e uma mente de irmandade.

É preciso acreditar num país melhor, pra mim, pra você, pra todos.

Olho o Brasil como um lar, uma família, uma nação amada. Esse é o ideal de um país: ter o amor de seus filhos, sem restrição; cada um fazendo seu melhor, embora em seu canto, sem alarde.

A Bandeira Nacional diz: “Ordem e Progresso”.

No entanto, paira uma tristeza, desconforto e revolta ter consciência do descaramento de brasileiros que estando em situações decisivas para tirar da miséria grande parte de indivíduos que sobrevivem nesse torrão natal, preferem continuar na submissão destes, no sofrimento deste, na miséria destes, que só elevam as estatísticas da faixa de pobreza em solo nacional. O povo não merece uma subsistência a que é obrigado a permanecer por falta de quem o represente nas escalas superiores dos Poderes. Esse desmando tem que acabar. Uma das chagas instaladas nas entranhas do poder é sem dúvida, o orçamento, pois os gastos públicos são imorais. Os salários de deputados, senadores, pessoal do Executivo, Legislativo, Judiciário e suas mamatas, suas mordomias com inumeráveis assistentes sem necessidade corrói o corpo do Gigante que mal acordou. As aposentadorias pra familiares até a quinta geração, acabam a Previdência, ah! Preciso rir. Preciso ver meu povo alegre com justiça social. Não é demais esse questionamento e num momento eleitoral é importante porque nas escalas nacionais, estaduais e municipais deve ser observado.

O que eu sonho para o Brasil é DIGNIDADE para todo cidadão brasileiro.

DIGNIDADE é minha palavra-chave, porque assim o cidadão sabe seus direitos e deveres.

Dignidade de trabalhar, ter sua casa com saneamento, sua família, ter condições de boa alimentação, saúde, estudo, lazer e uma educação englobada de princípios e conhecimento. É possível, sim.

Para isso se concretizar urge caráter e honestidade nos cidadãos, do maior ao menor na escala econômica, onde a corrupção seja banida, onde haja responsabilidade com o dinheiro público, onde haja homens e mulheres de boa vontade em tocar pra frente benfeitorias que abranjam as necessidades gerais. Onde a Constituição seja aplicada sem dó nem piedade. É bonito ter uma Carta Magna excelente, mas o cumprimento da mesma fique a desejar. Todos são iguais perante a Lei, mas justamente aí onde deveriam se cumprir rigorosamente os ditames das normas e o bom exemplo ecoar aos ventos, aparece malandragem e usurpadores dos direitos constitucionais. Lamentavelmente acontecem essas falcatruas e todo mundo sabe e talvez até imite.

Os problemas todos nós sabemos, mas as efetivas soluções estão difíceis de se concretizarem. O sistema governamental está bem montado há décadas e quem recebe benesses não quer largar o osso, quem mama na “vaquinha” também não se sacia nunca. Miseráveis esses tais que não cumprem seus deveres para com a Pátria.
Também desejo o fim da violência cotidiana, violência contra a mulher e a criança, violência física e psicológica. Jovens e pais de famílias são mortos sem razão; uma guerra civil em troca de nada.

Sonho e quero um Brasil limpo. Ele é tão lindo! Tão grande, tão majestoso! Não merece que seus filhos padeçam injustiças. Ninguém nesse país deveria passar fome. Ninguém nesse país deveria ficar sem emprego. Ninguém nesse país deveria ser “coitadinho”. Não. O Brasil é rico.

Escolho um futuro abençoado para o Brasil porque o amo.

“A fé vê o invisível, acredita no que é inacreditável e recebe o que é impossível” (Martinho Lutero).

 

Sobre a autora:

Maria de Lourdes Sousa Maciel se tornou “Malude” porque seus irmãos não sabiam dizer seu nome completo, como sua mãe insistia. Se tornou poetisa, escritora (Reminiscências de Malude em Prosa e Versos foi seu segundo livro publicado. O primeiro livro publicado intitula-se : No Meu Caminho.) é membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras – ACACCIL. Ocupa a Cadeira 15, que tem como patrono a Profa. Sinhazinha.

 

 

1 comentário
  1. Nelson Lima Diz

    Textos sempre bom da Malude. “Alma Coletiva” boa colocação. “Dignidade” palavra chave ideal sempre. Parabéns amiga.

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