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Estudo revela que consumo de proteína vegetal aumenta a longevidade.

A ingestão de proteína vegetal foi associada a um risco 8% menor de mortalidade por todas as causas e a um risco 12% menor de mortalidade por doenças cardiovasculares.

Proteínas vegetal - foto de GettyImages
Proteínas vegetal – foto de GettyImages

Adicionar mais proteína de origem vegetal à dieta, como leguminosas, grãos integrais e nozes, ajuda a prevenir doenças e aumentar a longevidade. De acordo com uma revisão publicada no BMJ, cada aumento de 3% no consumo diário de proteína vegetal foi associado a uma redução de 5% no risco de morte prematura por todas as causas.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram dados 32 estudos publicados anteriormente, totalizando 715.128 participantes. Durante os períodos de acompanhamento, que variaram de 3,5 a 32 anos, 113.039 pessoas morreram, incluindo 16.429 mortes por doenças cardiovasculares e 22.303 mortes por câncer.

Os resultados mostraram que as pessoas que tinham uma dieta com mais proteína apresentaram uma probabilidade de morte prematura 6% menor do que indivíduos com baixa ingestão dessa fonte de nutriente. “Mas quando os pesquisadores analisaram diferentes fontes de proteína separadamente, eles descobriram que apenas a proteína vegetal – e não a proteína animal – estava ligada a uma vida mais longa”, explica a nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

A ingestão de proteína vegetal foi associada a um risco 8% menor de mortalidade por todas as causas e a um risco 12% menor de mortalidade por doenças cardiovasculares. A ingestão de proteína animal não foi significativamente associada ao risco de doenças cardiovasculares e mortalidade por câncer.

“Em um estudo recente foi confirmado que uma dieta à base de plantas e limitada em produtos animais beneficia a pressão arterial e reduz o risco de ataques cardíacos, derrames e doenças cardiovasculares. Mas essa nova revisão dá mais destaque à proteína vegetal, associando o seu consumo a um menor risco de morte por diversas causas, e incentivando o consumo de legumes, nozes e grãos no lugar de carnes vermelhas e processadas”, diz Marcella.

Por Giulia Vidale
Fonte: Revista Veja

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