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Ratinho perde 40% de audiência e prejudica programa de Cabrini.

Roberto Cabrini e Ratinho
Roberto Cabrini e Ratinho

Prestes a deixar o SBT, Roberto Cabrini já não esconde seu maior incômodo na emissora nos últimos dois anos: o premiado Conexão Repórter, perdeu audiência e relevância ao trocar as noites de domingo pelas de segunda-feira. O “vilão” é o Programa do Ratinho, que perdeu até 40% de público durante a pandemia.

O contrato de Cabrini com o SBT encerrará no fim de outubro. O jornalista tentará uma última cartada para ficar na emissora: marcar uma reunião com Silvio Santos, que se mantém isolado por pertencer ao grupo de risco para o novo coronavírus, e pedir de volta o horário que lhe rendeu os maiores picos de audiência.

Durante a pandemia, Conexão Repórter despencou 30% no Ibope em setembro, na comparação com o mesmo período de 2019, embora tenha levado ao ar entrevistas com alta repercussão, como com a deputada federal Flordelis, acusada de mandar assassinar o marido, e o goleiro Bruno, condenado pela morte da ex-amante.

Nas quatro edições mais recentes, o Conexão Repórter registrou média de 4,7 pontos, contra 6,8 no mesmo período de 2019. Apesar do conteúdo de qualidade e forte apelo, recebe baixa audiência de Ratinho, que voltou a ser exibido ao vivo.

Anteontem, o programa registrou apenas 4,4 pontos. Nas últimas quatro semanas, Ratinho atingiu média de 5,3 pontos, prejudicado pela queda de audiência em toda a TV durante a pandemia. No mesmo período de 2019, o índice era 60% maior (8,9).

Na última segunda, o Conexão Repórter levou ao ar segunda parte de uma reportagem investigativa sobre o médium Kléber Aran, acusado de abuso sexual e outros crimes. O conteúdo marcou míseros 3,9 pontos no Ibope. Cada ponto equivale a 74.987 domicílios na Grande São Paulo.

Roberto Cabrini no SBT

Roberto Cabrini no Conexão Repórter (Divulgação)
Roberto Cabrini no Conexão Repórter (Divulgação)

Cabrini retornou ao SBT em agosto de 2009 como editor-chefe e apresentador do novo programa jornalístico da emissora. O Conexão Repórter conquistou 11 prêmios desde sua estreia, em março de 2010.

Jornalista desde os 16 anos, Cabrini foi contratado pelo SBT em 1989, como diretor do departamento de esportes. A cobertura da Fórmula 1, mesmo sem ter os direitos de transmissão, chamou a atenção da Globo, que o recontratou em 1992. Na emissora, foi o primeiro a noticiar a morte de Ayrton Senna (1960-1994).

Na segunda passagem pelo SBT, Cabrini ganhou o Troféu APCA pela entrevista com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1995. Também realizou documentários no Afeganistão e no Iraque que lhe renderam o Prêmio Vladimir Herzog, em 1996, e o 14º Prêmio de Direitos Humanos da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos, em 1997.

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