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CLUBE DO FILME: Destruição Final: O Último Refúgio – Por Mary Queiroz.

Para uma trama apocalíptica, pouco acontece e quando acontece, falta intensidade.

Mary Queiroz
Mary Queiroz

A fórmula de apresentar obras singulares e conscientes sobre extinção da humanidade, a muito tempo vem sendo trabalhada no cinema de catástrofe. Não é a toa que este gênero se consagrou como um dos mais populares, independente da causa que ameaça levar a raça humana ao total extermínio, afinal todos nós gostamos de ver nas telonas, grandes desastres, acabando com toda segurança dos seres humanos. Porém nem todos os filmes que se propõe trabalhar temáticas assim, trazem em sua receita, a mistura básica de três elementos para prender a atenção do espectador do início ao fim, enredo apocalíptico, apelo dramático e boas cenas de ação, e infelizmente Destruição Final: O Último Refúgio é um destes filmes.

Nele temos a mesma situação como em tantos outros longas de catástrofe, tudo converge para um evento onde uma família luta pela sobrevivência. Aqui a ameaça apresentada, vem de um cometa destruidor de planetas que chegará à Terra. John Garrity (Gerard Butler), a sua ex-mulher Allison (Morena Baccarin), e o filho, Nathan, tentarão fazer uma perigosa viagem para encontrar o último refúgio, derradeira esperança para poucos.

Destruição Final: O Último Refúgio
Cena de Destruição Final: O Último Refúgio

O roteiro de Chris Sparling erra por falta de substância na mistura dos três ingredientes já citados acima. Ao adicionar na narrativa uma dose exagerada de drama familiar mais do que batida, à frente do caos e destruição, ensina ao público, logo nas suas primeiras cenas, a como não subestimar o quesito de ruindade na elaboração de novas histórias sobre o fim do planeta Terra. E não é porque este projeto é um filme de baixo orçamento não, porque temos filmes muitos bons que foram feitos com pouco dinheiro, como por exemplo, Terremoto de 2018 (filme norueguês, dirigido por John Andreas Andersen) e nem por isso se tornou um péssimo modelo. Agora Destruição Final: O Último Refúgio, projeto que era para ser um verdadeiro espetáculo da devastação, pelo menos foi vendido isso nos trailers, onde a destruição seria um dos maiores atributos do filme, mas na hora da exibição, o que assistimos é uma tentativa de convencer o espectador que aquele drama bobo de família indo e vindo, encontra e se perde vai agradar, Não agrada, mas se torna um péssimo exemplo para filmes do gênero.

A primeira e única preocupação inicial do diretor Ric Roman Waugh é apresentar o drama do casal em crise por causa de uma possível separação, deixando o desespero da população no geral para ser trabalhado em cenas desconexas com a proposta do filme. A violência, urgência pela sobrevivência, egoísmo e maldade, assim como a solidariedade e o altruísmo, só são colocados em destaque quando o casal precisa. Isso para comover o público ou passar a ideia de heroísmo por parte do protagonista. Porém a luta pela vida e a urgência em entrar no tal refúgio, são deixados em terceiro plano. As atuações são caricatas e limitadas. Em nenhum momento, o elenco foi capaz de transmitir qualquer sentimento de pavor, demonstrando a total falta de sensibilidade da direção em conduzir os atores. Gerard Butler (Invasão à Casa Branca e Covil dos Ladrões) e Morena Baccarin (Deadpool 2), poderiam ter se esforçado mais, ao menos nas poucas cenas do caos, mas ficamos pouco impressionados com a dinâmica da dupla. Os efeitos visuais que simulam a extinção das pessoas e a destruição das cidades, são pouco utilizados, mas quando colocados em cena, a fotografia fez uso de cores fortes para mostrar a devastação vivida pela população. O uso do vermelho, laranja e amarelo cumpriram bem o papel quando era necessário mostrar um pedaço do horizonte ou céu infernal. Ao menos isso transmitiu a pequena possibilidade da não salvação, mesmo que por alguns segundos. O único destaque positivo vai para o som nas cenas de ação, sim ele conseguiu passar certa agonia, já que todo o resto nada tinha desesperador.

Destruição Final: O Último Refúgio mostra um péssimo jeito de contar uma historia de extinção da raça humana. E sem grandes cenários apocalípticos, caos e angustia ficando sempre em segundo plano, os acontecimentos não flui naturalmente e as pontas não se ligam quando o assunto é o cometa. São feitas muitas perguntas e dadas muitas respostas, todas através dos meios de comunicação, mas nenhuma delas satisfaz a curiosidade do público, já que o mundo está quase pegando fogo, porém os meios de comunicação parecem ser bem resistentes aos impactos sentidos. Nada deixa a gente com a verdadeira sensação de destruição e ameaça. Esse sentimento nos acompanha em muitos atos arrastados, nos deixando aborrecidos com tamanha falta de verdade, e depois que alguma coisa acontece e por mais que tentamos compreender, nada faz a menor diferença, sobretudo quando vem a grande explicação para os poucos escolhidos serem levados ao tal refúgio.

Destruição Final: O Último Refúgio, até teve uma ideia boa, mas ao ser executada, é fraca e furada. Parece que eles achavam que os poucos efeitos especiais iriam segurar o filme, porém com direção, roteiro e atuações precárias, não tem efeito nenhum que salve uma obra previsível e limitada, ainda mais agarrada em um drama familiar incapaz de comover até o espectador menos exigente. Para uma trama apocalíptica, pouco acontece e quando acontece, falta intensidade.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

No programa Clube do Filme deste sábado, às 13h pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz, será feita UMA ANÁLISE DO FILME “PERFUME DE MULHER”, em comemoração ao DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS. Nos estúdios da Rádio, a participação dos Voluntários do Grupo PONTO & VÍRGULA: Betto Moura, Vanessa Melo e Nataly Almeida.

AS ESTREIAS DA SEMANA

ENQUANTO ESTIVERMOS JUNTOS

Filme de drama romântico cristão estadunidense de 2020, dirigido pelos irmãos Erwin e estrelado por KJ Apa, Britt Robertson, Shania Twain, Melissa Roxburgh e Gary Sinise. É baseado na vida do cantor e compositor estadunidense de música cristã contemporânea Jeremy Camp e sua primeira esposa, Melissa Lynn Henning-Camp, que foi diagnosticada com câncer ovariano pouco antes de se casar. A música de Camp, “I Still Believe”, é tema do filme.

O filme é a primeira produção da Kingdom Story Company, o quinto longa-metragem dos irmãos Erwin e o segundo a ser lançado sob a bandeira da Lionsgate. O filme arrecadou, até o momento, mais de 10 milhões de dólares, sofrendo um impacto nas bilheterias devido à pandemia de COVID-19.

Baseado nas memórias de Camp de mesmo título, o filme se concentra no romance de Camp com sua primeira esposa, Melissa, com quem ele se casou em outubro de 2000, apesar de saber que ela estava morrendo. O casal recebeu a notícia, após a lua de mel, que o câncer de Melissa havia se espalhado. Ela morreu em fevereiro de 2001, 4 meses e meio após o casamento. O filme dramatiza os anos de faculdade de Camp, sua ascensão como cantor conhecido e, eventualmente, o encontro com sua segunda esposa, Adrienne.

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS

SALA 01

– DESTRUIÇÃO FINAL: O ÚLTIMO REFÚGIO DUB (DIAMOND FILMS) =ESTREIA=

  • SUSPENSE – Dublado – 14 Anos – Duração: 120min.
  • Sáb., Dom., Feriado: 18h00
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 18h00

– POSSESSÃO – O ULTIMO ESTÁGIO DUB (PLAYARTE)

  • TERROR – Dublado – 12 Anos – Duração: 88min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h30
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h30

– SCOOBY O FILME DUB (WARNER BROS)

  • ANIMAÇÃO – Dublado – Livre – Duração: 95min.
  • Sáb., Dom., Feriado: 15h45

SALA 02

– ENQUANTO ESTIVERMOS JUNTOS DUB (PARIS FILMES) =ESTREIA=

  • DRAMA – Dublado – 10 Anos – Duração: 118min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 19h30
  • Sáb., Dom., Feriado: 19h30

– SCOOBY O FILME DUB (WARNER BROS)

  • ANIMAÇÃO – Dublado – Livre – Duração: 95min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 17h00
  • Sáb., Dom., Feriado: 17h00

SALA 03

– O 3º ANDAR – TERROR NA RUA MALASANA DUB (PARIS FILMES)

  • TERROR – Dublado – 14 Anos – Duração: 106min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h15

– CONVENÇÃO DAS BRUXAS DUB (WARNER BROS)

  • AVENTURA – Dublado – 10 Anos – Duração: 106min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 17h45
  • Sáb., Dom., Feriado: 15h00 – 17h45

SALA 04

– DESTRUIÇÃO FINAL: O ÚLTIMO REFÚGIO DUB (DIAMOND FILMS) =ESTREIA=

  • SUSPENSE – Dublado – 14 Anos – Duração: 120min.
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h00
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h00

– ENQUANTO ESTIVERMOS JUNTOS DUB (PARIS FILMES) =ESTREIA=

  • DRAMA – Dublado – 10 Anos – Duração: 118min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 17h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 17h15
Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

 

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