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Crônica do Dia – ESSA TAL CIDADANIA – Por Malude Maciel

Malude Maciel
Malude Maciel

Os políticos ficam falando sempre em “cidadania”, porém nem todos sabem ao certo o real significado desta palavra que é muito forte e assegura aos cidadãos o exercício de seus direitos civis, políticos e sociais além do desempenho de seus deveres para com o Estado. Às vezes, até o próprio indivíduo não está ciente dos direitos e obrigações e consequentemente não exerce a cidadania por mera falta de conhecimento ou mesmo comodismo.

O homem é um ser político por natureza e, diante de uma data cívica de eleição torna-se mais importante essa consciência de reivindicar ações concretas para o bem estar coletivo, como: alimentação, escolas de qualidade, serviços de saúde, segurança, empregos, iniciação profissional, lazer, acesso à cultura e à arte, respeito aos direitos individuais (idosos, especiais, crianças), ética nas ações administrativas públicas e privadas, respeito ao meio ambiente, igualdade de oportunidades, tudo em defesa dos direitos básicos dos cidadãos. O escritor Josué de Castro já dizia em seu livro: Geografia da Fome, que entre todos os direitos, o da alimentação é fundamental para a dignidade humana. O eleitor tem a responsabilidade de um futuro melhor em suas mãos e deve averiguar o presente e passado de cada aspirante que se propõe a defender os interesses do povo, e depois do sufrágio deve também acompanhar o desempenho dos vencedores, exigindo que as promessas sejam cumpridas, pois isso faz parte do acordo. Povo consciente da força e poder da cidadania tanto elege seus governantes, como pode e deve destituí-los de seus cargos se não honrarem seus compromissos, forem mentirosos e/ou corruptos. A vigilância tem que ser constante e criteriosa a fim de serem tomadas decisões, mesmo por que é verdadeiro o slogan: “povo unido jamais será vencido”.

A transparência é indispensável para imprimir confiança nessa relação entre votando e votado, quando devemos escolher nossos representantes para não sofrer conseqüências desastrosas, pois eles regerão nossos destinos e sabemos que aqueles que não temem a Deus também não se afligem com os sofrimentos dos humildes nem se comprometem em saná-los por isso todo cuidado é pouco. O resultado de um trabalho anterior bem feito e seu aperfeiçoamento deve ser visível à população ansiosa em acertar, como também o modo de vida, os exemplos, a seriedade, capacidade e responsabilidade do candidato têm que ser levados em conta na hora do voto. As propagandas nem sempre mostram a realidade, mas deixam escapar nas entrelinhas se não existe um paradoxo entre o falar e o agir de cada um que almeja posições privilegiadas no topo da pirâmide, pois apesar de tantas decepções que o povo brasileiro tem sofrido com os políticos em geral, ainda resta uma esperança em pessoas sérias e competentes que realmente têm amor à causa e encaram o compromisso de um cargo público como uma missão divina do qual devem prestar contas aqui e na eternidade.

Nas campanhas eleitorais americanas se evoca a figura da “família” como bandeira para enfatizar junto à opinião pública o compromisso com a célula mãe, o núcleo base da sociedade a fim de trabalhar pelo desejo comum de melhoria de vida cada vez mais necessário ao ser humano, sendo a família o suporte e o esteio de toda realização e progresso. Entre nós não é diferente, pois urge fortalecer a integridade moral e a educação, especialmente a doméstica em todo o mundo. Os valores primordiais da família estruturada são e continuarão importantes e não podem ser invertidos mesmo porque o consumismo está mais presente nas camadas sociais do que a educação nesse momento, mas é possível reverter isso com uma boa liderança e a mobilização da iniciativa pública e privada para o exercício do desenvolvimento coletivo e da responsabilidade cidadã e cristã.

Por tudo isto, sejamos baluartes da cidadania plena, do regime democrático e da política honesta da qual estamos tão carentes e somos merecedores.

Sobre a autora:

Maria de Lourdes Sousa Maciel se tornou “Malude” porque seus irmãos não sabiam dizer seu nome completo, como sua mãe insistia. Se tornou poetisa, escritora (Reminiscências de Malude em Prosa e Versos foi seu segundo livro publicado. O primeiro livro publicado intitula-se : No Meu Caminho.) é membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras – ACACCIL. Ocupa a Cadeira 15, que tem como patrono a Profa. Sinhazinha.

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