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Malude Maciel: A HORA H

Malude Maciel
Malude Maciel

Pronto. Está chegando o momento exato dos cidadãos irem às urnas depositar seu voto com a finalidade de escolher entre os candidatos o melhor para Prefeito da sua cidade, acompanhado de vereador que comporá a Câmara Municipal. Muito bem; mas não é assim, tão fácil acertar; às vezes entre aqueles ou aquelas que aparecem na televisão não está a pessoa que tenha o perfil para representar os indivíduos como eles desejam. Quando não é a pessoa que destoa é o partido; ora o postulante é qualificado, mas não cativa a população; ora fica bem patente que se está sendo enganado outra vez.

Esse ano está havendo uma campanha atípica, pois ninguém pode sair de casa em casa, nem se expor em comícios, passeatas e eventos afins, devido as proibições em prol da saúde pública. Apenas poucos contatos televisivos e virtuais com debates; nas redes sociais a gente pode ter uma ideia da personalidade daquele(a) que governará os destinos do município por quatro anos mas não se sabe do perfil altruísta ou egoísta, dos pensamentos éticos, daquilo que fez pela comunidade, pois, passada a eleição, a coisa sempre muda. Ninguém conhece nem recebe ninguém num gabinete, nem perde tempo com o eleitor de outrora. Esse comportamento é público e notório, com raríssimas exceções; quando eleito(a) aquele(a) simpático(a) candidato(a) pensa que é o dono do mundo, acima do bem e do mal, superior às demais pessoas e essas atitudes são insuportáveis. As promessas, nem conte com elas; todos esquecem de maneira impressionante. Tudo isso magoa, humilha, deixa o povo revoltado, com a arma do título nas mãos e sem noção de como apontar o gatilho e principalmente atingir o alvo.

A verdade é que os cidadãos estão decepcionados com os políticos em geral, pois dia menos dia vem à tona corrupção dali e de lá e não se aguenta tanta mentira daqueles (as) que deveriam representar justamente quem lhes paga os honorários e não, dá as costas e fingir que está tudo maravilhoso ao seu redor, com tudo e com todos. É ridículo!

Há tanta, mais tanta coisa o que ajeitar por aí afora na saúde, na educação, na segurança e o que o Executivo sanciona é mínimo diante das verbas que chegam e logo se acabam. Sei não! Uma obra que num mês ou dois estaria pronta, leva anos a ser concluída.

Não é preciso tanto vereador numa cidade, como também acho desnecessário tantos deputados e senadores no Senado e na Câmara nacional; com a metade tudo seria resolvido eficazmente se houvesse um bom trabalho e menos ganância: de aparecer, de usufruir, de puxar a brasa pra sua sardinha. Sim, porque economia do erário tem que começar da base. Cortar o número de assessores, por exemplo; e por aí o dinheiro seria empregado em habitação, calçamento, saneamento, etc. Sobre o desemprego, urge pensar no empregado e também no empregador, facilitando a abertura de empresas com condições de contratações.

Como disse e repito, não é fácil votar; entregar de mãos beijada um cargo altamente significativo pra alguém que não se deixa conhecer, que não transparece suas atitudes, acertadas ou não, que não dialoga e/ou não aceita críticas construtivas nem sugestões. Essa maneira de governar ou administrar é vista costumeiramente até em pequenos cargos, de instituições, etc. O brasileiro precisa de mais força política: exigir, cobrar, pedir prestação de contas, afinal estamos numa Democracia e precisamos exercê-la literalmente doa em quem doer. Não aprovo, de jeito nenhum protesto com quebra-quebra e bandalheira.

Pois é; se aqui o voto não fosse obrigatório, quem iria exercer seu direito de escolha? Será que há consciência do supremo ato? Será que de desgosto, muitos lavariam as mãos e não participariam do pleito? É hora, minha gente, de votar e acompanhar o/a eleito(a) nos seus atos da administração.

Está chegando a Hora H …A Sorte está lançada! Ai! Valha-nos, Deus!

Sobre a autora:

Maria de Lourdes Sousa Maciel se tornou “Malude” porque seus irmãos não sabiam dizer seu nome completo, como sua mãe insistia. Se tornou poetisa, escritora (Reminiscências de Malude em Prosa e Versos foi seu segundo livro publicado. O primeiro livro publicado intitula-se : No Meu Caminho.) é membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras – ACACCIL. Ocupa a Cadeira 15, que tem como patrono a Profa. Sinhazinha.

1 comentário
  1. Victoria Diz

    Bom artigo, Malude. Traduziu bem o que grande parte do eleitorado sente. Sem xingar ou ofender ninguém vc expressou vícios na política e a atual forma superficial de se eleger os cargos ao executivo e ao legislativo municipais. Infelizmente a regra do jogo é essa. Se temos que jogar, “Valha-nos Deus!”

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