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Problemas de tireóide: Todo nódulo é câncer?

Especialista do centro de Tireoide do Hospital Santa Paula explica que 95% dos casos não apresentam risco ao paciente

Quando um nódulo é identificado, o diagnóstico é feito pelo exame de ultrassonografia
Quando um nódulo é identificado, o diagnóstico é feito pelo exame de ultrassonografia

Nódulos na tireoide são bastante comuns e atingem um grande número de pessoas, em qualquer momento da vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, é provável que 60% dos brasileiros tenham um nódulo na tireoide em algum momento, mas a boa notícia é que em 95% dos casos ele não apresenta risco. Mesmo assim, é preciso ficar atento a mudanças e buscar o diagnóstico.

“O paciente consegue encontrar as alterações da tireóide por meio da palpação do pescoço ou ao sentir dificuldade de engolir ou respirar. Quando isso acontece, é muito importante que ele busque um especialista”, explica o Dr. Alexandre Bezerra, coordenador do Núcleo de Tireoide do Hospital Santa Paula. Quando um nódulo é identificado, o diagnóstico é feito pelo exame de ultrassonografia e o médico avalia a necessidade de pulsão, para coletar o material e analisá-lo. Com isso, será definido se ele é maligno ou benigno e qual o melhor tratamento.

“Muitas pessoas sentem medo quando encontram um nódulo na tireoide, porque imediatamente acreditam que ele seja cancerígeno. Porém, eles raramente são malignos ou oferecem algum risco grave à saúde. Muito pelo contrário, na maioria dos casos eles são benignos e não necessitam de intervenção cirúrgica”, comenta o especialista.

Quando benigno, ele normalmente é assintomático, mas, se seu tamanho for muito grande, 3cm ou mais, o paciente vai sentir desconfortos. Nesses casos, a indicação é fazer um acompanhamento semestral ou anual para observar se acontecem alterações, e a cirurgia só é aconselhada se o incômodo for muito grande.

No caso de gânglio malignos, os sintomas e diagnósticos são os mesmos, e é a pulsão e a análise do material coletado que ajuda a diferenciar os dois casos. O tratamento é feito em duas etapas, primeiro com uma cirurgia para a retirada da glândula e depois com a reposição hormonal. Nessa segunda etapa, o paciente passa por alguns exames para definir a dosagem correta de hormônios.

 

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