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Tremores de Terra – Novos equipamentos são instalados para estudar abalos em Caruaru

Abalos - sismologos - Caruaru
Tremores de Terra vem assustando a população.

O jornalista Pedro Augusto noticiou, no site da TV Jornal Interior, que uma equipe do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em parceria, com a Defesa Civil do município, instalou sismógrafos adicionais, neste sábado (28), em pontos estratégicos da cidade para monitorar, mais precisamente, os tremores de terra.

Os aparelhos, segundo o coordenador da Defesa Civil de Caruaru, Kleber Aleksander, irão operar em áreas territoriais tanto da zona urbana como na rural da Capital do Agreste. “Fizemos as instalações no Alto do Moura e nas proximidades do Anel Viário (zona urbana), como também nas comunidades rurais de Taquara, Maniçoba e entre a divisa de Caruaru e São Caetano. Ou seja, ao todo, serão cinco sismógrafos a mais com atuação na cidade”.

De acordo ainda com o coordenador, atualmente, a média de eventos sísmicos registrados diariamente no município tem girado na casa dos 30, porém sem maiores proporções. “Na maioria dos casos, esses episódios têm sido muito pequenos, ou seja, detectados apenas por aparelhos. Já os de maiores intensidades, que acabam sendo sentidos pela população, tem girado na média de quatro por semana. Esses locais já citados foram escolhidos para instalação de sismógrafos, haja vista que têm comportado os maiores números de eventos sísmicos de Caruaru”.

Os cinco sismógrafos instalados se somam ao fixo que já se encontrava operando na cidade. “Esse sismógrafo fixo é de grande porte e de tecnologia elevada, tanto é que consegue registrar fenômenos sísmicos em quase todo o planeta. Os cinco auxiliares são móveis e serão importantes para possibilitar estudos mais aprofundados a respeito desses tremores constantes”, acrescentou Aleksander.

Tremores de Terra – Causa

Uma possível causa sobre o registro de tremores na Capital do Agreste, segundo o coordenador da Defesa Civil, estaria relacionada a uma falha geológica percebida entre os municípios de Caruaru e São Caetano. “Ela vai do Rio Grande Norte até Sergipe e corta a nossa região. Desta forma, por estarmos bastante próximos dessa falha tectônica é comum, entre aspas, termos essas acomodações e movimentações de solo. Com os novos sismógrafos poderemos sair do achismo para a certeza do que realmente está acontecendo”, explicou Kleber.

Os episódios sísmicos ocorridos em Caruaru têm girado na casa e magnitude de 2.5 na escala Richter. Número este abaixo dos 4.0 considerados altos e que costumam causar danos nos territórios. “Ou seja, há desconforto, receio por parte da população caruaruense tão logo esses tremores de terra em Caruaru ocorrem, porém não há motivo para desespero”, finalizou o coordenador.

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