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Coluna Ponto a Ponto: APAGÃO FEDERAL – Por Prof. Carlos Silva

Professor Carlos Silva
Professor Carlos Silva

CORRENTE NEGATIVA…

O Presidente Jair Bolsonaro, desde o início do seu desgoverno vem dando sinais de incompetência funcional e se comportando como um representante comercial do mercado, sem nenhuma preocupação com a nação brasileira, demonstra isso através de declarações de menosprezo aos eleitores, imprensa ou a ciência como também através de medidas que priorizam o mercado e coloca o cidadão brasileiro em segundo ou terceiro plano, basta observamos seu comportamento irresponsável sobre o aumento abusivo de energia elétrica.

Para satisfazer seus “patrões” um dos seus primeiros atos foi acabar com o horário de verão, por considerar ser desnecessário, agora instiga o povo a apagar a luz e passar menos tempo no chuveiro, incialmente isso demonstra que o referido presidente como sempre é desinformado, e se dirige a apenas 2,3 milhões, ou cerca de 3% dos domicílios brasileiros, têm acesso a esse serviço — sendo que mais da metade fica em São Paulo. Mesmo no Rio, proporcionalmente o estado mais bem servido no quesito, há pouco mais de 800 mil residências, (Fonte: FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina).

BANHO DE ÁGUA FRIA…

Sabemos que a energia elétrica não é apenas um produto de consumo, mais uma necessidade primária na saúde do povo brasileiro, principalmente na conservação de alimentos para idosos e crianças. Segundo o Instituto Acende Brasil publicou um White Paper que trata sobre a evolução das tarifas de energia elétrica e a formulação das políticas públicas. A conclusão do estudo, ao comparar dados elaborados pela Global Petrol Prices, foi de que a energia no Brasil é 37ª mais cara do mundo, em um ranking com 110 países, ficando à frente da Argentina, China, Índia e México (US$ 0,08), Coréia do Sul (US$ 0,11), Estados Unidos (US$ 0,14) e da maioria dos países em desenvolvimento.

Diante dessa posição negativa e diante do estrago econômico causado pela Pandemia da Covid-19 na vida do cidadão brasileiro, o Presidente deveria está se preocupando em desenvolver uma política do preço de energia elétrica mais barata para o povo brasileiro, inclusive obrigando as companhias de energia a substituírem o medidor analógico por medidores digitais, isso facilitaria o gerenciamento do consumo de energia elétrica pelos usuários e não tomando uma posição irresponsável e de camelô do mercado, e mais uma vez ironizando de maneira pejorativa os brasileiros.

PASSANDO A BOIADA…

Não é por causa da geração e distribuição que os preços estão irracionalmente tão altos, para se ter uma ideia entre os anos de 2008 e 2017 o preço da energia teve uma alta acumulada de 85,8% enquanto a inflação oficial do período o IPCA subiu 71,5%. E não é a carga tributária que provoca tal aumento, mas sim a falta de uma politica voltada para proteger o cidadão dos preços altos e priorizar outras fontes de energia limpa, iniciada no governo Dilma Rousself, afinal de contas em ranking que mede o custo da energia para a indústria divulgado pela FIRJAN, ele mostra que o custo desse insumo no Brasil é de 402,26 reais por MW-h, esse valor é 46% superior a média internacional. Assim como aconteceu no estado do AMAPÁ, o que estamos vendo é que o desgoverno Bolsonaro, segue passando a boiada sobre o riso verde e amarelo dos seus seguidores.

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Referências:
stimaenergia.com.br/index.php/a-energia-eletrica-e-cara-no-brasil/
oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/revista-

 

Sobre o autor:

Carlos Silva é Professor, Palestrante, cientista social, com graduação em Sociologia-UFPE, com especialização em Matriz agroecológica e Biossegurança, casado, residente em Caruaru-PE, autor de o livro O Despertar de Pangeia e comentarista social, como colaborador da Rádio Cultura do Nordeste no Programa Cultura Informa.

 

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