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CLUBE DO FILME: O Mandaloriano – Por Mary Queiroz

Mary Queiroz
Mary Queiroz

Antes de começar a falar sobre esta série fantástica que é O Mandaloriano, preciso dizer que nos anos 90, ainda uma criança, estava assistindo uma reportagem na TV sobre o que os fãs de Guerra nas Estrelas estavam esperando sobre o filme Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma (1999) que estrearia em poucos dias. Alguns fãs meio que desesperados, mostrava toda ansiedade nos comentários. Eu, lógico, ainda não conhecia e nem tinha assistido nada de Star Wars, pensei e falei: “Estes fãs de Star Wars são uns loucos e fazem este alvoroço todo por um filme que nem deve ser esta coisa toda.” Porém, foi o desespero deles que me despertou a curiosidade de saber o que tanto tinha nos filmes de Star wars, e ao assistir, Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, comecei a entender como os fãs se sentiam e pedi desculpas por não saber o que estava falando naquele momento.

E foi no ano de 1977, que “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança” chegou às telas dos cinemas, sem ninguém imaginar que ele se transformaria numa das maiores franquias da história da Sétima Arte. Com a direção, criação e roteiro do Mestre Jedi George Lucas, o público recebia e aplaudia de pé, o início da primeira saga intergaláctica da história. E já começava inovando, contando uma história à partir já do IV Episódio, usando o recurso de contar a história com as legendas aparecendo na tela e seguindo numa reta rumo ao infinito das estrelas, resumindo o que havia acontecido com os personagens. Um delírio visual simples, mas eficaz.

George Lucas
George Lucas

Na verdade, George Lucas usou esse recurso porque não tinha verba suficiente para contar o princípio da história, e adaptou de forma genial o resumo nas telas do cinema, “escrevendo” o que havia passado nos episódios anteriores. Desta forma, fomos apresentados a personagens carismáticos e inesquecíveis, como Luke Skywalker, Princesa Lea, Obi Wan Kenobi, o mercenário fanfarrão mas boa praça Han Solo, o gigante peludo Chewbacca, os robôs C3PO e R2D2, além do maior vilão de todos os tempos, o Darth Vader. Um universo fantástico, magistralmente exibido em mais 2 filmes, “Star Wars – Episódio V: O Império Contra-ataca” (1980) e “Star Wars – Episódio VI: O Retorno de Jedi” (1983).

Após 16 anos, o Diretor resolve revitalizar a franquia, e agora com mais recursos financeiros, leva ao público o início da saga que conquistou milhões mundo à fora, trazendo para as telas mais 3 filmes, os quais completariam a história dos Jedi, a origem de Darth Vader além de acrescentar mais elementos e personagens à trama, “Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999), “Star Wars – Episódio II – Ataque dos Clones” (2002) e “Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005). Apesar do excesso de efeitos visuais, uma má construção de alguns personagens, ficou claro o quanto a saga tinha fôlego diante o público, pois os filmes tiveram a façanha de ultrapassar a marca de mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo. A franquia estava revigorada.

Mais um período de hibernação no limbo se passa, e mais 10 anos após o último filme, e tendo George Lucas vendido a peso de ouro sua saga milionária para a Disney, quem assume a batuta na Direção é J. J. Abrams, elevando outra vez ao status de maior franquia intergaláctica de todos os tempos com mais 1 trilogia, desta vez um tanto questionável, “Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força” (2015), “Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi” (2017) e “Star Wars – Episódio IX: A Ascenção Skywalker” (2019. Mas entre os intervalos que se seguiram, tivemos ainda dois filmes “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016) e “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018) e os fãs também puderam acompanhar através de séries animadas, livros, histórias em quadrinhos, games, tudo o que aconteceu com alguns personagens, foram novamente inseridos num universo fantástico de uma saga intergaláctica interminável.

Bebê Jedi
Bebê Jedi (Lê-se bebê Jedai)

Toda essa introdução foi para chegar em nosso comentário sobre O Mandaloriano, porque era necessário pontuar algumas questões antes de adentrarmos nesta, que é considerada a melhor coisa já feita no Universo Star Wars. Apesar do estrondoso sucesso de bilheteria de A Ascenção Skywalker, os fãs ficaram decepcionados com a trajetória fraca, ridícula, desnecessária dada aos personagens centrais da história, tanto é, que esse número de fãs revoltados, não consideram tanto esse desfecho.

Mas, em 2019, com o lançamento do canal de streaming DISNEY+ somos brindados com essa pérola espacial, “O Mandaloriano”, uma série de televisão americana do gênero faroeste espacial (ficção científica), criada por Jon Favreau para o serviço de exibição de vídeos on-line como a primeira série com atores reais (live-action) da franquia Star Wars. Esta ocorre alguns anos após os eventos do filme O Retorno de Jedi (Star Wars: Episódio VI) sobre um caçador de recompensas mandaloriano que atua nos limites da Nova República.

A primeira temporada elevada o status da franquia Star Wars, ao mostrar uma qualidade estética jamais vista numa produção de tv, além disto, as mais diversas referências ao gênero western dos anos 50, mais especificamente, os baseados no grande gênio do gênero, o Sérgio Leone.

A premissa da série, é basicamente a seguinte, O Mandaloriano ocorre após a queda do Império, conforme retratado em O Retorno de Jedi, e antes do surgimento da Primeira Ordem, retratada em O Despertar da Força, que conta a história de um caçador de recompensas mandaloriano independente “nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República, sempre buscando formas de fazer melhorias em sua armadura, até que em uma missão, ele acaba encontrando um ser misterioso que precisa de sua ajuda, também conhecido como “A Criança”, e opta por correr para proteger o bebê. Enquanto em sua busca para aprender mais sobre as origens da criança, eles são perseguidos por Moff Gideon.

O Mandaloriano
O Mandaloriano

Ao longo da jornada do Mandaloriano, a quantidade de easter eggs lançados em quase todos os episódios, mas de forma milimetricamente colocados, vão enchendo os olhos dos fãs mais atentos, numa overdose de citações, verbetes, situações, para ninguém botar defeito. Um verdadeiro deleite, até mesmo para aqueles os quais não conhecem ou não estão familiarizados com esse Universo, ficam encantados com o visual, a história e todos os personagens. O Bebê Yoda que o diga, virou mania em todo o mundo.

O grande acerto desta série, é narrar uma história simples, de amizade, proteção e busca do destino, sem muitas apelações verbais ou visuais. A cada capítulo, nos emocionamos com o esforço do Mandaloriano em cumprir O SEU DESTINO, pois “ESTE É O CAMINHO”, no original inglês, ou “COMO DEVE SER!”, na versão brasileira. Fora isso, as mais diversas referências, também, à grandes clássicos do cinema mundial: desde “Et – O Extraterreste”, a “Shogun”, “Os 7 Samurais”, obra imortalizada do grande Diretor Japonês Akira Kurosawa.

Outros personagens, além do Mandaloriano, merece destaque, começando por Gina Carano como Carasynthia “Cara” Dune, uma ex-Soldado de choque rebelde, nascida em Alderaan, que virou mercenária e lutou na guerra civil pela Aliança Rebelde, nos conquista de fato com seu carisma e talento. Outro a ser inesquecível é Giancarlo Esposito como Moff Gideon, um ex-governador do Império cuja vida mudou depois que os rebeldes destruíram a segunda Estrela da Morte. Como não se apaixonar pela brilhante interpretação dele como vilão, afinal ele já nos apaixonou desde as séries Breaking Bad (2008) e Better Call Saul (2015), onde também exibe excelente interpretação do personagem Gustavo Fring. Além de Gina Carano e Giancarlo Esposito, também temos o ator Carl Weathers como Greef Karga, líder de uma guilda de caçadores de recompensa que contrata o Mandaloriano para rastrear um alvo valioso, é um ex-magistrado. Todos interpretados por grandes astros com um carisma ainda maior.

Carasynthia "Cara" Dune
Carasynthia “Cara” Dune

A segunda temporada, é de uma agilidade frenética, nos fazendo perder o fôlego a cada episódio, nos surpreendendo a cada cena mostrada, revelando novos personagens, resgatando outros que já passaram pela série. Aqui vai outro achado do Mandaloriano, resgatar personagens. É interessante como nada fica de ponta solta na narrativa deste seriado. Quando pensamos que o destino de determinado personagem foi definido, somos surpreendidos com seu retorno, e mais ainda, esse retorno tem uma lógica necessária para o episódio. Nesta segunda etapa, novamente referências, citações, homenagens e tantas outras situações se mostram presentes para nosso prazer visual, além da brilhante direção de todos os episódios.

O Mandaloriano é aquela série na qual nos aventuramos num mundo de diversos mundos, ao mesmo tempo em que valores pessoais, nobreza de caráter e acima de tudo, fortes amizades estão presentes, além de surpresas incríveis, como foi a aparição de um grande personagem da saga Star Wars no último capítulo desta segunda temporada, e embora a internet já falou demais sobre ele, me reservo direito de não citar seu nome para não promover spoiler. Se gosta de ficção cientifica, western, duelo de espadas de luz, assista O Mandaloriano, com certeza de que vai ser muito mais que uma simples série de ficção científica, muito mais que uma homenagem a Star Wars, é também uma doutrina a ser seguida por cada fã, afinal É COMO DEVE SER, e ESTE É O CAMINHO.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

O Programa Clube do Filme deste sábado, 28 de janeiro de 2021, às 13h pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz, terá como tema: “AS OBRAS DE TOLKIEN: DOS LIVROS AOS FILMES”. Nos estúdios da Rádio, participação do Professor Luiz Antônio, do Músico Jarbas Aquino e do Pesquisador Alysson Monteiro.

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SALA 01

– SCOOBY O FILME DUB (WARNER BROS) =ESTREIA=

  • ANIMAÇÃO – Dublado – Livre – Duração: 95min.
  • Sáb., Dom., Feriado: 15h00

– LEGADO EXPLOSIVO DUB (WMIX)

  • AÇÃO – Dublado – 14 Anos – Duração: 100min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h15

– PINÓQUIO DUB (WMIX)

  • FANTASIA – Dublado – 10 Anos – Duração: 137min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 17h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 17h15

SALA 02

– MULHER MARAVILHA 1984 DUB (WARNER BROS)

  • AÇÃO – Dublado – 12 Anos – Duração: 151min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 16h00 – 19h30
  • Sáb., Dom.: 16h00 – 19h30

SALA 03

– ESTRANHO PASSAGEIRO SPUTNIK DUB (PLAYARTE)

  • TERROR – Dublado – 16 Anos – Duração: 114min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 16h30
  • Sáb., Dom., Feriado: 16h30

– PINÓQUIO DUB (WMIX)

  • FANTASIA – Dublado – 10 Anos – Duração: 137min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 19h00 / Sáb., Dom., Feriado: 19h00

SALA 04 (ATMOS)

– TROLLS 2 DUB (UNIVERSAL)

  • ANIMAÇÃO – Dublado – Livre – Duração: 100min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 16h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 16h15

– MULHER MARAVILHA 1984 2D DUB ATMOS (WARNER BROS)

  • AÇÃO – Dublado – 12 Anos – Duração: 151min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 18h30
  • Sáb., Dom.: 18h30

 

Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

 

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