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CLUBE DO FILME: Pinóquio – Por Mary Queiroz

Mary Queiroz
Mary Queiroz

Pinóquio, provavelmente foi uma daquelas histórias que fez parte da infância de muita gente. Sem dúvida alguma, a essência deste personagem criado pelo escritor italiano Carlo Collodi, em 1883, para o livro infantil As Aventuras de Pinóquio, foi muito bem retratada e como uma ficção muito bem desenvolvida. É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar de alguma travessura do boneco de madeira que queria ser transformado em um menino de verdade. Diversas adaptações foram feitas sobre essa história, tanto para o cinema, quanto para a tv, porém, a mais clássica de todas é a animação da Disney, que produziu o longa em 1940 e nos entregou uma versão ingênua e fofa de suas travessuras, mas garantindo também uma proposta de boas reflexões sobre o material apresentado. Nela, Geppetto, um carpinteiro solitário, resolve fazer um boneco de madeira para lhe fazer companhia. Durante a noite, a Fada Azul, dá vida ao boneco, que passa a se chamar Pinóquio. Ansioso para se tornar um menino de verdade, Pinóquio se mete em várias confusões, apesar dos constantes avisos de seu amigo Grilo Falante. O boneco tem uma particularidade, pois sempre que mente, seu nariz cresce. Suas inúmeras aventuras, o levam até o dia em que precisa resgatar seu criador, que fica preso na barriga de uma baleia.

Á partir daí, outras produções foram feitas, mas nenhuma delas tem o primor e a qualidade dos Estúdios Disney. Fazendo um passeio pelas adaptações de Pinóquio, podemos encontrar “Pinocchio” (2014), série de televisão, sul coreana que estreou na SBS em 2014, trazendo uma produção mais contemporânea, com o objetivo focado nas pessoas que possuem a Síndrome de Pinóquio, também conhecida como “mentira patológica”. Já “Pinóquio” (anime de 1976), série de anime com 52 episódios, criada pela Nippon Animation que estreou no Japão pela TV Asahi entre 27 de abril de 1976 até 31 de maio de 1977, foi baseada no romance Pinóquio do autor italiano Carlo Collodi. Também temos o filme “Pinocchio 3000” (2004), animação de ficção científica, faz uma interpretação futurista do romance As Aventuras de Pinóquio de Carlo Collodi, onde Pinóquio é um robô, em vez de um boneco de madeira. A trama gira em torno de Pinóquio, tentando encaixar-se com os seres humanos. A história se passa na cidade futurista de Scamboville, constantemente em desenvolvimento sob o reinado de um prefeito malvado que odeia crianças e que vê em Pinóquio uma oportunidade para transformar todos os meninos da cidade em robôs também. Uma investida bem interessante e diferenciada da obra original. Já em “Pinóquio” (2008), uma minissérie de dois capítulos coproduzida pela Itália e Reino Unido, exibe uma cativante história sobre pai e filho, que irão embarcar em uma aventura por lugares maravilhosos.

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Entre outras produções exibidas nas telonas, agora em 2021, Pinóquio retorna ao cinema, numa produção italiana, adaptada em live-action pelo cineasta Matteo Garrone, onde nos apresenta uma versão mais realista, inspirada em As Aventuras de Pinóquio, escrita por Carlo Collodi. Aqui passamos a acompanhar Geppetto, construindo um boneco de madeira que se mostra capaz de falar e andar sozinho. Com isso, Geppetto resolve tratá-lo com um filho e o batiza de Pinóquio. No entanto, o boneco é desobediente e tem um espírito livre, mas descobre, através da Fada Azul, que pode ser um garoto de verdade, caso se comporte bem. O filme começa mostrando em seus primeiros minutos, um vilarejo tomado pela pobreza e fome, para que o espectador passe a acompanhar com mais atenção, as temáticas abordadas em Pinóquio. Lá não existia vida fácil e para viver entre humanos, seria exigido dele o sacrifício da adaptação, começando pela formação escolar, relação familiar e sociedade, mas com cuidado, porque no seu caso, por não fazer parte do meio, qualquer erro podia ser fatal.

Sendo um live-action, contamos com a atuação de Roberto Benigni, interpretando Geppetto. Vale lembrar que sua participação, marca o seu retorno ao cinema após um período de oito anos, e que o mesmo dirigiu e protagonizou uma adaptação de “Pinóquio”, em 2002 e que a mesma não foi muito bem recebida. Porém aqui, sua interpretação dada ao carpinteiro solitário, faz jus a proposta apresentada pelo diretor, marcando a essência de Geppetto com talento e esperança por uma vida menos solitária e digna.

Falando do personagem Pinóquio, interpretado por Federico Ielapi, podemos dizer que quando se envolve nas suas aventuras, é capaz de despertar muitas reflexões, e com seu jeito único em ser travesso e desobediente, promove inúmeros questionamentos sobre a forma de como o mundo as vezes recebe um garoto inexperiente, interessado em se descobrir, mas sem querer passar pelo aprendizado promovido pela escola, seu pai e seu professor. Nesta jornada, o filme brilhantemente, nos conduz a perceber os perigos e influências que um garoto sozinho pode encontrar, e isso o ator, com sua performance, e um toque de ingenuidade nos entrega muito bem.

Vale lembrar que a narrativa, conduz todos os eventos do filme de forma lenta, chegando algumas vezes deixar o espectador cansado com a demora em desenvolver os fatos. Porém em alguns atos, envolvendo outros personagens como O Grilo Falante, a Fada Azul, a Raposa e o Gorila, esta mesma narrativa sustenta bem o tom de suspense necessário a cada ato. O destaque de Pinóquio se encontra no figurino, na maquiagem e na fotografia que explora brilhantemente todo o conjunto de atuações em diferentes ambientes, muitos deles retratados com bastante realismo.

Em seu conjunto, o filme entrega um resultado satisfatório, retrata bem todas as dificuldades enfrentadas por Pinóquio durante sua longa e exaustiva viagem , bem como sua evolução em deixar de ser boneco para se transformar em um garoto, demonstrando sempre ao espectador que as temáticas abordadas desde o seu surgimento, continuam bem atuais, seja na relação pai e filho, como em seus ensinamentos morais.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

CLUBE DO FILME: Pinóquio - Por Mary Queiroz

No programa Clube do Filme deste sábado, 27 de fevereiro 2021, às 13h pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz, terá como tema “AS AS GRANDES MÚSICAS DO CINEMA – PARTE #1”. Nos estúdios da Cultura, participação de Carlos Henrique (Advogado), Felipe Queiroz (Colecionador) e Pedro Rubens (Fotógrafo).

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CLUBE DO FILME: Pinóquio - Por Mary Queiroz

A VIÚVA DAS SOMBRAS

A produção é baseada em eventos reais e conta a história de jovens voluntários que entram em uma mata para o resgate de um garoto. Mais de 300 pessoas se perderam pela região nos últimos tempos, mas apenas alguns foram localizados: todos nus. No anoitecer, a comunicação é cortada e sem sinal nos celulares e rádios, o grupo começa enfrentar algo desconhecido e sobrenatural. De acordo com uma lenda local, eles estão na presença da Viúva das Sombras.

CLUBE DO FILME: Pinóquio - Por Mary Queiroz

PROGRAMAÇÃO DO PLANET CINEMAS ( Shopping Difusora)

Em virtude das medidas restritivas por causa do Coronavírus, as salas de exibição estão fechadas

PROGRAMAÇÃO DO CENTERPLEX CINEMAS ( Caruaru Shopping)

Atenção:

  • Horários sujeitos a alterações sem avisos posteriores.

SALA 01

– #SEM SAÍDA DUB (PLAYARTE)

  • SUSPENSE – Dublado – 16 Anos – Duração: 91min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h00
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h00

MULHER MARAVILHA 1984 DUB (WARNER BROS)

  • AÇÃO – Dublado – 12 Anos – Duração: 151min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 16h30
  • Sáb., Dom.: 16h30

SALA 02

– MONSTER HUNTER DUB (COLUMBIA)

  • AÇÃO – Dublado – 14 Anos – Duração: 103min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 16h00 – 18h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 16h00 – 18h15

– A VIÚVA DAS SOMBRAS DUB (PARIS FILMES) =ESTREIA=

  • TERROR – Dublado – 12 Anos – Duração: 87min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h30
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h30

SALA 03

TOM & JERRY – O FILME DUB (WARNER BROS)

  • AVENTURA – Dublado – Livre – Duração: 102min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 14h30 – 17h00 – 19h30
  • Sáb., Dom., Feriado: 14h30 – 17h00 – 19h30

SALA 04 (ATMOS)

– MONSTER HUNTER DUB (COLUMBIA)

  • AÇÃO – Dublado – 14 Anos – Duração: 103min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h15
  • Sáb., Dom., Feriado: 20h15

– TOM & JERRY – O FILME DUB (WARNER BROS)

  • AVENTURA – Dublado – Livre – Duração: 102min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 15h30 – 18h00
  • Sáb., Dom., Feriado: 15h30 – 18h00
Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

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