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Coluna da Tecnologia da Informação – Visão geral para Cloud Computing – Por João Luís

João Luis Gregório e Silva
João Luis Gregório e Silva

Após uma seleção de artigos sobre sistemas e as teorias relacionadas ao tópico, vamos agora iniciar um trabalho sobre “Cloud Computing” ou CC, ou melhor, as nuvens! Vamos passar a alternar entre artigos teóricos e práticos nas diversas áreas da tecnologia da informação. Atualmente, o trabalho sobre as nuvens de dados é normalmente definido como arquitetura em nuvem ou, ainda, arquitetura de nuvem.

É importante saber o conceito de arquitetura em nuvem para garantir todas as vantagens que a cloud computing oferece. Pontuamos tudo o que você precisa entender para planejar sua migração. Conhecer o conceito de arquitetura em nuvem e entender como seus pilares funcionam de forma diferente dentro da operação de uma empresa. A cloud computing ganhou popularidade nos últimos anos por trazer benefícios reais e quase que imediatos para negócios de diversas áreas. Além da grande economia causada pela redução da infraestrutura local, a segurança física e lógica de dados, informações e sistemas tornam a solução um passo quase que obrigatório nos dias de hoje. Mas a migração para a nuvem deve ser planejada previamente com a equipe de TI, de maneira que o gestor do departamento possa estruturar a sua operação em um novo ambiente. Apenas a cloud computing bem estruturada consegue extrair as vantagens de inovação e flexibilidade de TI que negócios precisam para sobreviver no mercado atual. A criação dessa base operacional envolve integrar e gerenciar a nuvem em várias camadas divididas em níveis para tornar a operação mais inteligível e lógica. No centro dessa arquitetura, estão três pilares que podem ser adotados separadamente ou lado a lado para uma arquitetura eficiente e que traga a inovação e economia que uma empresa espera de seu setor de TI.

Pilares tecnológicos da CC

Os três pilares da arquitetura em nuvem – A cloud computing dentro das empresas está sendo considerada como uma importante mudança na TI das empresas por sua capacidade de tirar as limitações físicas da infraestrutura de tecnologia de um negócio e dar ao departamento muito mais espaço para ajustes de estratégias de mercado, otimização de custos e visão de mercado. É fundamental para o planejamento da TI levar em consideração três camadas de computação em nuvem, conhecidas como as principais modalidades dessa tecnologia.

Pilar SaaS – “Software as a Service” – Software como Serviço, é a solução mais utilizada entre os três pilares da arquitetura em nuvem. Nesse modelo, as software houses disponibilizam os seus softwares diretamente na internet por meio de um site web, podendo ser acessado de qualquer lugar, a qualquer hora por funcionários credenciados. A vantagem do SaaS é sua praticidade. O cliente (no caso, a empresa que utiliza o software) não precisa mais lidar com licenças, atualizações e a manutenção do programa em seu sistema. A ferramenta fica disponível 24 horas por dia, bastando que o profissional acesse o site pelo navegador. Como nas outras modalidades, é importante analisar o sistema a ser contratado do ponto de vista da customização e integração que a empresa exige. Alguns softwares em nuvem ou locais possuem sistemas fechados e padronizados, com pouco espaço para customização do software de acordo com as suas necessidades. Alguns também não possuem a integração com outras ferramentas, outro fator a ser levado em consideração dependendo do objetivo de uso do sistema contratado. No modelo SaaS, o fornecedor do software se responsabiliza por toda a estrutura necessária à disponibilização do sistema (servidores, conectividade, cuidados com segurança da informação), e o cliente utiliza o software via internet, pagando um valor pelo serviço. O modelo SaaS oferece software como serviço com propósitos específicos que estão disponíveis para os usuários na Internet. Os sistemas de software são acessíveis a partir de vários dispositivos por meio de uma interface cliente em uma rede de modelo cliente-servidor como um navegador Web. No SaaS, o usuário não administra as características individuais da aplicação, exceto configurações específicas.

Sendo assim, os desenvolvedores se concentram em atualização e não na infraestrutura, levando ao desenvolvimento rápido de sistemas de software. A tecnologia utilizada não determina o modelo. O software utilizado pode ser inteiramente pela internet (utilizado via navegador) ou pode ter alguma instalação local (como no caso de softwares antivírus ou de backup). A característica principal é a não aquisição das licenças vitalícias, mas sim o direito pelo uso da licença a partir de pagamentos recorrentes, normalmente mensal ou anual.

O modelo de serviço SaaS (Software as a Service) a receita gerada por um cliente vem ao longo de um período extenso. A maioria gera receita a partir de uma mensalidade (ou até mesmo anuidade). Caso o cliente fique insatisfeito por algum motivo ou perca o interesse pelo serviço, vai descontinuar o uso, fazendo com que a empresa incorra na perda dos recursos gastos para trazer e conquistá-lo.

Benefícios – Comparando com o modelo tradicional de distribuição de produtos de software (no qual o cliente adquire a licença de uso e se responsabiliza pela instalação e manutenção em produção) podemos destacar as seguintes vantagens do modelo SaaS para os clientes: Não exige que o cliente crie uma estrutura e capacite os profissionais para manter o sistema funcionando, permitindo que ela se foque no seu negócio. Permite uma abordagem gradual de implementação, podendo começar com poucas licenças e expandir conforme tiver um retorno positivo do seu investimento, reduzindo os riscos e o tempo para o retorno do investimento. Permite aumentar ou reduzir as licenças ao longo do tempo, de acordo com as necessidades do negócio. A implementação pode ser feita com pouca dependência das equipes de TI da empresa, não disputando prioridade com outros sistemas e podendo reduzir os tempos de implantação.
Modelos de cobrança – São comuns os seguintes modelos de cobrança no SaaS:

  • a) Valor recorrente (geralmente mensal) proporcional ao uso (ex.: disparo de e-mail marketing)
  • b) Freemium – com versões gratuitas e pagas de acordo com as funcionalidades disponíveis. Importante notar que uma grande diferença em todos os casos do modelo tradicional é o baixo desembolso inicial e o pagamento ao longo do tempo pelo uso do produto. O Serviço de Software é regido por leis nacionais e internacionais. A Lei que rege os contratos de serviços de software é a Lei 9.609/1998 e é complementada pela Lei 10.406 em seus arts. 593 a 709. Os direitos e deveres de empresa contratante e empresa contratada são regidas por estas leis. O SaaS é uma modalidade de serviço de software, distribuída pela internet, cuja principal característica é o baixo custo.

Exemplo de Saas: Se uma empresa desenvolve a solução e a disponibiliza na internet dentro de seu próprio servidor e não cobra nada para seus clientes se cadastrarem, nada para receber email e com um limite de 99 GB de armazenamento, mas vai cobrar pelo envio de email a quantia de $0,01 e a mensalidade de $10,00 por outros serviços adicionais, aí fica caracterizado a obtenção de receita através de SaaS. O SaaS quando atinge um grande número de clientes possibilita ganhos de receita variável que a longo prazo são mais viáveis que a venda de software comum. Porém, os altos custos de suporte e publicidade para se manter o software atualizado, e os altos salários dos profissionais envolvidos exigem que os preços sejam definidos levando-se em conta o ponto de equilíbrio da empresa.

O desafio do ajuste de mercado – Todo software como serviço precisa encontrar a segmentação de mercado ideal para seu tipo de produto para que consiga crescer rapidamente. Isso acontece quando o perfil de clientes uniformiza e é muito mais fácil vender, e a consequência imediata é que o número de clientes aumenta rapidamente. Uma boa abordagem é testar verticais de negócio (setores do mercado) ao invés de várias empresas uma a uma. Isso permite uma velocidade nos testes, e um panorama geral do que o mercado tem pelo seu software.

Como diminuir a taxa de rejeição – Independente do modelo de cobrança, o desafio do SaaS é reter os clientes e evitar que eles saiam da base de usuários ativos. Isso acontece com um ótimo produto, onde o cliente consegue enxergar valor desde o início. Há inúmeras técnicas para manter o cliente ativo e diminuir a taxa de rejeição. O ideal é determinar um ponto crítico de uso, uma métrica onde a empresa sabe que, em média, se um usuário atingir a chance de cancelar a conta é muito pequena.

A busca pelo Ajuste de Produto ao Mercado – As empresas que vendem Software como Serviço tem um desafio em comum: encontrar um grupo de clientes com características semelhantes e dispostos a pagar por seu produto. Recomenda-se que esse número seja maior que 10 e que esses clientes não tenham relação de amizade ou parentesco com os sócios. A partir daí a empresa encontrou um indício de qual vertical de negócio adotará melhor o produto, e isso é sentido de duas formas: o esforço de venda diminui e a média de uso em horas por cliente aumenta muito.

Uma definição da estratégia de crescimento – Uma vez que o Software como Serviço encontrou a vertical de negócio que está adotando bem o produto cabe à empresa decidir quais os canais que seus clientes são atendidos via marketing digital. Deve-se observar quantos concorrentes já usam aquele canal de marketing, ou seja, quão saturado ele é e qual a velocidade que os resultados chegam.

Controle das métricas – Agora que a empresa já sabe quais canais de marketing são mais efetivos e geram crescimento, ela precisa se preocupar com as métricas mais importantes no que diz respeito à saúde financeira do empreendimento: o custo de aquisição do cliente (CAC) e o Customer Lifetime Value (LTV). O custo de aquisição do cliente representa quantos reais cada cliente custa para chegar até a base e o LTV significa o quanto o cliente deixará de dinheiro até sair da base. Para prosperar a empresa precisa de um baixo custo de aquisição de clientes e um alto LTV, ou seja, que os clientes fiquem por bastante tempo e continuem pagando.

O ganho de escala – As maiores empresas de Software como Serviço chegam aos R $100 milhões de faturamento em normalmente 7 a 10 anos de existência. O desafio de crescer nessa velocidade exigirá investimentos externos para que a empresa cresça e domine o mercado de SaaS, que tem essa regra de que o “vencedor leva tudo”, e expandir rápido e dominar a maior parte dos clientes é mandatório.

Os desafios à adoção – Aplicações Saas são hospedadas na nuvem, longe dos usuários – Isso introduz latência no ambiente; por exemplo, o modelo é inadequado quando se exigem tempos de resposta na casa dos milissegundos.

Arquiteturas de múltiplos hóspedes – Que representam eficiência de custo para provedores de solução, limitam a personalização de aplicações. Algumas aplicações de negócios requerem acesso – com possível integração com os dados atualizados do cliente. Quando tais dados são volumosos ou sensíveis (p. ex., informação pessoal de usuários finais), integrá-los com programas hospedados remotamente pode ser custoso e (ou) arriscado, ou conflitar com regulamentos de governança de dados.

Leis de garantia constitucional – Contra busca e apreensão não protegem todas as formas de dados armazenados dinamicamente em Saas. O resultado é que acrescenta-se um elemento na cadeia de segurança onde acesso aos dados e, por extensão, abuso dos mesmos, limitam-se apenas pela honestidade pressuposta de terceiras partes ou agências governamentais capazes de aceder aos dados por sua própria iniciativa.

Mudar de provedor – Pode envolver a tarefa lenta e difícil de transferir arquivos de dados muito grandes por meio da Internet. Organizações que adotam SaaS podem descobrir serem forçadas a adotar novas versões, resultando em custos de treinamento ou no aumento da possibilidade de erros de usuário. Depender de uma conexão à Internet significa que transferem-se os dados de e para um provedor de serviço na velocidade da Internet, em vez da velocidade mais alta de uma rede interna à organização usuária.

O modelo padrão também tem limitações – Compatibilidade com equipamentos, outros programas e sistemas operacionais.

Problemas de licenciamento – A conformidade (cópias desautorizadas de programas de computador colocando a organização sob risco de multas ou processos).

Processos de manutenção, suporte, e revisão de versões – A empresa provedora de hospedagem Saas consegue garantir o nível de disponibilidade do ANS (acordo de nível de serviços)?

Depósito fiduciário de dados e código-fonte – O depósito fiduciário de dados e código-fonte é a manutenção de cópias de código-fonte e dados aplicativos críticos com um terceiro independente. Permite proteger e assegurar dados e código-fonte de aplicações Saas contra perdas

Há muitas e várias razões para considerar o depósito fiduciário – Inclusive preocupações com falência de fornecedores, perdas de serviços sem planejamento, perda ou corrupção de dados. Muitas organizações também desejam assegurar-se de se conformar a seus próprios padrões de governança de dados, ou querem análise de dados e relatórios melhorados sobre seus dados. Uma pesquisa sobre o crescimento de Saas mostrou que 85 % dos participantes queriam uma cópia de seus dados. Um terço desses queria uma cópia diária.

Observações adicionais – Apesar do nome similar, não deve ser confundido com Web Services, que diz respeito a modularização, reaproveitamento e integração de processos de sistemas heterogêneos. Mas de qualquer forma, é interessante que alguns sistemas que utilizem da teoria SaaS disponibilizem seus serviços através de Web Services, dessa forma, seus serviços poderão ser utilizados em outros sistemas, sem precisar de intervenção humana, gerando novos tipos de produtos e serviços automatizados.

Outros desafios à adoção – Os conceitos de Saas (Software como um Serviço) e HaaS (Hardware como um serviço) estão se difundindo rapidamente com o novo modelo de computação conhecido como cloud computing. A solução SaaS é indicada principalmente para Pequenas e Médias empresas, pois permite que elas tenham acesso a boas soluções de tecnologia sem que façam grandes investimentos em hardware e infraestrutura.

Pilar PaaS – “Platform as a Service” – Plataforma como Serviço, o foco da TI fica mais no desenvolvimento do que na operação de um negócio e é muito pouco usada por clientes finais que querem apenas migrar seus sistemas existentes para a nuvem. O PaaS é feito para quem quer desenvolver uma tecnologia ou um software baseado na plataforma escolhida, como .Net, Java, Android, entre outras. Esse pilar é principalmente utilizado como base para a hospedagem e implementação das ferramentas que serão distribuídas como SaaS. Dentro de uma empresa, o PaaS pode ser a solução de desenvolvimento para softwares próprios disponíveis na nuvem. Quando as opções do mercado são poucas ou muito limitadas nas customizações que determinado negócio precisa, o gerente de TI decide desenvolver a ferramenta in-house, usando a nuvem para torná-la disponível a todos os colaboradores envolvidos na operação.

Benefícios do Platform as a Service – A infraestrutura em nuvem é uma realidade para algumas empresas. É preciso entender qual solução é a mais apropriada para a sua empresa. Para isto, neste texto, vamos discutir sobre o PaaS e como essa solução para consolidar o seu negócio. A sua empresa já pensou em investir na nuvem? Os serviços de infraestrutura na nuvem não podem mais ser considerados tendência. Soluções PaaS, por exemplo, permitem que o ambiente corporativo seja otimizado e flexibilizado sem elevar os custos operacionais. Para muitos setores, aliás, a nuvem já é uma realidade. Em outras palavras, investir em tecnologias baseadas em cloud computing é crucial para a sobrevivência em diferentes mercados. Se você pretende realizar bons investimentos, porém, é necessário ter um bom direcionamento. A empresa deve ter uma visão clara sobre as suas opções e como cada tipo de infraestrutura pode afetar os seus processos. Para ajudá-lo a responder a essa pergunta, vamos discutir um pouco mais sobre o que é PaaS (Platform as a Service). Se você desenvolve aplicações internas ou para o seu público, essa pode ser a solução para consolidar o seu negócio. A plataforma como serviço é um modelo de infraestrutura baseada em nuvem que integra em um único sistema ferramentas para análise, business intelligence e, principalmente, desenvolvimento e entrega de aplicativos. Simplificando um pouco os termos, o PaaS é uma camada abaixo do SaaS (que oferece também a hospedagem da aplicação desenvolvida) e uma camada acima do IaaS (que não conta com as ferramentas de desenvolvimento integradas). A empresa que contrata uma solução de PaaS recebe um ambiente virtual configurado conforme as suas necessidades. Espaço de armazenamento, sistemas operacionais, softwares e até mesmo o tipo de processamento serão configurados pelo prestador de serviços. Porém, o negócio ainda conseguirá controlar uma série de recursos avançados, algo que normalmente não ocorre no SaaS.

Aplicação do PaaS nas empresas – O PaaS, em geral, é utilizado como uma estrutura de desenvolvimento dentro das empresas. A sua aplicação pode ser direcionada para uso interno (em processos de apoio e otimização do trabalho) e para a criação e interação de serviços oferecidos aos seus clientes. Quando um negócio opta pelo Platform as a Service, está buscando um ambiente integrado não só com as ferramentas necessárias para desenvolver, mas a união com outros serviços que aprimorem o fluxo de trabalho. Ou seja, ele pretende incluir em sua cadeia operacional funcionalidades voltadas para o aumento do nível de automação, segurança e validação. Essas facilidades permitem, por exemplo, que o PaaS seja muito usado para a adoção de um DevOps eficiente. Ele garante que o negócio terá um ambiente centralizado para criar novos sistemas e, assim, manter o time integrado e capaz de trocar informações sem correr riscos.

Como o PaaS está inserido no mercado brasileiro – Apesar de a Gartner apontar o PaaS como uma solução adotada majoritariamente em economias maduras, a oferta desse tipo de serviço continua crescendo inclusive no Brasil. Além das vantagens que o modelo traz para o negócio (que exploramos com mais detalhes abaixo), a tendência de desenvolvimento para soluções IoT voltadas à transformação digital aumentará a relevância desse serviço baseado em nuvem.

Esse cenário apontando para uma revolução prestes a acontecer é o momento perfeito para se apostar e investir. O mercado ainda não virou os olhos completamente para esse caminho, e as empresas brasileiras que buscam se consolidar nesse modelo podem ser as referências do futuro.

PaaS como ferramenta de negócio – Apesar de ser um mercado bem restrito dentro do universo da computação em nuvem, o PaaS vem ganhando cada vez mais destaque entre negócios modernos baseados em serviços por aplicativos. Se sua empresa trabalha ou pensa em trabalhar com o desenvolvimento (também internamente, mas principalmente para a entrega ao cliente), é hora de usar a tecnologia à sua disposição para encontrar seu espaço no mercado.
Ainda existem poucas opções que trabalham exclusivamente com a oferta de PaaS, mas se espera que a aglutinação de componentes individuais em suítes cada vez mais complexas ofereça aquilo de que você precisa para esse posicionamento.

Caso elas ainda não sejam satisfatórias para uma integração completa do desenvolvimento como plataforma, você pode buscar em seu fornecedor algumas características que o(a) colocarão no caminho certo:

  • a) Quais são as ferramentas de desenvolvimento incluídas no PaaS;
  • b) Quais são os níveis de serviços e suporte, além dos termos de SLA;
  • c) Qual é a garantia de disponibilidade do serviço;
  • d) Quais são as ferramentas para colaboração;
  • e) Qual é o Tier da infraestrutura oferecida.

Se nenhum fornecedor PaaS conseguir alcançar a sua exigência pela estrutura, a opção é encontrar boas empresas com soluções robustas que possam ser adaptadas às suas necessidades.

As principais vantagens do uso do PaaS no ambiente corporativo – Sendo uma tecnologia flexível e capaz de trazer vários benefícios para o negócio. Portanto, além de saber o que é PaaS, o gestor de TI também deve conhecer melhor os impactos que essa tecnologia traz.

Saber o que a companhia ganha realmente com a adoção de Platform as a Service no desenvolvimento e gerenciamento de aplicativos é fundamental para compreender a necessidade de realizar um investimento em plataformas baseadas em PaaS.

Os impactos que o PaaS pode trazer para a sua empresa – Podemos citar alguns mais notáveis, tais como:

  • a) Economia – Como toda troca de capital investida em estrutura para serviços, o PaaS significa uma economia.
  • b) Flexibilidade – Diminuição de custos alocados em manutenção e atualização tecnológica. O negócio pagará apenas pelos recursos que serão utilizados, ou seja, a assinatura dos serviços tem um preço que muda conforme a demanda por tecnologia.
  • Além disso, não há a necessidade de direcionar um grande time para monitorar e executar a manutenção dos equipamentos. Esses processos são direcionados para o prestador de serviços, o que melhora o foco da companhia em rotinas estratégicas.
  • c) Redução de custos – Será crucial para permitir que a empresa mantenha investimentos. O dinheiro economizado pode ser mais bem aproveitado na gestão do negócio e inovação para aproveitar novas oportunidades de mercado ao tornar a companhia mais competitiva.
  • d) Serviços gerenciados de infraestrutura – Falando em gerir, uma plataforma na nuvem alivia o peso do(a) gerente de TI de ter que se preocupar pessoalmente todos os dias com a infraestrutura do sistema. Questões como suporte, manutenção e atualização ficam por conta do fornecedor — que, quando é de qualidade, mantém equipes especializadas para cada tarefa. Ao gestor interno, sobra o tempo e o esforço para se dedicar a um desenvolvimento mais ágil e uma entrega de maior qualidade. Assim, a TI conseguirá agregar maior valor aos serviços da companhia, uma vez que a equipe conseguirá dedicar-se mais para solucionar demandas internas e garantir que a transformação digital ocorra no ambiente de trabalho.
  • e) Integração – A capacidade de manter equipes integradas é um dos principais fatores que auxiliam negócios a serem mais competitivos. Quando todos os times atuam lado a lado, a empresa pode entregar resultados com maior agilidade e inovação. Essa agilidade no desenvolvimento vem da integração de ferramentas dentro de um PaaS. Tanto as soluções de desenvolvimento como as de gestão, BI e validação na entrega são incorporadas em uma plataforma centralizada. Isso dará um controle total e simplificado para o(a) gerente de TI. Todos os recursos serão monitorados e modificados em um único local. Para os profissionais, a troca de informações será facilitada, uma vez que todos estarão em um único ambiente digital. Além de economizar tempo, esse é o tipo de solução que traz mais coerência para o fluxo de trabalho, aumentando, assim, a consistência do resultado final.
  • f) Disponibilidade, mobilidade e colaboração – O mercado atual é conhecido pelo alto nível de competitividade. Em função disso, companhias buscam nas soluções de TI o apoio para serem mais competitivas com processos que tenham alto nível de disponibilidade, sejam flexíveis e capazes de estimular a colaboração entre funcionários. O PaaS é uma das tecnologias que permitem a busca por esses objetivos facilmente. Para o negócio, isso é fundamental, uma vez que esses benefícios não ficam apenas na gestão: todos os colaboradores ligados ao desenvolvimento de um aplicativo têm mais poder nas mãos para agilizar processos e eliminar arestas. Como qualquer serviço baseado em nuvem, um bom PaaS fica disponível a todo o tempo em qualquer lugar, inclusive permitindo que vários desenvolvedores trabalhem em um código ao mesmo tempo. Dessa forma, sua empresa fica livre das correntes de uma infraestrutura física e pode encarar o mercado de igual para igual. Rotinas de home office, por exemplo, serão implementadas sem comprometer a competitividade da companhia. Isso garantirá a capacidade de entregar resultados com um time unificado e capaz de atuar com qualidade em qualquer lugar do planeta.

A Platform as a Service com inovação e alta performance – Puxada pelo amadurecimento de tecnologias de cloud computing e sua aplicação prática em negócios digitais, a oferta de serviços que tiram o peso de uma infraestrutura própria nas empresas vem tomando formas diferentes de acordo com as necessidades de cada gestor de TI e o mercado em que ele está inserido.

Junto aos já mais conhecidos IaaS e SaaS, o Platform as a Service surge como mais uma opção para otimizar processos, gerar economia na cadeia produtiva e dar mais fôlego para que empresas consigam crescer de forma sustentável e escalável. O Platform as a Service, embora ainda seja um pouco limitado, já é apontada como uma solução para o desenvolvimento de negócios digitais do futuro. Portanto, compreender o que é PaaS e como essa tecnologia é aplicável no seu ambiente de trabalho é algo crucial para garantir a qualidade das suas operações e evitar prejuízos a médio e longo prazo.

Pilar IaaS – Infrastructure as a Service

A Infraestrutura como Serviço, é talvez o pilar mais importante porque é o que torna possível a implementação dos outros dois em um sistema centralizado, enxuto e eficiente. O conceito de IaaS é substituir a infraestrutura de TI local por um serviço de nuvem terceirizada. Dessa forma, o negócio elimina capital parado em hardware e software e ganha flexibilidade e economia ao ter um ambiente sempre adequado à demanda do momento. Bons provedores de IaaS permitem hospedar todo o seu sistema: centros de processamento de dados locais, hardware, rede, virtualização, sistemas operacionais e bancos de dados.

Além da estrutura, ainda oferecem equipes especializadas para apoiar a TI local. O mais importante em termos de arquitetura em nuvem é que a IaaS serve como um guarda-chuva para a PaaS e SaaS. A infraestrutura de cloud computing pode centralizar e integrar todas essas soluções em um ambiente único, flexível e econômico.

O IaaS é a parte encarregada por prover toda a infraestrutura necessária para a PaaS e o SaaS. O principal objetivo do IaaS é tornar mais fácil e acessível o fornecimento de recursos, tais como servidores, redes, armazenamento e outros recursos de computação essenciais para construir um ambiente sob demanda, que podem incorporar sistemas operacionais e aplicativos. Deste modo o usuário do serviço pode acessar recursos, tal como armazenamento, através da rede e também diminuir custos com a manutenção da infraestrutura que foi terceirizada. A infraestrutura como serviço (IaaS) refere-se também a serviços on-line que fornecem APIs de alto nível usadas para referenciar vários detalhes de baixo nível da infraestrutura de rede subjacente, como recursos físicos de computação, localização, particionamento de dados, dimensionamento, segurança, backup etc. como o Xen, o Oracle VirtualBox, o Oracle VM, o KVM, o VMware ESX / ESXi ou o Hyper-V, LXD, executam as máquinas virtuais como convidados.

E quais são os mestres entre os provedores de soluções no IaaS? Entre os grandes temos os seguintes:

  • – Amazon Web Services;
  • – Google Cloud;
  • – IBM Cloud;
  • – Microsoft Windows Azure

A arquitetura em nuvem como suporte a estratégia do negócio – Nesse modelo de estratégia ainda em expansão, os serviços integrados (nos três pilares) são um caminho sem volta nas corporações. Assim, hoje é uma forma de ampliar a competitividade do seu negócio no mercado com o auxílio da tecnologia. As startups estão provando que alinhar TI ao negócio é uma excelente forma de encontrar oportunidades de inovação e economia que trazem crescimento e sucesso para as empresas nesse novo momento do mercado. E a cloud computing é, sem dúvidas, uma das bases para essa transformação. Migrar para a nuvem elimina todo o trabalho de baixo valor agregado relacionado à infraestrutura local de TI e libera a equipe responsável para assumir esse papel mais estratégico na criação de projetos e implementações de novas soluções disruptivas — tanto para o aumento da produtividade dos funcionários quanto para a satisfação dos clientes.

Por enquanto é tudo. Continuamos sob CC dentro de dois encontros no nosso Jornal de Caruaru.

Sobre o autor

JOÃO LUIS GREGORIO E SILVA Nascido em Recife. Especialista em Planejamento e Gestão Organizacional (UPE), Graduado em Gestão de Negócios (UniFBV), Especializando em Engenharia de Software (FAMEESP), Técnico em Informática (Unibratec). Funcionário da Secretária de Administração de Pernambuco e Consultor nas áreas de negócios e implantação de T.I. Autor de alguns livros, entre eles: Arquitetura em nuvem (Ed. Amazon DKP/EUA/ISBN 979-8639064012); Matemática Financeira Fundamental (Ed. Amazon DKP/EUA/ISBN 979-8639411632); Contabilidade e gestão para executivos (Ed. Clube de Autores/Brasil); Economia fundamental (Ed. Clube de Autores/Brasil).Contato: [email protected]

 

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