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Luciano Huck pode estar a um passo de se filiar ao PSB. “João Campos é o grande mentor”

Na foto- João Campos, Tábata Amaral e Luciano Huck
Na foto: João Campos, Tábata Amaral e Luciano Huck

A semana que marcou o lançamento de duas pré-candidaturas à presidência da República teve, nesta sexta-feira, uma informação circulando nos bastidores da política de um possível aceno do PSB ao apresentador Luciano Huck. A ideia, que não é confirmada oficialmente, seria trazer o apresentador para a sigla e de combo, ser lançado candidato à presidência em 2022. Outros partidos seguem, em seus bastidores, analisando históricos e pensando em nomes.

Aliados psbistas acreditam que esta jogada: “é sábia, porém perigosa”. Ainda sem nenhuma definição oficial para corrida presidencial, há quem ventile que: “existem outras opções além de Huck”. Em entrevista à reportagem, fonte próxima do partido assinalou que o apresentador segue conversando com líderes partidários importantes, mas que “João Campos (PSB) é o grande mentor”, citando ainda a deputada federal Tabata Amaral (PDT) como fio condutor desta relação.

Em recente encontro entre Huck – que segue em possível busca de siglas para concorrer ao Executivo Nacional -, João (PSB) e Tabata (PDT) haviam conversado sobre caminhos para mudar a forma de se empreender e maior participação do jovem na economia – algo que, diga-se, já vem sendo defendido pelo gestor da capital pernambucana desde quando iniciou sua campanha em 2020. Além disso, aliados próximos a Campos (PSB) afirmam que o apresentador foi sondado e que “o retorno foi positivo, mas ainda não há nada fixo”.

As movimentações parecem trazer uma espécie de luz para os socialistas. Antes, a possibilidade do então governador Paulo Câmara (PSB) concorrer ao Planalto havia sido cogitada. Há pouco, em entrevista à Folha de São Paulo, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) havia ventilado o nome do socialista para concorrer ao cargo de chefe do Executivo Nacional. Contudo, nada fora confirmado. Sobre o assunto, em entrevista à CBN Recife, em janeiro deste ano, Câmara (PSB) declarou que ainda haveria uma deliberação sobre o assunto e salientou que isso depende de um conjunto de alianças com partidos e figuras políticas.

Na ala tucana, existia a possibilidade, depois da grande proporção que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), projetou após negociações para aquisições das vacinas – que, lembre-se, à época das eleições, apoiou Bolsonaro (sem partido) em sua campanha -, fosse o nome cotado do partido. Essa tese se contrariou com a oficialização da pré-candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) para concorrer à presidência em 2022 pela sigla. Tudo isso, conforme se comenta nos bastidores, é um reflexo “mal sucedido da forçação de barra de Dória” – referindo-se a tentativa de tomar a liderança nacional do partido tucano para si, que fora falha.

O Partido dos Trabalhadores (PT) repete o feito da eleição de 2018 e confirma o nome do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para entrar na corrida presidencial representando a sigla. Desta vez, o partido visa fortalecer o nome do professor de direito enquanto tenta “tomar de volta os poderes políticos do ex-presidente Lula”. Em reserva, líderes do PT afirmam que essa foi “a melhor jogada do PT para 2022”. Um parlamentar disparou: “Lula é uma força muito grande, mas precisamos correr atrás de outros nomes, já que ele está inviabilizado de concorrer à presidência”, tecendo, ainda, críticas ao desenrolar da Lava-Jato. No PDT existe a possibilidade de Ciro Gomes concorrer ao cargo. Um dos gestos do ex-candidato à presidência de não apoiar o PT em 2018 é visto como motor para uma possível candidatura em 2022.

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