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Clube do Filme: Serviços de streaming e pandemia distanciam jovens do cinema – Por Mary Queiroz

Clube do Filme: Serviços de streaming e pandemia distanciam jovens do cinema - Por Mary Queiroz

Há 125 anos, os irmãos Lumière certamente não imaginavam que a exibição do filme A chegada de um trem à estação assustaria o público na época. Parecia tão real, que os espectadores pensaram que o trem iria entrar pelo café onde o filme estava sendo exibido. Mas e hoje, o que o cinema tem a oferecer? “Um efeito desse hoje em dia só com uma luta entre King Kong e Godzilla”, brinca Alfred Holighaus, distribuidor de filmes.

O YouTube, por exemplo, é uma máquina de publicidade e seria perfeito se depois todos corressem para os cinemas. Mas o fato é que muitos espectadores mais jovens não veem diferença entre os dois meios. “Há uma geração para a qual as imagens em movimento são todas iguais, não importa onde sejam assistidas. Alguns jovens nunca foram ao cinema ou viram o filme errado e disseram: ‘Não faz diferença assistir aqui ou ali’. Isso certamente é um problema.”

E nem mesmo James Bond pode mudar a situação. A estreia do novo filme do agente secreto está há meses sendo adiada devido à pandemia e já existem até memes do ator Daniel Craig na estreia do filme com 85 anos de idade. A última notícia é que deve estrear em outubro deste ano. Seria a saga da estreia de James Bond um símbolo da crise em toda a indústria cinematográfica? Alfred Holighaus não tem dúvida de que o cinema vai sobreviver: “Seguimos há 2 mil anos assistindo ao teatro da mesma forma e ele não desapareceu. Não se preocupem.”

O primeiro fim de semana de março teve apenas 72,8 mil espectadores nos cinemas, segundo dados inéditos da Comscore. No total, foram arrecadados R$ 1,16 milhão em bilheteria.

O número de espectadores representa uma queda de 55,8% na comparação com o fim de semana passado, quando 165 mil pessoas foram aos cinemas.

A bilheteria deste fim de semana remonta a outubro, quando a arrecadação passou de R$ 1 milhão pela primeira vez desde que os cinemas foram fechados no começo da pandemia. Entre 8 e 12 de outubro, as salas arrecadaram R$ 1,22 milhão e receberam 86,85 mil pessoas.

Na comparação com 2020, o tombo no número de espectadores é de 92,8%. Entre 5 e 8 de março do ano passado, os cinemas brasileiros tiveram público de 1,01 milhão de pessoas e arrecadação de R$ 17,7 milhões com a venda de ingressos. No começo de março, as salas ainda estavam abertas em todo o país.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

O programa Clube do Filme vai ao ar, ao vivo, todo sábado, às 13h pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz. Acompanhe pelas Redes Sociais:

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O Oscar, principal premiação do cinema em Hollywood, apresentou nesta segunda-feira (15) os indicados de sua edição de 2021. Veja, abaixo, os destaques e a lista completa ao fim do texto:

É a primeira vez em 93 edições que duas mulheres são indicadas a melhor direção;

  • “Mank” foi o filme mais lembrado, com 10 indicações;
  • Seis filmes receberam seis indicações cada: “Minari”, “Nomadland”,
  • “Meu pai”, “Judas e o messias negro”, “Os 7 de Chicago” e “O som do silêncio”;
  • “Bela vingança” e “A voz suprema do blues” aparecem em seguida, com cinco indicações;
  • Chadwick Boseman (1976-2020) recebeu a sexta indicação póstuma de um ator na categoria principal na história da premiação – apenas Peter Finch (1916-1977) ganhou, em 1977, por “Rede de intrigas”.

Veja, abaixo, os indicados ao Oscar 2021

Clube do Filme: Serviços de streaming e pandemia distanciam jovens do cinema - Por Mary Queiroz
Na ordem, ‘Meu pai’, ‘Minari’, ‘Nomadland’, ‘Os 7 de Chicago’, ‘Bela vingança’, ‘O som do silêncio’, ‘Mank’ e ‘Judas e o Messias negro’ concorrem ao prêmio de melhor filme no Oscar 2021 — Foto: Divulgação

Melhor filme

  • “Meu pai”
  • ‘”Judas e o messias negro”
  • “Mank”
  • “Minari”
  • “Nomadland”
  • “Bela vingança”
  • “O som do silêncio”
  • “Os 7 de Chicago”

Melhor atriz

  • Viola Davis – “A voz suprema do blues”
  • Andra Day – “Estados Unidos Vs Billie Holiday”
  • Vanessa Kirby – “Pieces of a woman”
  • Frances McDormand – “Nomadland”
  • Carey Mulligan – “Bela vingança”
Viola Davis
Viola Davis

Melhor ator

  • Riz Ahmed – “O som do silêncio”
  • Chadwick Boseman – “A voz suprema do blues”
  • Anthony Hopkins – “Meu pai”
  • Gary Oldman – “Mank”
  • Steve Yeun – “Minari”

Melhor direção

  • Thomas Vinterberg – “Druk – Mais uma rodada”
  • David Fincher – “Mank”
  • Lee Isaac Chung – “Minari”
  • Chloé Zhao – “Nomadland”
  • Emerald Fennell – “Bela vingança”

Melhor atriz coadjuvante

  • Maria Bakalova – “Borat: fita de cinema seguinte”
  • Glenn Close – “Era uma vez um sonho”
  • Olivia Colman – “Meu pai”
  • Amanda Seyfried – “Mank”
  • Yuh-Jung Youn – “Minari”

Melhor ator coadjuvante

  • Sacha Baron Cohen – “Os 7 de Chicago”
  • Daniel Kaluuya – “Judas e o messias negro”
  • Leslie Odom Jr. – “Uma noite em Miami”
  • Paul Raci – “O som do silêncio”
  • Lakeith Stanfield – ‘Judas e o messias negro”

Melhor filme internacional

  • “Druk – Mais uma rodada” (Dinamarca)
  • “Shaonian de ni” (Hong Kong)
  • “Collective” (Romênia)
  • “The man who sold his skin” (Tunísia)
  • “Quo vadis, Aida?” (Bósnia e Herzegovina)

Melhor roteiro adaptado

  • “Borat: fita de cinema seguinte”
  • “Meu pai”
  • “Nomadland”
  • “Uma noite em Miami”
  • “O tigre branco”
  • Melhor roteiro original
  • “Judas e o Messias negro”
  • “Minari”
  • “Bela vingança”
  • “O som do silêncio”
  • “Os 7 de Chicago”

Melhor figurino

  • “Emma”
  • “A voz suprema do blues”
  • “Mank”
  • “Mulan”
  • “Pinóquio”

Melhor trilha sonora

  • ” Destacamento blood”
  • “Mank”
  • “Minari”
  • “Relatos do mundo”
  • “Soul”
"Soul"
“Soul”

Melhor animação

  • “Dois irmãos: Uma jornada fantástica”
  • “A caminho da lua”
  • “Shaun, o Carneiro: O Filme – A fazenda contra-ataca”
  • “Soul”
  • “Wolfwalkers”

Melhor curta de animação

  • “Burrow”
  • “Genius Loci”
  • “If anything happens I love you”
  • “Opera”
  • “Yes people”

Melhor curta-metragem em live action

  • “Feeling through”
  • “The letter room'”
  • “The present”
  • ‘”wo distant strangers”
  • “White Eye”

Melhor documentário

  • “Collective”
  • “Crip camp”
  • “The mole agent”
  • “My octopus teacher”
  • “Time”

Melhor documentário de curta-metragem

  • “Collete”
  • “A concerto is a conversation”
  • “Do not split”
  • “Hunger ward”
  • “A love song for Natasha”

Melhor som

  • “Greyhound: Na mira do inimigo”
  • “Mank”
  • “Relatos do mundo”
  • “Soul”
  • “O som do silêncio”

Canção original

  • “Fight for you” – “Judas e o messias negro”
  • ‘Hear my voice’ – “Os 7 de Chicago”
  • “Husa’vik” – “Festival Eurovision da Canção: A saga de Sigrit e Lars”
  • “Io sì” – Rosa e Momo”
  • “Speak now” – “Uma noite em Miami”
.

Maquiagem e cabelo

  • “Emma”
  • “Era uma vez um sonho”
  • “A voz suprema do blues”
  • “Mank”
  • “Pinóquio”

Efeitos visuais

  • “Problemas monstruosos”
  • “O céu da meia-noite”
  • “Mulan”
  • “O grande Ivan”
  • “Tenet”

Melhor fotografia

  • “Judas e o messias negro”
  • “Mank”
  • “Relatos do mundo”
  • “Nomadland”
  • “Os 7 de Chicago”
  • Melhor edição
  • “Meu pai”
  • “Nomadland”
  • “Bela vingança”
  • “O som do silêncio”
  • “Os 7 de Chicago”

Melhor design de produção

  • “Meu pai”
  • “A voz suprema do blues”
  • “Mank”
  • “Relatos do mundo”
  • “Tenet”

 

Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

 

 

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