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Coluna Clube do Filme – Monster Hunter – Por Mary Queiroz

Mary Queiroz
Mary Queiroz

Baseado no fenômeno global dos video-games, somos apresentados ao Novo Mundo dentro de Monster Hunter, e descobrimos que é perfeitamente possível que por trás da nossa percepção de nossos sentidos, mundos totalmente desconhecidos estejam escondidos.

Fazendo um passeio pelos filmes baseados em jogos eletrônicos, vamos direto ao ano de 1989, com “O Gênio do Vídeo Game”, bem antes do primeiro jogo ser adaptado ao cinema. No entanto, o longa tinha tal temática e trazia Jimmy, que sofria de um transtorno mental, mas que tinha uma habilidade inata para jogos. Quando ele foi colocado em uma instituição, seu irmão foge com ele para a Califórnia, para participar do maior torneio de games da história.

Mas foi na década de 1990, onde tudo começou com “Super Mario Bros” (1993), oficialmente a primeira adaptação de um videogame para o cinema, e a escolha foi merecida, já que o jogo sobre o encanador italiano que faz de tudo desde pular em tartarugas e literalmente entrar pelo cano (menos comer pizza ou qualquer prato típico de seu país), é um dos videogames mais queridos e famosos de todos os tempos. O personagem Mario na verdade surgiu no jogo de Donkey Kong, mas ganhou seu game solo em 1983. Dez anos depois chegava aos cinemas sua versão em live action, e o estúdio apostava forte. O problema é que o filme pouco tinha do jogo, optando por uma atmosfera sombria, deprimente e apocalíptica, ao contrário do colorido e bem humorado. Depois dele, muitas outras adaptações foram feitas como “Double Dragon” (1994), “Street Fighter – A Batalha Final” (1994), “Mortal Kombat – O Filme” (1995) e “Wing Commander – A Batalha Final” (1999).

Se em sua década de estreia, Mario Bros, Street Fighter e Mortal Kombat , marcaram suas respectivas gerações, mais lançamentos de filmes baseados em games chegavam nos anos 2000, e nele tivemos várias produções, isso depois que os produtores dos estúdios perceber que filmes de super-heróis de quadrinhos podiam ser lucrativos. Com isso, os filmes de games ficaram mais elaborados, contando com orçamentos melhores, astros renomados e diretores competentes, a exemplo disso, temos “Lara Croft: Tomb Raider” (2001), um marco da geração das primeiras plataformas 3D – o personagem podia caminhar em qualquer direção. Fora isso, Tomb Raider era representatividade feminina pura, numa época em que não se discutia isso da forma de hoje. Criada como uma mistura de Indiana Jones, 007 e Batman (Bruce Wayne), foi também o primeiro filme para a nova geração, com Angelina Jolie, uma intérprete à altura. Na época, o filme fez sucesso e se tornou a aventura recordista de bilheteria protagonizada por uma mulher. Outros também se destacaram, alguns de forma positiva, garantido sequências e outros negativamente. Listando aqui, vamos encontrar diferentes abordagens de tramas, mundos e seres: “House of the Dead: O Filme “ ( 2003), “Alone In The Dark – O Despertar do Mal” ( 2005), “Doom: A porta do Inferno” (2005), “BloodRayne” (2005), “Terror em Silent Hill” (2006), “DOA – Vivo ou Morto” (2006), “Salve-Se Quem Puder!” (2007), “Hitman – Assassino 47” (2007), “Em Nome do Rei” (2006), “Far Cry: Fuga do Inferno” (2008), ’‘Max Payne” (2008), “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo” (2010), “Tekken: O Rei do Punho de Ferro” (2009), ”Need For Speed – O Filme” (2014), “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” (2016), “Assassin’s Creed” (2016), “Detona Ralph” (2012), ’’Pixels” (2015) e ’’Angry Birds – O Filme” (2016), porém, podemos dizer que nenhuma outra adaptação de um game para o cinema foi tão bem sucedida quanto a franquia Resident Evil, que chegou ao cinema em 2002 com “Resident Evil: O Hóspede Maldito” e tudo começou no mesmo período de Tomb Raider. Nele, temos Paul W. S. Anderson na direção e Milla Jovovich, que se tornou o rosto da franquia, no papel de uma personagem criada especialmente para o filme. Agora, ambos retornam em Monster Hunter, numa produção que visa descontrair e entreter o público apenas com boas cenas de ação e um visual do Novo Mundo de tirar o fôlego.

No filme, somos levados a crer que paralelo ao nosso mundo, existe outro mundo de poderosos monstros. Apresentado quando a Tenente Artemis (Milla Jovovich) e seu esquadrão de elite são transportados através de um portal que liga os dois mundos. Lá, eles vão ser confrontados com a experiência mais chocante de suas vidas, em uma jornada desesperada de voltar para casa, a corajosa tenente encontra um caçador misterioso (Tony Jaa), cujas habilidades únicas permitirá com que eles sobrevivam naquela terra hostil. Enfrentando aterrorizantes ataques dos monstros, os dois guerreiros se unem para lutar contra eles, na tentativa de encontrar um meio de voltarem para casa.

Em Monster Hunter, nada é explorado com profundidade. É o tipo de filme que simplesmente é. Quem conhece os games ou viu os trailers, vai perceber que toda sugestão da proposta, se baseia na exploração de um mundo desconhecido, onde personagens precisam assumir o lugar de caçadores para não serem literalmente mortos. Aqui não busque encontrar variedades de monstros difíceis de serem derrotados ou uma trama recheada de ligações afetivas entre os personagens de Milla Jovovich e Tony Jaa, afinal como em um jogo, a ação e combate são os motores da trama e é isso que o espectador vai encontrar, além da excelente performance de ambos.

Os efeitos são impressionantes, somando com a marcante trilha sonora e a boa condução do elenco, o filme cativa, porém sentimos falta de um respeito maior pelo restante dos personagens, onde alguns entram em cena só quando há necessidade de usá-los, principalmente quando somos conduzidos a entender como as coisas funcionam no Novo Mundo. Esperamos ser levados a algum lugar ou a alguma explicação, mas em vários momentos, a trama se enrola desnecessariamente, complicando uma história que é simples de explicar, e outras cenas, os personagens e seu desenvolvimento são simplificados e as cenas são cortadas abruptamente.

Paul W. S. Anderson
Paul W. S. Anderson

O diretor Paul W. S. Anderson elimina quase todas as falas e deixa a imagem montar o caráter de cada um dos personagens. Com tomadas aéreas belíssimas, e lutas que têm um ritmo acelerado, mas que valorizam os golpes, lembrando os games e impressionando pela brutalidade, os socos são pesados, as quedas são tensas, mas sem muito sangue. Para um filme com monstros gigantescos, faltou algumas gotas de sangue.

Monster Hunter é um bom filme que consegue transmitir parte do espírito do game. Assisti-lo é simplesmente se permitir conhecer um Novo Mundo dentro de uma narrativa, que ainda não encontrou a fórmula certa para explorar e exibir todo seu potencial. No mais, diverte e nos garante boas doses de descontração.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

O programa Clube do Filme deste sábado, 13 de março 2021, às 13h pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz, dará continuidade às comemorações do MÊS DA MULHER, com o tema: “MULHERES NA EDUCAÇÃO – FILME: EFEITO PIGMALEÃO”. Nos estúdios da Rádio, participação de Teresa Raquel (Pedagoga).

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LUCICREIDE VAI PRÁ MARTE

Lucicreide Vai pra Marte é um filme brasileiro de 2021 do gênero comédia. Dirigido por Rodrigo César, é estrelado por Fabiana Karla interpretando novamente sua personagem mais famosa, a empregada Lucicreide. A produção foi distribuída no Brasil pela Downtown Filmes e Paris Filmes.
A casa de Lucicreide (Fabiana Karla) se torna um ambiente caótico com a chegada de sua sogra, que após ser despejada, resolve ir morar lá. Abandonada pelo marido Dermirréi e enfrentando crise para administrar sua casa e seus cinco filhos, ela só tem o desejo de ir embora para longe de casa. Lucicreide aceita participar de uma missão que levará o primeiro homem para Marte, mesmo sem ter ideia do que é uma viagem espacial, e o filho de seus patrões, Tavinho, a inscreve no projeto.

PROGRAMAÇÃO PLANET CINEMAS [SHOPPING DIFUSORA]

  • Em face da pandemia do Coronavírus, as salas de exibição não estão funcionando.

PROGRAMAÇÃO DO CENTERPLEX CINEMAS [CARUARU SHOPPING]

SALA 01

– LUCICREIDE VAI PRA MARTE – NAC (DOWNTOWN FILMES) =ESTREIA=

  • COMÉDIA – Nacional – 10 Anos – Duração: 90min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 14h30 – 16h30 – 18h30

SALA 02

– MONSTER HUNTER DUB (COLUMBIA)

  • AÇÃO – Dublado – 14 Anos – Duração: 103min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 15h30 – 18h00

SALA 03

– A VIÚVA DAS SOMBRAS DUB (PARIS FILMES)

  • TERROR – Dublado – 12 Anos – Duração: 87min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 16h15 – 18h15

– TOM & JERRY – O FILME DUB (WARNER BROS)

  • AVENTURA – Dublado – Livre – Duração: 102min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 14h00

SALA 04 (ATMOS)

– TOM & JERRY – O FILME DUB (WARNER BROS)

  • AVENTURA – Dublado – Livre – Duração: 102min.
  • Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 15h00 – 17h30

 

 

Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

 


1 comentário
  1. JOÃO LUIS GREGORIO E SILVA Diz

    Adorei Monster Hunter. Cumpre aquilo que se espera do filme. Além da Grande Milla Jovovich que sempre é incrível nos papeis de ação! Uma estrela fabulosa, desde os tempos de QUINTO ELEMENTO até a coleção de Resident Evil. Novamente, um filme de ação com doses de ficção científica e um enredo que conduiz com o jogo. Um ótimo elenco e elaborados efeitos especiais, além de cenas realistas de lutas, sem ultrapassar o “limite do aceitável”. Paul Andersoncomo sempre sabe explorar bem os movimentos com a câmera e o contraste com os cenários do deserto “infinito”. Adorei e recomendo para os que curtem essa linha de filme ou a atriz Milica Bogdanovna “Milla” Jovovic.

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