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Tecnologia da Informação: Sistemas de missão crítica na nuvem – Por João Luís

João Luis Gregório e Silva
João Luis Gregório e Silva

Em muitas empresas, as falhas operacionais são comuns. Quando isso acontece em sistemas de missão crítica, como servidor de e-mail, ERP (Enterprise Resource Planning) e emissor de notas fiscais, muito estresse costuma ser gerado. A empresa praticamente para de funcionar, algumas vezes até mesmo interrompendo o processo de geração de receitas.

Uma infraestrutura arquitetada para o negócio – Ao contar com especialistas em infraestrutura para arquitetar uma infraestrutura planejada para atender os sistemas de missão crítica, a empresa ganha desempenho e segurança ao empregar inteligência e customização para suas cargas de trabalho, desde ERPs a servidores de NFe. Ao fazer uma imersão no negócio, sistemas e aplicações, consultores de infraestrutura podem realizar um dimensionamento mais assertivo e trazer soluções inteligentes para atender ao processo crítico ou replicá-lo, de modo que os riscos de parada sejam mitigados

As soluções são as mais heterogêneas possíveis e levam em consideração todos os fatores da empresa, como desafios, resultado esperado, orçamento e demais recursos de que a empresa vai dispor no projeto. Como característica, os provedores de nuvem profissionais contam com infraestruturas de alto nível, com atributos raramente serem encontrados em estruturas locais, que não sejam de bancos. A lógica que sustenta isso é simples: infraestrutura é a atividade central dos provedores de nuvem, assim como suas competências chave.

Missão crítica migrando para as nuvens – Portanto, não é incomum que em muitos casos a solução para sistemas de missão crítica é a migração para nuvem, seja ela pública ou privada. As cargas de trabalho das aplicações e sistemas de missão crítica também possuem mais espaço e liberdade para crescer dentro de um provedor, cuja capacidade instalada também costuma ser elevada. Exemplo de servidores de missão crítica de clientes que são replicados entre as infraestruturas do provedor, sejam elas próprias ou de outros provedores, com o objetivo de elevar o índice de continuidade do negócio.

Buscar um provedor de nuvem para os sistemas de missão crítica é atribuir ser escalabilidade para atender aos picos de demanda ou às altas permanentes com agilidade, sem arcar com rodadas de investimento em equipamentos, depreciação e manutenção.

Os provedores de cloud computing são responsáveis pela manutenção e renovação dos seus parques tecnológicos, e investem pesado em recursos técnicos e humanos para manter altos níveis de disponibilidade dos ambientes de seus clientes. Eles ficam antenados nas novidades e nas tendências para aplicar sempre as melhores práticas do mercado. Isso inclui configurações de segurança, softwares para monitoramento de redes, servidores e ameaças, testes de novas ferramentas de virtualização dentre outros.

Fazer isso sozinho pode consumir grande parte do tempo de trabalho e do orçamento disponível para o setor de TI. Nesse caso, migrar os sistemas de missão crítica para a nuvem deve proporcionar mais tranquilidade e a certeza de sempre contar com um ambiente de trabalho adequado. Tudo isso com custos reduzidos.

O negócio eleva sua performance – Pegando um gancho nos dois tópicos anteriores, com espaço e rede dedicados e um ambiente devidamente atualizado, a empresa consequentemente agregará maior potencial de desempenho aos sistemas quando eles forem migrados para ambientes em nuvem. Isso porque deve aumentar o nível de disponibilidade operacional, substituindo as frustrantes interrupções e diminuindo a complexidade gerencial da infraestrutura. Considerar a nuvem para hospedar e rodar os sistemas mais importantes permitirá que a empresa ganhe acesso a uma estrutura que seria muito cara e complexa de ser montada e mantida por conta própria. Levar os sistemas de missão crítica para a nuvem é uma estratégia atrativa e que vem conquistando cada vez mais adeptos. No entanto, para garantir o sucesso, é importante contar com ajuda profissional, formando parceria com um provedor de ambientes mais adequado às necessidades da empresa e que ofereça um suporte na medida certa.

O papel do Arquiteto de Cloud – Cada vez mais empresas têm optado pelo armazenamento e processamento de dados em nuvem. Isso fez com que a demanda por profissionais desse setor, a exemplo dos arquitetos de cloud, tenha aumentado ao longo dos últimos anos. Existe uma demanda bastante alta por profissionais com essa especialidade no Brasil. A forte demanda de arquitetos advém da necessidade enorme, neste momento, de redesenhar ambientes de computação para que sejam implementados em cloud.

As primeiras a buscarem esse “novo profissional” são as empresas da área de TI. De forma geral, quem ainda não possui um time desses especialistas, está expandindo ou formando uma equipe interna de experts em cloud. Quando o profissional não é contratado diretamente, é comum que as companhias busquem serviços sob demanda com parceiros ou dos próprios fabricantes de software. A arquitetura cloud é uma oportunidade de carreira para engenheiros de soluções. Os salários condizem com as exigências. As faixas salariais para um arquiteto de cloud vão, em média de R$ 9 mil a R$ 19 mil, dependendo do tempo de experiência, porte da empresa ou demanda dessa posição no mercado.

Atualmente, há duas demandas muito claras no mercado em relação a arquitetos de nuvem. Uma delas vem de provedores de serviços cloud, que agem como advisors dos clientes. Pelo know-how adquirido no atendimento de empresas com características muito diversas, este tipo de companhia tem uma alta demanda de arquitetos altamente especializados em cenários complexos. A outra demanda vem de empresas cloud natives, que têm alto índice de inovação, com uma utilização muito grande de nuvem e que, ao mesmo tempo, já estão habituadas a utilizar recursos avançados dentro de cada Cloud Provider. Como Cloud Computing é um serviço estratégico para a Embratel, hoje a operadora trabalha com um time de cerca de 70 arquitetos de cloud distribuídos nas áreas de produtos, pré-vendas e operações. Em geral, as pessoas pensam em um arquiteto como a pessoa técnica que cuida da Cloud e isto está muito errado. Arquitetura, o nome já esclarece, está relacionado com Projeto. Assim, o arquiteto de cloud tem como função projetar, desenhar, dimensionar e sugerir uma solução em Cloud. Se pensarmos que um arquiteto tradicional tem um papel importante na obra civil, ao lado de engenheiros, decoradores e operários, em cloud a situação é semelhante.

Perfil do arquiteto – Qual formação e características de um arquiteto de cloud? Primeiramente, é preciso saber que não existe uma graduação ou certificação oficial ou obrigatória. Experiência e especialidade, claro, é o que contam no final do dia. O importante que o profissional tenha uma abordagem que agregue três pontos: focada no negócio, pragmática e orientada pelo produto mínimo viável. Criar e gerenciar uma função de arquitetura corporativa bem-sucedida requer uma variedade de diferentes habilidades físicas e virtuais. Além disso, visto que cada empresa é diferente, a função de arquitetura corporativa precisa se calibrar e se alinhar à empresa específica.

Visão do todo é fundamental. O arquiteto de cloud, não pode entender somente de cloud ou ser um “born in the cloud”, já que o mundo é híbrido. Ou seja, os sistemas vão continuar a depender de infraestrutura e sistemas em plataformas tradicionais.

Assim, é importante que ele conheça de integração, performance, segurança de dados etc. Além disso, como Cloud afeta cada vez mais o negócio dos clientes, deve entender justamente de negócios, o custo de downtime, o risco e desafio humano das pessoas de TI ou não, em adotar um ambiente em Cloud. As empresas dividem por especialidades, alguns arquitetos mais voltados à tecnologia (SaaS, IaaS) e outros mais voltados a entender o desafio completo, incluindo o negócio de nossos clientes. Se recomenda uma formação teórica e prática, mas que seja profunda e equilibrada. Há cursos dos principais provedores disponíveis na web, como AWS e Microsoft, porém ele alerta para não descartar o conhecimento acadêmico, a sala de aula. Há ainda um fator novo. O perfil do arquiteto de cloud tem mudado muito rapidamente nos últimos anos. Quando falamos em nuvem, existem ao menos três especialidades muito latentes: infraestrutura, plataforma e software.

Inicialmente, o perfil era muito associado ao arquiteto de infraestrutura ou operações, que migrou os serviços para a plataforma de nuvem e teve que se adaptar. Com o passar do tempo, com as metodologias de desenvolvimento de software se transformando rapidamente, o olhar apenas para a camada de infraestrutura deixou de ser suficiente. Surge, então, a necessidade de arquitetos que tenham um perfil mais completo, com alto valor em desenvolvimento, segurança e infraestrutura. O arquiteto de Cloud Computing é uma evolução natural do arquiteto de soluções, que, em ambientes legados, tratava a demanda de infraestrutura e software.

Se antes o profissional de Cloud Computing estava muito ligado à parte de operações, hoje ele já tem participação ativa no desenho das soluções, na tomada de decisões e no acompanhamento dos projetos. E quais as competências? Há três competências:

a) Segurança da informação – Esta habilidade está se tornando cada vez mais necessária em especialistas e, principalmente, sendo cobrada como um perfil essencial de um profissional. Complementar ao entendimento da segurança no nível da infraestrutura, o arquiteto de Cloud também precisa conhecer soluções para a camada de software.

b) Arquitetura de software – As novas soluções de software já contam com Cloud em sua arquitetura. Tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data e Inteligência Artificial já são apresentados em seu conceito fazendo o uso da Computação em Nuvem, inclusive como diferencial competitivo. O profissional que pretende ingressar nesta área vai se deparar, em algum momento, com este tipo de demanda e mesmo não havendo a necessidade de ser especialista em nenhuma delas, entender a dinâmica de uso e suas características gerais é de suma importância. Além disso, o conhecimento de processos ágeis de desenvolvimento de software e Infraestructure as Code (DevOps) ampliam o leque de opções para se obter o melhor de cada nuvem.

c) Infraestrutura escalável – Para apoiar no uso das características e benefícios nativos das Nuvens, é considerado essencial para arquitetos cloud o conhecimento de Infraestrutura Elástica. Com esse conhecimento, é possível definir políticas e scripts capazes de aumentar e reduzir o uso dos recursos de forma automática, ampliando a resiliência e escalabilidade e diminuindo significativamente os custos com os Cloud Providers. Bem, estamos finalizando nossa “excursão” pelos fundamentos de Cloud Computing. Vamos abordar outros segmentos e sobretudo, as inovações tecnológicas e suas aplicações no cotidiano. Até a próxima edição.

Sobre o autor

JOÃO LUIS GREGORIO E SILVA Nascido em Recife. Especialista em Planejamento e Gestão Organizacional (UPE), Graduado em Gestão de Negócios (UniFBV), Especializando em Engenharia de Software (FAMEESP), Técnico em Informática (Unibratec). Funcionário da Secretária de Administração de Pernambuco e Consultor nas áreas de negócios e implantação de T.I. Autor de alguns livros, entre eles: Arquitetura em nuvem (Ed. Amazon DKP/EUA/ISBN 979-8639064012); Matemática Financeira Fundamental (Ed. Amazon DKP/EUA/ISBN 979-8639411632); Contabilidade e gestão para executivos (Ed. Clube de Autores/Brasil); Economia fundamental (Ed. Clube de Autores/Brasil).Contato: [email protected]

 

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