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Coluna do Dia: A prática da vaquejada ‘pega do boi’ – Por Thiago V. Braga

Thiago V. Braga.
Thiago V. Braga.

Farroupilha

Não é de hoje vermos festas organizadas em torno de um animal de porte, ‘bravo’, destinadas a levar diversão ao público vibrante. Representa, ainda, um giro para a economia daquele lugar [onde está sendo sediado o evento]. Tornou-se, a seu modo e tempo, muito concorrida, pois mantém ‘sempre do mesmo jeito’: arena, roupa dos adestradores, esporas e arreios. Características próprias.

A ‘pegada do boi’, por assim dizermos, tornou-se ‘super’ popular especialmente no interior do Brasil. Norte e Nordeste superam essa marca. Caiu no gosto do ‘povão’ sem distinção de classe A, B ou C. Prova disto é o intenso movimento de pessoas no chamado ‘rodeio’ cujo atrativo emprega muita gente com carteira assinada. Trabalho esse, ousado. Exige, a bem da verdade, toda uma logística a fim ‘de dar cabo’ do plano inicial. Dinheiro que entra, dinheiro que sai. Os bois de raça, ‘selecionados’, de antemão, recebem todo o cuidado necessário para ‘não fazerem feio’ na hora da apresentação. Saudáveis, exibem o ‘viço’ traduzido em força, agilidade e destreza. Em propriedades rurais também acontecem, ‘a céu aberto’, sem nenhum preparo condicional [casos e casos].

O vaqueiro, por sua vez, figura como espécie de guerreiro no campo de luta. Sabe o momento certo de atacar, mui das vezes pondo-se em risco quando diante da ‘presa fácil’. Antes disso, fora treinado, possuindo habilidades a serem vistas ao longo do show. O chapéu não deve encobri-lhe os olhos, pois a atenção faz toda a diferença, nesse jogo de vale tudo. Quando ‘já velho’ é afastado das suas funções, passando a ocupar, apenas, um assento na plateia. Aposentou a farda, como gostam de colocar, entre eles, nas rodas de conversa. Tem muito o que ensinarem, aos moços, dizimando ‘exemplos a serem seguidos’ pelos ternos amantes deste esporte vil. Fazem carreira, alguns desde os 18 anos de idade, põem o pé na estrada, só parando, mesmo, quando se sentem ‘coroas’. A saudade, sem dúvida, cresce a medida que os anos lhes roubam a juventude cheia de sonhos.

Uma tradição que rende ideias, desafios e lucros. Esse costume não é do nosso século. Vem de longe. Se ‘procriou’ na sociedade donde há ‘quem curte’ e ‘quem reprova’. Os meios utilizados para tal, levantam uma série de opiniões contrárias à sua ‘nem tão boa’ reputação. Existem restrições (assistidas em lei). Certo ou errado continuam aí, em menor quantidade, levando alguns, ao delírio [paixão pelo ato de montar, enlaçar a fera, ganhar prêmios]. Vale lembrarmos que animais são sacrificados, a depender da situação [ferimentos superficiais e não superficiais]. Entende-se ser algo violento, nocivo à saúde dos mesmos, visto ainda como uma prática desprezível [opinião arraigada do autor].

Sobre autor :

Thiago Valeriano Braga É formado em Direito pela FMU; Ex-aluno do curso ‘Técnicas de Persuasão’ pela Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM-Vila Mariana); Membro da Academia de Artes, Letras e Ciências da Ilha do Paquetá (Rio de Janeiro-RJ); Membro da Academia Imperatrizense de Letras (Imperatriz-Ma)

 

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