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Conheça os 4 tipos de Depressão mais comuns – Por Soraya Rodrigues de Aragão

Soraya Rodrigues de Aragão, CRP 11- 06853
Soraya Rodrigues de Aragão, CRP 11- 06853

Muitas pessoas acreditam que a depressão é um transtorno da modernidade. No entanto, é um dos distúrbios mais antigos que se tem conhecimento. No processo depressivo, existe uma falência adaptativa dos fatores endógenos, bem como dos mecanismos de enfrentamento ambientais. Sendo assim, poderíamos falar em depressões, posto que não existe um único tipo de Depressão. Vale a pena salientar que nem todas as depressões são iguais, embora apresentem muitos pontos em comum.

1- Distimia:

é um tipo de depressão que apresenta sintomas persistentes, tendendo, portanto, à cronificação. Indivíduos distímicos geralmente apresentam mal humor e irritabilidade, sendo classificados como ranzinzas e de “pavio curto”; tendem ao isolamento social. Por ser uma Depressão mais branda, o indivíduo ainda consegue exercer suas atividades cotidianas mesmo que com algum custo, requerendo mais esforço e tempo gasto para a execução do que o esperado para aquela atividade.

2- Depressão Maior ou Transtorno Depressivo Maior (TDM):

é o tipo de depressão mais grave que existe. É a chamada Depressão clássica. Na Depressão Maior, os sintomas são mais caricaturados e exacerbados. e por conta disto o indivíduo tem conseqüências dramáticas em sua vida ocupacional e relacional, visto que neste caso específico, este sofre de tristeza profunda e Anedonia, ou seja, atividades que antes o indivíduo exerce com prazer não fazem mais nenhum sentido, havendo perda do “gosto de viver” e sentimento de grande vazio. Por sentir uma tristeza profunda, muitas vezes não consegue sequer realizar as atividades básicas do dia-a-dia, tais como o cuidado com sua higiene pessoal, por exemplo. Devido à sua gravidade, na TDM é necessário a realização de tratamento farmacológico e psicoterapêutico, visto que na Depressão Maior existe um desequilíbrio grave nos sistemas bioquímicos do cérebro, apresentando, portanto, um comprometimento significativo.

3- Depressão Atípica:

É o tipo de depressão mais comum que existe, sendo difícil de ser diagnosticada, pois é confundida com outras condições clínicas ou situações estressantes e ansiosas do cotidiano. Você pode ter Depressão Atípica e não ser consciente disto. Deste modo, pode encontrar-se mascarada e tendo como causa doenças e outros distúrbios, tais como problemas metabólicos, hormonais e esgotamento nervoso. Há predominância de alcoolismo e no abuso de drogas no intuito de medicalizar a própria angústia. É um subtipo da Depressão Maior, compartilhando sintomas semelhantes, mas diferentemente da TDM, existe uma melhora significativa no humor quando o indivíduo se depara com notícias, situações promissoras ou mudanças positivas inesperadas. Dentre os seus sintomas, os mais comuns e que podem ser apresentados são: reatividade de humor, (reação exagerada seja para eventos tristes como para eventos alegres; tudo é percebido e vivenciado com exagero), pensamentos negativos, ansiedade, dificuldade de concentração, aumento de peso, sensação de pesar e alteração psicomotora acompanhada de dores nos membros superiores e inferiores, dificultando às vezes a locomoção, hipersonia (aumento do sono), sentimento de letargia, além de hipersensibilidade ao julgamento de outros quanto ao seu comportamento.

4-Depressão Sazonal, Depressão de inverno ou Transtorno Afetivo Sazonal:

Mudanças nas estações do ano refletem no estado de humor das pessoas, sendo recorrente a Depressão Sazonal durante o outono e o inverno. Isto acontece porque com a menor incidência dos raios solares, existe uma diminuição da vitamina D e serotonina no organismo, bem como o aumento da melatonina. A melatonina tem papel importante no ciclo circadiano, sendo responsável pela regulação do sono. Por conta disto, as pessoas mais vulneráveis tendem a ter aumento ou diminuição do sono, tornam-se apáticas, desanimadas, lentas e irritadiças. Na Depressão de inverno, o índice de suicídio é alto em regiões onde há pouca iluminação.

Texto publicado pela primeira vez no site www.sorayapsicologa.com

 

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