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Nenhuma das 14 cidades do Grande Recife voltará com ensino presencial no dia 26

Por Margarida Azevedo/LC/NE10

Escola Dom Bernardino Marchió
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Nenhuma das 14 cidades da Região Metropolitana do Recife reabrirá as escolas municipais na próxima segunda-feira, 26 de abril, data em que o governo estadual liberou as prefeituras a retomarem o ensino presencial, suspenso mais de um ano atrás, em 18 de março de 2020, por causa da pandemia de covid-19. No Estado, embora não haja um levantamento oficial, poucos municípios devem receber os estudantes nesse dia. A maioria ainda está avaliando o cenário de contaminação do novo coronavírus em suas regiões para decidir quando será esse retorno. Joaquim Nabuco, na Zona da Mata, e Cupira, no Agreste, anunciaram que vão retomar as atividades segunda-feira.

Pernambuco tem cerca de 1,5 milhão de crianças e adolescentes matriculados nas redes municipais de ensino. São 5.090 escolas e 55.795 professores, conforme dados da Secretaria Estadual de Educação. “Antes mesmo da autorização do governo para o retorno das aulas presenciais pelos municípios, a partir do dia 26, algumas redes já vinham se preparando e fazendo adequações em suas escolas para atender aos protocolos sanitários”, observa o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretário de Educação de Belém de Maria, Natanael Silva.

Todavia, considerando a autonomia dos municípios, sabemos que a maioria ainda seguirá com o ensino remoto pois entendem que mesmo cumprindo com os protocolos, é temerário o retorno nesse momento. O monitoramento dos casos, o parcecer dos profissionais de saúde sobre a real situação da pandemia, assim como a vacinação dos professores e demais profissionais da educação são ações determinantes para o retorno das atividades pedagógicas presenciais”, destaca o presidente da Undime.

“Seguimos realizando todas as ações de preparação previstas em nosso planejamento. Aguardamos a decisão final do núcleo de gestão do prefeitura”, informa o secretário de Educação de Recife, Fred Amancio. A rede municipal da capital pernambucana tem 92 mil alunos, 5.400 docentes e 320 escolas. Os primeiros a voltar devem ser os estudantes dos anos finais do ensino fundamental. Olinda e Jaboatão dos Guararapes seguem sem previsão de data de retorno.

INTERIOR

Em Joaquim Nabuco, segundo o secretário municipal de Educação, Jonathan Wedson, a volta será gradual, com as escolas recebendo 50% dos estudantes. Cada turma será dividida em duas, com rodízio de aula presencial semanal. “Segunda voltarão os alunos dos 4º, 5º, 8º e 9º anos do ensino fundamental. No dia 3 de maio serão os 1º, 2º, 3º, 6º e 7º anos. Por último, em 10 de maio, retornará a educação infantil”, explica.

“Na semana que o estudante ficar em casa, ele terá atividades pelos livros e cadernos, acompanhado pela plataforma do google meet. Na sexta anterior, quando estiver na aula presencial, já levará as tarefas da semana que estará no ensino remoto”, informa Jonathan. O turno escolar foi reduzido em 40 minutos pois não haverá recreio nem intervalos. A merenda será servida dentro das salas.

O secretário explica que o protocolo de retorno foi construído em conjunto com os professores. Ele estima que haverá uma boa adesão das famílias ao ensino presencial. A rede municipal de Joaquim Nabuco tem 2.600 alunos, 140 professores, 60 outros profissionais de educaão e 18 escolas (oito na zona urbana e dez na área rural).

Em Caruaru, no Agreste, a Secretaria Municipal de Educação informa que “segue trabalhando para o retorno seguro das atividades presenciais, com a retomada prevista para o início de maio”, diz por meio de nota, sem detalhar as datas e o formato do retorno. A cidade tem 42.760 alunos matriculados em
135 escolas.

Em Petrolina, no Sertão do Estado, os 56 mil alunos e 2.500 docentes seguirão com atividades remotas. “A Prefeitura de Petrolina segue dialogando com os órgãos de saúde com foco no retorno seguro e parcial das aulas presenciais. As equipes estão mobilizadas a criar condições para avançar para o ensino híbrido, mas, infelizmente, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do município sertanejo passa de 87% atualmente. O que inviabiliza a volta às salas de aula para estudantes e professores”, justifica a Secretaria Municipal de Educação.

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