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CLUBE DO FILME – Drácula de Bram Stoker – Por Mary Queiroz

Sangue é vida para uns e morte para outros.

Drácula de Bram Stoker
Drácula de Bram Stoker

Francis Ford Copolla, um cineasta respeitado, consagrado, imitado e inigualável, a história do Cinema deve muito a este grande diretor, o qual levou às telas muitas emoções, sustos, sorrisos, tristezas, reflexões. Copolla é daqueles poucos diretores que sabe como ninguém, identificar as emoções humanas através de seus filmes, sabe como extrair o máximo de um ator/atriz com sua visão perfeita de como deve ser feita uma cena.

Mary Queiroz
Mary Queiroz

Além de produtor e roteirista, Francis Ford Copolla acumula em sua estante, nada menos que 6 Oscars, 3 Globos de Ouro, 1 Bafta, 2 Palmas de Ouro de Cannes, 1 Prêmio de Honra Leão de Ouro do Festival de Veneza, 1 Prêmio Melhor Direção do National Board of Review e 2 Prêmios de Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian. Todos esses prêmios são devidos aos seus talentos na Arte do Cinema. É um reconhecimento internacional da capacidade indiscutível da mente fértil e criativa deste grande diretor.

Um diretor que sabe como ninguém navegar nos mais diversos gêneros e ser aclamado pelos mais diversos públicos, construindo ao longo de sua carreira, filmes inesquecíveis como a Grande Trilogia O Poderoso Chefão, um drama sobre a Máfia com magistrais atuações de Marlon Brando, Robert De Niro, Al Pacino. Trouxe para nós, um lindo romance da terceira idade no belíssimo “Don Juan De Marco”, uma química de atuações incríveis entre Marlon Brando, Faye Dunaway e Johnny Depp. Em “Frankenstein de Mary Shelley”, apesar de não estar por trás das câmeras, mas empresta todo seu talento na produção deste grandioso filme.

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Sem falar nos mais variados dramas de guerra, baseados em fatos reais, onde a própria fotografia é um trabalho magnifico como em “Apocalypse Now” e “Patton: Rebelde ou Herói?” e na comédia, nos traz com muita sensibilidade o filme “Jack”, a história de um menino que nasceu com uma síndrome rara que o faz envelhecer quatro vezes mais rápido que o normal. Com idade mental de criança, mas corpo de homem, Jack vive várias situações inusitadas na escola. E aqui, mais uma interpretação impecável de Robin Williams. E na linha de terror, temos “Drácula – de Bram Stoker”, nos mostrando um filme denso, envolvente com um elenco extremamente afiado, com Gary Oldman, Anthony Hopkins, Keanu Reeves e Winona Rider, demonstrando que sangue é vida para uns e morte para outros.

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Lançado em 1992, quem assiste, decide aclamar o mais poderoso e sensual Vampiro de todos os tempos. É importante lembrar que Drácula chegou ao conhecimento da massa através do romance gótico do irlandês Bram Stoker em 1897, e desde então Drácula se consagrou como o maior e melhor vampiro até hoje, com direito a muitas adaptações cinematográficas que queriam manter vivo o mito do vampiro.

Apesar de tantas adaptações, Drácula de Bram Stoker consegue se destacar de todas, tanto pelo conjunto da obra, que é bem fiel ao livro, principalmente na forma como é narrada, como também por ser um filme que entrega algo único, um Drácula abordado por uma perspectiva mais romântica e humana, dosando sua essência no potencial da sua sensualidade e sexualidade, claro sem esquecer do lado monstruoso, necessário para vitimizar suas presas e doadoras de sangue contra a própria vontade. E até nisso Drácula cativa, pois vemos suas vítimas sedentas, loucas desvairadamente pra saciá-lo e servi-lo.

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No início, temos uma cena para explicar como foi que no século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava, pois ela se matou acreditando que ele estava morto e é amaldiçoado a vagar pelo mundo como morto-vivo, sugador de sangue, deixando de ser Vlad e se tornando o Conde Drácula. Assim, ele perambula através dos séculos, até que resolve comprar um castelo em Londres. Ao contratar um advogado, descobre que a noiva dele é a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas “noivas” e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana, no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos.

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A direção de Francis Ford Coppola, aqui também se destaca, desde a narrativa que é feita por diários pessoais, cartas, diário de bordo, manchetes de jornais e receitas médicas, capaz de fazer o espectador imaginar que ele próprio está contando o que se passa na mente de cada personagem e o que eles estão sentindo, como pela condução de todo elenco que nos entrega personagens envolventes, marcantes e simplesmente espetaculares.

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Gary Oldman é certamente o melhor Drácula . Até nas cenas onde ele não está presente, sua presença é sentida. É como se o ator conseguisse fazer a gente sentir uma gostosa tensão da ameaça constante do Drácula e isso acontece de forma natural. Impressiona com charme, olhares profundos, desejos e sua sede insaciável por sangue, afinal como o próprio diz, sangue é vida. Seu Drácula faz pleno uso de vários aspectos, que nos fascina tanto pelo peso dramático, quanto pela sua expressão corporal carregada se sensualidade, mesmo quando ele passa por muitas mudanças como por exemplo quando se transforma em lobo ou morcego, às vezes perturbadoras mas sempre necessárias ao longo do filme, e assim como Coppola, seu trabalho aqui é verdadeiramente impressionante. Anthony Hopkins também entrega um Van Helsing profundo e apaixonado pelo que faz, também muito humano e determinado a acabar de vez com o vampiro, mas ciente de que não é uma tarefa fácil. Mina Murray (Winona Ryder), consegue transitar pela inocência e sensualidade de forma natural. Em todo o filme, sua performance nos enche os olhos, tamanho é o seu talento ao nos entregar sentimentos tão profundos. E sua amiga Lucy (Sadie Frost), fica deslumbrante quando não consegue resistir a sedução do Vampiro, transformando-se assim numa das noivas do temido Drácula.

O advogado Jonathan Harker (Keanu Reeves), é um dos que marca. Neste filme, o ator está contido, meio que amedrontado e nos entrega uma das melhores cenas que é quando Drácula o faz de prisioneiro, deixando-o aos cuidados de suas noivas, e nela podemos ver que sedução e desejos mais profundos são para predadores e não para vitimas. Lógico, ele como vítima sabe que não consegue aguentar tantos prazeres por muito tempo e que eles podem acabar com suas forças.

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No fim, temos um filme grandioso e que nos surpreende pela dedicação de Francis Ford Coppola ao nos entregar uma versão do Conde Drácula que nos enche os olhos, isso num filme que teve todas suas cenas filmadas em estúdio e sem nenhuma locação externa. A fotografia auxilia na narrativa com cores predominantes e o vermelho é muito bem utilizado não só para o sangue, mas também nos figurinos e ambientes. É simplesmente genial ver como truques de câmeras, efeitos práticos e todos os outros recursos foram capazes de criar tamanha ilusão presenciada pelo nossos olhos. Coppola fez tudo isso sem usar nada de computação gráfica, algo bem difícil para retratar castelos, montanhas e mares apenas na prática e com maquetes. Sem dúvida, Drácula de Bram Stoker é um dos melhores filmes sobre vampiro. Ele consegue deixar o espectador pedindo para ser também abduzido pelo Conde Drácula do início ao fim.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

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Agora o Clube do Filme pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz, está com uma nova proposta, tocando “SUA TRILHA PREFERIDA”! Com o intuito de levar mais música e mais interatividade dos ouvintes e internautas, o programa oferece espaço para atender seu pedido musical do seu filme favorito. Para isto, basta ligar pelos números (81) 3722-1130/3723-1130, ou pelo Whatsapp da Emissora (81) 9.8109-1130. Acompanhe pelo SITE: www.radioculturadonordeste.com.br

PROMOÇÃO CINEMA VISA EVITAR FECHAMENTO

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Com a Pandemia chegando ao seu segundo ano no mundo todo, a situação da indústria do entretenimento é a que mais sofre nesse período, sem nenhuma perspectiva de solução e melhoria a curto prazo. Ainda mais com a politização em nosso país desta situação, onde ações ineficazes literalmente não chegam a lugar nenhum, muitos empresários tendem à fechar seus negócios, amargando falência de suas empresas.

A Rede Centerplex Cinemas vem passando por essa fase extremamente delicada, e o seu CEO Márcio Eli, está fazendo de tudo para que algumas de suas filiais, especificamente ás localizadas em cidades do interior do Brasil, não fechem suas portas, garantindo assim o emprego de seus funcionários, lançou a campanha: JUNTOS PELO CENTERPLEX.

A CAMPANHA visa incentivar a compra de ingressos agora, e com a validade estendida até 31 de dezembro de 2021, ou seja, você compra agora, e assiste quando quiser. São pacotes com os seguintes valores:

– 10 INGRESSOS = R$ 100,00

– 25 INGRESSOS = R$ 200,00

– 40 INGRESSOS = R$ 300,00

Por isso, quem tiver interesse em COLABORAR, nem que seja na divulgação da CAMPANHA, basta acessar as Redes Sociais do Centerplex Cinemas de sua cidade, e se informar. Vamos juntos evitar que mais uma vez, Caruaru fique sem cinemas.

 

Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

 

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