Notícias de Caruaru e Região

Conheça os 4 tipos de Depressão menos conhecidos porém muito presentes – Por Soraya Rodrigues de Aragão

Soraya Rodrigues de Aragão, CRP 11- 06853
Soraya Rodrigues de Aragão, CRP 11- 06853

Este artigo objetiva elucidar as pessoas sobre os principais tipos de depressão menos conhecidos e suas principais características, para no caso de identificação com os tipos e sintomas, estas procurem ajuda médica e psicoterapêutica, objetivando iniciar um tratamento e melhorar sua qualidade de vida.

Depressão Psicótica:

Também denominada Episódio Depressivo Psicótico, este tipo de Depressão é caracterizado por alucinações, delírios e catatonia. A catatonia é um transtorno psicomotor que é tipificado por causas neuropsicológicas, apresentando em seu cerne desequilíbrios motores, afetivos e comportamentais. Caracteriza-se substancialmente por um estado de apatia e especificamente no estado catatônico, o indivíduo permanece imóvel, numa posição fixa por um determinado período de tempo. Podemos observar e como o próprio nome sugere, existe um entrelaçamento entre psicose e depressão.

Depressão Reativa:

O sofrimento gerado por perdas, traumas e lutos mal elaborados através de vivências de separação, negligência e desamparo, podem ocasionar a Depressão Reativa. Por outro lado, é inerente ao ser humano pertencer a este mundo de transitoriedade, bem como às suas “leis” de impermanência, muitas vezes saboreando o gosto amargo da finitude daquilo que gostaríamos que permanecesse. Sendo assim, muitas vezes por não estarmos preparados para frustrações, perdas e prejuízos que podem acontecer (e acontecem!) na vida de qualquer pessoa, pode ocorrer a falência dos recursos internos de resiliência do indivíduo. Sendo assim, os sintomas depressivos podem fazer parte de um quadro de luto e perdas advindas de situações mal elaboradas. É imprescindível deixar claro que sentir tristeza diante de perdas é saudável, visto que o indivíduo necessita de uma pausa para ressignificar as suas vivências, digeri-las e isto requer um certo distanciamento do mundo externo para uma reorganização interna. No entanto, a Depressão Reativa não é somente uma tristeza, mas sim a experiência de tristeza que não foi elaborada devidamente, assumindo portanto, características psicopatológicas.

Depressão Bipolar:

A Depressão Bipolar é um tipo de depressão que faz parte do quadro clínico do Transtorno Bipolar. O Transtorno Bipolar tem a fase de mania e a fase depressiva, sendo esta última a Depressão Bipolar. Neste transtorno, o risco de suicídio é altíssimo, visto que é entre a oscilação do pico da fase de mania e da fase de depressão que ocorre a ideação e/ ou ação suicida, pois existe uma “quebra” ou passagem da fase mania (euforia) caracterizado pelo excesso de energia e motivação, para uma fase de baixa de energia, apatia e pessimismo em um curto período de tempo. Esta gangorra brusca é o pior momento de risco. É importante não confundir a Depressão Maior, que é unipolar com a Depressão Bipolar. Muitos pacientes são diagnosticados como depressivos unipolares, sendo que sofrem de Depressão Bipolar, levando a um tratamento equivocado e consequentemente a não melhora ou mesmo a piora do quadro clínico do paciente.

Depressão pós-parto ou puerperal:

Uma a cada quatro mulheres sofre deste tipo de depressão. Diferente do Blues Puerperal, que é um estado de tristeza passageiro, a Depressão Pós-parto pode se estender de 6 meses a 1 ano, causando conseqüências desagradáveis, visto que se trata de um transtorno sério, podendo comprometer a vida da mãe e do bebe. Os principais sintomas são tristeza, embotamento afetivo, sentimento de culpa e inutilidade por não sentir-se capaz de cuidar do próprio filho, anedonia (atividades que antes o indivíduo exercia com prazer não fazem mais nenhum sentido, havendo perda do “gosto de viver”) e sentimento de grande vazio, desesperança, desinteresse sexual, fadiga intensa e sono excessivo (hipersonia).

Um dos fatores responsáveis pela sintomatologia explicitada acima, são as mudanças hormonais bruscas e o estresse desencadeado pela mudança na rotina da mulher. Por este motivo, é muito importante que durante o período gestacional, a mulher se prepare para o período de mudança que está por vir, com todas as implicações e abdicações que a chegada de um bebe proporciona através da psicoeducação. A mulher com Depressão Pós-parto necessita de uma rede de apoio social, principalmente da compreensão e apoio da família e amigos neste processo difícil, sendo imprescindível o amparo social.

Conheça, também, os 4 tipos de Depressão mais comuns.

Texto publicado pela primeira vez no site www.sorayapsicologa.com

Soraya-Banner Rodapé da Coluna

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.