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Nutricionistas explicam o poder das refeições ‘quentes e acolhedoras’ para aumentar a imunidade

Sopa de abóbora e alho-poró (foto: ilustração/Ricardo Mereu, fotógrafo de São Paulo)
Sopa de abóbora e alho-poró (foto: ilustração/Ricardo Mereu, fotógrafo de São Paulo)

Tenho um amigo gentleman, Ricardo Mergulhão, Gourmet que aprecia o refinamento na comida e na bebida, que já batia nessa tecla de que a boa alimentação é importante para o nosso bem-estar. Nesse artigo, nutricionistas, revelam o poder das refeições ‘quentes e acolhedoras’ no outono para aumentar a imunidade.

A brisa fresca da última semana e os pés gelados à noite anunciam a chegada “real e oficial” do outono, estação que começou, de fato, no fim de março. A temporada de temperaturas mais amenas leva os cariocas, acostumados com os dias mais quentes, a tirar a poeira dos casacos e das meias grossas para procurar calor e acolhimento. Nutricionistas explicam que, nessa época do ano, também procuramos uma alimentação mais quente e acolhedora, mas há cuidados a serem tomados.

A proteção pela barriga pode ter um impacto muito positivo com a chegada da “temporada das doenças respiratórias”, como gripes e resfriados, e até a Covid-19. Para proteger o corpo nesse período do ano, a nutricionista Jackeline Huguet reforça a importância de uma alimentação que aumente a nossa imunidade:

— É comum o aumento de algumas viroses por conta das alterações de temperatura. Há uma amplitude térmica muito comum no outono e na primavera, e isso para o nosso organismo é muito ruim.

Para isso, especialistas recomendam o consumo de alimentos da estação, como abóbora, cenoura e ameixa, bem como o uso de temperos termogênicos, como gengibre, pimenta e canela. Além disso, devem ser incluídas no cardápio comidas ricas em vitamina C, como laranja, tangerina e morango.

Durante a estação, a nutricionista Graziella Lima recomenda que alimentos processados, como comidas congeladas, pizza e hambúrguer, e produtos com muito queijo fiquem de fora da dieta. No frio, ela recomenda que as pessoas reduzam ao máximo o consumo de laticínios, como leite, queijos, iogurtes e derivados, porque podem facilitar a contaminação.

— O ideal é evitar porque, quando há um grande consumo de derivados, também há uma grande criação de muco. Com isso, facilita a proliferação de vírus — explica.

No mercado, a nutricionista Mayrlla Vasconcellos afirma que é muito importante observar o rótulo dos alimentos. No caso dos doces, verificar se substâncias como glicose, amido e xarope de milho — cujo consumo em excesso deve ser evitado — estão entre os principais ingredientes. Para os salgados, o cuidado maior é com conservantes e o sódio.

Opções para aumentar a imunidade:

  • – Alimentos ricos em vitamina C (como morango, tangerina e laranja)
  • – Legumes (chuchu, abóbora, cenoura)
  • – Frutas da época (goiaba, ameixa, maçã, pera)
  • – Gengibre
  • – Chás, como de gengibre com limão ou de mel com agrião

Como montar o prato:

  • – Sopa de legumes, com ao menos três legumes de cores diferentes e proteína vegetal ou animal (grão de bico ou frango, por exemplo)
  • – Caldos de abóbora, aipim e inhame
  • – Pratos de grão de bico com arroz
  • – Macarrão com molho de tomate e legumes diversos, como brócolis, repolho roxo e cenoura
  • – Temperos termogênicos, como pimenta e canela

sopa de frango com leite de coco

Para evitar o excesso:

  • – Alimentos processados
  • – Gorduras hidrogenadas e saturadas, como em biscoitos recheados
  • – Laticínios
  • – Frituras
  • – Alimentos com muito sódio, como comidas industrializadas
  • – Doces com alto teor de glicose, amido ou xarope de milho, como biscoitos

Outras dicas:

  • – Beber muita água
  • – Olhar com cuidado o rótulo de alimentos industrializados para ver a composição
  • – Consumir até 20g de chocolate 70% cacau por dia
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