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Clube do Filme: A MULHER NA JANELA (“será que ver é acreditar”?) – Por Mary Queiroz

A Mulher na Janela
A Mulher na Janela

Para comentar sobre este novo suspense que estreou em maio pela Netflix, será importante mencionar Alfred Hitchcock, que sempre dizia: “Desde então, filmes são manipulados por seus realizadores’’. considerado uma unanimidade no meio cinematográfico neste gênero, era mestre em fazer o espectador se concentrar em um ponto, enquanto alguma coisa grandiosa estava sendo feita em seus filmes.

Mary Queiroz
Mary Queiroz

Ao assistir A Mulher Na Janela, que por sinal tenta exibir ou se aproximar da magia e suspense psicológico que foi Janela Indiscreta (1954), Um Corpo Que Cai (1958), Psicose (1960) entre outros, o diretor Joe Wright falha e entrega mais um filme esquecível, apesar de tentar em muitos momentos registrar sua marca, seja na estética ou na exploração das mãos para mostrar tensão e emoção dos personagens.

A Mulher Na Janela mostra A trama acompanha Anna Fox (Amy Adams), uma psicóloga infantil que passa os dias trancada em sua casa, consumindo bebida alcoólica, assistindo filmes antigos e bisbilhotando a vizinhança através da janela. Quando uma nova família se muda para a residência em frente a sua, ela passa a receber visitas do jovem Ethan (Fred Hechinger) e começa a suspeitar que o pai dele, Alistair Russell (Gary Oldman), é um agressor. Logo após conhecer a mãe do garoto, Jane (Julianne Moore), Anna testemunha a mesma sendo assassinada do outro lado da rua. Ao chamar a polícia e acusar Russell, ele prova que sua esposa está viva, sendo agora interpretada por Jennifer Jason Leigh, fazendo todos questionarem sua sanidade.

Clube do Filme: A MULHER NA JANELA [ Ver é acreditar ] - Por Mary Queiroz

Tracy Letts teve como base para o roteiro, o best-seller escrito por Daniel Mallory sob o pseudônimo A.J. Finn, fazendo o espectador aguardar uma trama intrigante, recheada de pistas, com plot twist fantástico, capaz de desenvolver um desfecho radiante diante dos olhos mais atentos. Mas essa tal expectativa logo é desfeita nas primeiras cenas, claro que pelo roteiro, que tenta e desvia a história para um caminho fácil, explicando em todos os diálogos como o clima de confusão, delírio ou realidade seria desenvolvido. O fato é que verbalizar emoções em vez de demonstrá-las de forma mais sutil, leva o público a desacreditar em todas as possibilidades e, no pior estilo o faz nem estar interessado a dar uma de detetive ou querer caminhar junto da protagonista, afim de reunir pistas que sirvam de garantias para acabar com toda aquela perturbação psicológica apresentada pela psicóloga que tem um tipo de fobia.

Clube do Filme: A MULHER NA JANELA [ Ver é acreditar ] - Por Mary Queiroz
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Como já citada, a direção é pouco assertiva em seu desenvolvimento e na exploração do rico elenco composto por Amy Adams, Gary Oldman, Julianne Moore e Anthony Mackie, além de entregar poucas pistas, sem ao menos tentar manipular ou ocultar certas informações para serem entregues no momento certo, principalmente quando o personagem David (Wyatt Russell) aparece. É um filme para ser visto apenas uma vez, já que as respostas não se escondem nos pequenos detalhes. Ainda que a montagem seja sofisticada na forma ágil como manipula a quantidade de referências de outros filmes, o longa não é complexo ou mesmo difícil de ser compreendido, muito pelo contrário, aqui a história até dá voltas em torno de si mesma e explica de forma bem clara, como cada elemento se justifica. Essa falta de perspicácia contribui, ainda mais, para o filme deixar de conquistar o público, em especial, o que não está interessado em pensar além do necessário.

Clube do Filme: A MULHER NA JANELA [ Ver é acreditar ] - Por Mary Queiroz
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Além de utilizar a fotografia sombria e a fraca trilha sonora para construir uma atmosfera de suspense psicológico pouco interessante, que deixa de ganhar a atenção do espectador mais e mais, especialmente quando supostamente algo acontece na casa do vizinho, a trama segue rumo ao fim. Dessa forma, completamente pouco eficiente em manipular o espectador, exibe seu ato final simples, graças ao roteiro preguiçoso que nem se esforça para brincar com as possibilidades de oferecer pelo menos uma cena chocante na revelação da reviravolta, que se desenvolve rapidamente diante dos olhos desatentos e cansados do espectador. A Mulher Na Janela exibe a fórmula perfeita para não se fazer um suspense intrigante, sagaz e fundamental para os fãs do gênero.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

Agora o Clube do Filme pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM/1130 AM, apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz, está com uma nova proposta, tocando “SUA TRILHA PREFERIDA”! Com o intuito de levar mais música e mais interatividade aos ouvintes e internautas, o programa oferece espaço para atender seu pedido musical do seu filme favorito. Para isto, basta ligar pelos números (81) 3722-1130/3723-1130, ou pelo Whatsapp da Emissora (81) 9.8109-1130.

Acompanhe pelo SITE: www.radioculturadonordeste.com.br

 

Sobre o autor

Mary Queiroz é radialista e cinéfila, apresenta o Programa Clube do Filme, todos os sábados a partir das 13h, junto com o radialista Edson Santos pela Rádio Cultura do Nordeste 96,5 FM. Sugestões: [email protected]

1 comentário
  1. JOAO Diz

    EXCELENTE FILME!!!

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