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Coluna do Dia – São João ou dia da fogueira, época mais esperada do ano – Por Thiago V. Braga

Thiago V. Braga.
Thiago V. Braga.

Boletim especial

O mês de junho começa no dia 1°, o que é certo e ninguém se atreve a duvidar mas, para o bom festeiro, dias 23 e 24.. Resumem, em sabores e alegria, o mês JOANINO dedicado ao batista João estampado na caixa de foguetes quase caindo da estante na mercearia de ‘seu’ alguém. Sem contar outros produtos vendidos a retalho tipo traque, chuvinha, ‘estrala-salão’ e rojões. Preço variável conforme gosto/escolha do freguês. O comércio lucra, como quem brinca com responsabilidade também pode lucrar.

Ar festivo exibido nos lares [fitas, bandeirolas, balões, lâmpadas borradas de tinta]. O céu, pintadinho de cores mil, saúda a chegada da noite saliente, a noite dos tropeiros. Diz que diz ser o anúncio dos Reis Magos à vinda de Jesus-Menino em forma de estrela (cauda). Em alguns lugares, não poucos, famílias se reúnem para partilharem do momento-luz visando a harmonia entre presentes e ausentes unidos pelo respeito mútuo. Mesa farta, atoalhada, a saber: milho verde, bolo de fubá/aipim, pipoca, cuscuz, lombo de boi e leitoa assados, arroz ao forno, torresmo, farofa de carne seca ou charque, picadinhos e fritas, geleias, doces variados e outros. ‘Comes e bebes’ para ninguém botar defeito graças ao costume pretérito sempre renovado.

Fogueira
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A lenha enrustida cortada e separada em poucos instantes se transforma numa fogueira linda e atraente♡. Queima durante a madrugada. Se acaba, pois, em tições, cinzas e brasas. O vento se encarrega de limpar aquilo que sobrou da lavareda ardida na noite anterior. É sinal de que o próximo ano – vindouro que será – está a caminho. Enquanto isso, a data se rompe em lágrimas de cristal chamadas <sereno>. Vale dizermos que é um período de musicalidade, romantismo, cultura Jeca [personagem de Lobato]. Tudo, por tudo, coaduna uma só magia, a magia do mês 06 (seis☆). Hoje, a modernidade, soberba que é, tomou-lhe parte do espaço ‘antes seu e de mais ninguém’. Quem enxerga esse hiato? Cada amado-amante da festa JuLINDA e seus prazeres.

Já não se fazem festas como antigamente! A pandemia veio nos frustrar.

 

Sobre autor :

Thiago Valeriano Braga É Formado em Direito pela Faculdades Metropolitanas Unidas; ex-aluno da Rede Claretiano de Ensino; colaborador do projeto Emancipá da Faculdade Guilherme Guimbala [Joinville-SC]

 

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