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‘Eu votaria em Lula’, diz Maia, sobre segundo turno em 2022

Por Kauana Portugal - Fonte: LeiJa

Fotomontagem: Lula com Rodrigo Maia.
Fotomontagem: Lula com Rodrigo Maia.

Na manhã desta segunda-feira (7), o ex-presidente da Câmara e deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que, em um eventual segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (sem partido), votaria no petista. A declaração aconteceu durante uma conversa no programa UOL Entrevista.

“Se esse fosse o segundo turno, com certeza [votaria em Lula]”, ratificou Maia, classificando Bolsonaro como um “não democrata”. Na sequência, o parlamentar afirmou ainda que não costuma anular o voto: “Eu não tendo a votar nulo ou branco, tenho sempre posições. No segundo turno, entre o candidato que eu considero democrático – que tem avanços importantes no Brasil, mas cometeu erros também – e outro que eu acho que não respeita as instituições democráticas, é óbvio que vou votar pela democracia”.

Justificando o raciocínio, Maia declarou não possuir dúvidas de que “não há um respeito do presidente da República em relação ao Supremo [Tribunal Federal] e em relação ao Congresso Nacional, que são as bases da democracia brasileira”. Contudo, o ex-presidente da Câmara relembrou o voto em Bolsonaro no segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

“Achava que o ministro Paulo Guedes [Economia] poderia apresentar as mudanças que o Brasil precisa, e não achava que o presidente tinha essa rede toda autoritária”, disse. Concomitantemente, o deputado disse não estar arrependido da escolha. “Eu não tinha as informações de 2018. Eu não sabia que ele tinha essa estrutura na mão”, garantiu.

Terceira via e polarização

Ainda sobre as prováveis opções para derrotar Bolsonaro nas urnas, Rodrigo Maia enfatizou que votaria em nomes como João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) para evitar a reeleição do atual presidente. Segundo Maia, todavia, não existe espaço para mais de um candidato no mesmo campo político.

“Quem quer construir quatro candidaturas vai destruir o centro e favorecer a polarização. Sei que é difícil, mas está na hora de todo mundo sentar à mesa, construir uma regra, um programa e [com isso] basear depois a escolha de um nome. Ninguém pode imaginar que Bolsonaro terá menos de 20% [das intenções de voto] no 1° turno, e Lula menos de 30%”, contextualizou.

Citando a repressão policial a um ato contrário ao atual presidente no dia 29 de maio, na área central do Recife, em Pernambuco, como exemplo do que pode acontecer nas eleições de 2022, o parlamentar mostrou-se preocupado com os desdobramentos “violentos” das eleições. Para ele, “aquilo não aconteceu sem motivação. Quem está na política acompanha o que o presidente faz de forma permanente na relação dele com as polícias militares”.

 

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