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Esgotamento nervoso: reconheça os 26 sinais de alerta, saiba como tratar e prevenir

Por Soraya Rodrigues de Aragão

Soraya Rodrigues de Aragão - psicóloga
Soraya Rodrigues de Aragão – psicóloga

Antes de esclarecer sobre o assunto, gostaria de elucidar que não existe classificação ou nomenclatura para colapso nervoso, seja no CID-10 ou no DSM-V. Contudo, o esgotamento mental e físico podem eliciar um ataque de nervos. O colapso nervoso é um termo utilizado popularmente para designar condições de extremo estresse e cansaço físico ou mental, sendo comumente confundidos com alguns transtornos mentais, tais como os Transtornos de Ansiedade, os Transtornos Depressivos e a Síndrome de Burnout. Já as explosões de raiva podem ser indicativas de transtornos mentais como o Transtorno Explosivo Intermitente, que provocam ataques de ira, entre outras condições médicas.

Como identificar se você está esgotado mental ou fisicamente? Quais os sintomas e sinais?

Poderíamos elencar a sintomatologia do esgotamento mental em sintomas ansiosos e depressivos, podendo coexistir os dois quadros simultaneamente, visto que estados depressivos não excluem os estados ansiosos.

  • Sintomas Ansiosos:
  • Taquicardia (batedeira no peito);
  • Inquietação;
  • Falta de ar (respiração curta e acelerada);
  • Irritabilidade;
  • Suores frios;
  • Insônia e alterações no ciclo circadiano, acarretando dificuldades em conciliar e/ou manter o sono;
  • Pressão alta;
  • Nervosismo;
  • Tremores;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Enjôos;
  • Impaciência;
  • Angústia;
  • Pensamentos acelerados, explodindo com facilidade em circunstâncias que poderiam ser resolvidas facilmente;
  • catastrofizar pequenos problemas;
  • Dores musculares resultantes de tensão muscular persistente que podem ocasionar cefaléia tensional por conta de preocupações constantes;
  • Sintomas Depressivos:
  • Desmotivação e falta de disposição, o que ocasiona queda no rendimento do trabalho ou estudo;
  • Dores de cabeça;
  • Dores no couro cabeludo (sendo inclusive sensível ao toque);
  • Pensamentos negativos recorrentes;
  • Sentimentos de culpa e inutilidade que minam a autoestima;
  • Vazio existencial (questionamentos constantes do porque da vida);
  • Hipersensibilidade (choro fácil e constante);
  • Descuido com a higiene e imagem pessoal;
  • Isolamento ou evitação social;
  • Diminuição da libido;

Além dos sintomas acima descritos e também como conseqüência destes, podemos elencar alopecia (queda de cabelo), bem como problemas de memória e concentração.

Como tratar o esgotamento nervoso?

Por conta da constante tensão emocional e/ou física, o organismo aumenta a concentração no sangue dos hormônios do estresse tais como o cortisol, a adrenalina, a noradrenalina e o glucagon e que em excesso participam no processo da baixa do sistema imunológico tornando o organismo vulnerável e sendo fator de risco para o desenvolvimento de diversas patologias como Diabetes, disfunção erétil, cardiopatias, doenças auto-imunes, dentre outras. Por este motivo, o esgotamento nervoso está diretamente relacionado ao estresse constante, o que leva à exaustão dos recursos fisiológicos e psíquicos da pessoa.

O tratamento é realizado de acordo com a etiologia ou possíveis causas que ocasionaram o esgotamento nervoso. Deste modo, para encontrar os agentes deflagradores torna-se necessária uma avaliação médica para investigar possíveis situações clinicas, tais como uma anemia, problemas na tireóide, bem como uma avaliação com um psicoterapeuta para verificar como a pessoa lida com o estresse e os desafios da vida, bem como se apresenta transtornos de ansiedade ou depressivos. Igualmente importante é a observação dos hábitos cotidianos e nocivos do paciente, tais como tabagismo, má alimentação, sedentarismo, consumo abusivo de álcool e descontentamento com as atividades do dia-a-dia, como por exemplo um trabalho que não gosta de desenvolver (este pode ocasionar a Síndrome de Burnout).

Como prevenir? Tratamentos coadjuvantes

Após identificados os fatores que ocasionaram o esgotamento nervoso e mental e sendo feitos os devidos tratamentos, deixo algumas dicas que são excelentes coadjuvantes na terapêutica da exaustão mental e/ou física. As práticas elencadas abaixo também são excelentes meios de prevenção contra o esgotamento nervos

  • Exercícios físicos (pode ser uma simples caminhada de 15 minutos 3 vezes por semana);
  • Contato com a natureza;
  • Alimentação saudável e equilibrada;
  • Meditação;
  • Respiração abdominal: A respiração feita pelo abdômen, também conhecida como a verdadeira respiração, respiração profunda ou do bebê é um verdadeiro calmante, um ansiolítico natural;
  • Musicoterapia;
  • Yoga;
  • Psicoterapia;

Nota importante: Este artigo tem função informativa e psicoeducativa, não substituindo o diagnóstico profissional. Caso se identifique com os sintomas elucidados, procure ajuda médica e psicoterapêutica.

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Artigo publicado pela primeira vez no www.sorayapsicologa.com

 

 

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