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A guerra esfriou alguma coisa? – Por Paiva Netto

Paiva Neto
José de Paiva Netto

 

Nosso labor é sempre chegar ao coração generoso do povo. É hora da conciliação que promova justiça social aos desfavorecidos do mundo, o que apenas poderá ocorrer quando governados e governantes alcançarem o real significado da luminosa mensagem do Novo Mandamento de Jesus “Amai-vos como Eu vos amei”, que é o Amor elevado à sua quintessência. Apenas o seu forte recado de Esperança é capaz de conter a ameaça de um conflito de proporções globais.

 

A guerra fria, por exemplo, em pouco ou nada arrefeceu rancores e ódios humanos, sociais, políticos, econômicos, religiosos.

 

O 32o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), em 5 de setembro de 1939, alguns dias após a lamentável irrupção da Segunda Guerra Mundial — que se deu em 1o de setembro, com a invasão da Polônia pelas tropas alemãs, comandadas por Hitler —, dirigiu-se aos norte-americanos em discurso transmitido pelo rádio, no qual preveniu:

 

— Quando a paz é quebrada em qualquer lugar, a paz de todos os países de todos os lugares é ameaçada.

 

Conforme escrevi em Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e também na Folha de S.Paulo, em 11 de dezembro de 1988, o combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à sorte do vizinho. Não sou pessimista, acredito no futuro. Mas ainda há insegurança e crueldade por toda a parte.

 

 

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