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Fãs fazem tributo a Chico Science e Reginaldo Rossi no Dia de Finados

 (Foto: Rafael Vieira/Esp.DP)
Foto: Rafael Vieira/Esp.DP

 

 

Se a humanidade é finita em vida, a arte veio para suprir essa limitação. Dos mangues aos bares, fãs dos cantores Chico Science e Reginaldo Rossi prestaram homenagens aos músicos na manhã desta terça-feira (2). Velado no cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife, no dia 2 de fevereiro de 1997, Francisco de Assis França, conhecido pela alcunha de Chico Science recebeu visitas dos admiradores.

 

“Desde que conheci Chico Science virei fã. Faço essa homenagem há cerca de 15 anos. Não venho só no Dia de Finados, mas no dia do aniversário de Chico e no dia da morte dele também. Às vezes as pessoas esquecem uma figura dessas, que mostrou para o mundo o valor da nossa cultura. Então, uma homenagem para ele tem que ser bem justa. No coração, a certeza de que o trabalho dele ficou e foi imortalizado. A música não morre, ela permanece viva em nossos corações e na memória”, afirmou o garçom Pereira Campos, que foi ao local com as vestimentas características de um dos principais colaboradores do Movimento Manguebeat. 

Vizinho de Science durante o período em que morou em Olinda, Valdemir André Pereira relembrou a importância do músico para a cultura pernambucana.

 

>“Fui vizinho de Chico Science, passei essa efervescência toda do Movimento Manguebeat lá nos anos 90. Ele sempre falava que era o cara que ia fazer um novo movimento e que ia expandir essa cultura pernambucana não só para o Brasil, mas para o mundo. Eu tenho um bloco que fundei em homenagem a Chico e nada mais justo que a gente prestar esse tributo. Minha mãe também foi enterrada neste cemitério e todos os anos eu venho. Sempre encontro Pereira e acho importante a gente manter esse legado. Isso é cultura, é música, é educação. Salve, salve, Chico Science”.

 

Já no cemitério Morada da Paz, em Paulista, um dos túmulos mais visitados pertence ao cantor Reginaldo Rossi, que faleceu em 2013, e se encontra velado ao lado do escritor Ariano Suassuna. Hoje, o músico recebeu homenagens do flautista Mozart Ramos, que reproduziu grandes sucessos como “Garçom” e “A Raposa e as Uvas”, e do admirador João Pirangi, de 73 anos.

 (Foto: Rafael Vieira/Esp.DP)
Foto: Rafael Vieira/Esp.DP

 

“Durante o ano eu venho aqui algumas vezes, quando tenho folga. No Dia de Finados eu sempre venho aqui para não esquecer o que o rei deixou para nós brasileiros. Hoje eu vim com essa roupa, que disseram ser parecida com a de Reginaldo. Então, para mim, é um privilégio. A música que ele gravou representa tudo de bom”, afirmou o aposentado.

 (Foto: Rafael Vieira/Esp.DP)
(Foto: Rafael Vieira/Esp.DP)

 

De acordo com a administração do cemitério, cerca de 10 mil pessoas devem passar pelo local durante a semana. O número é inferior em comparação com os anos que antecederam a pandemia da Covid-19.

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