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Reajuste de mensalidade escolar será o maior em 5 anos

escola particular

Depois de dois anos entre aulas híbridas e remotas, em que as mensalidades foram reduzidas para reter alunos, as escolas privadas devem aplicar o maior reajuste nos preços dos últimos cinco anos. A Federação Nacional das Escolas Particulares estima que as parcelas devem ter alta média de até 10%. Colégios tradicionais do Rio e de São Paulo já divulgaram percentuais, que chegam a 14%. O aumento anual chegará em meio à inflação alta e deve pressionar ainda mais o orçamento das famílias.

Levantamento feito em cinco estados do país pela consultoria Meira Fernandes, especializada em estudos educacionais, constatou que 16% das escolas que pretendem aumentar a mensalidade em 2022 farão aumentos na casa dos dois dígitos.

Desde 2017, os preços vinham subindo menos de 10%. Em escolas do Rio e de São Paulo, os reajustes variam de 6,5% a 14%. E devem apertar o orçamento das famílias em um momento que a inflação está acelerando.

O presidente do Sindicato estadual das Escolas Particulares de São Paulo, Benjamin Ribeiro prevê reajuste entre 10% e 13% para 2022.

Já o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) estima que o reajuste médio do setor será de 10%, refletindo o impacto sofrido pelas escolas nos últimos dois anos.

Ele lembra que, em 2020, com a pandemia, houve redução de mensalidades para manter alunos. E as escolas arcaram com os custos para viabilizar o ensino remoto. Em 2021, houve a preparação para o ensino híbrido e o peso da inflação em setores como energia e alimentos.

— Temos convicção de que (os diretores) levam em conta o orçamento e também a comunidade em que estão inseridos. Entretanto, o setor educacional não está em uma bolha, imune ao que está acontecendo no país. Imaginamos que vai ser muito difícil fugir de um aumento de dois dígitos, em média — afirma.

O economista Roberto Ivo da Rocha explica que o orçamento das escolas também é afetado pelo IGP-M, índice de preços que serve de referência para os aluguéis e que subiu 21,73% nos últimos 12 meses.

Segundo o diretor do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino do Rio, Frederico Venturini, 70% das escolas da cidade são pequenas e, em sua maioria, não reajustam com a inflação.

— As escolas vão ter uma queda na sua margem porque, se reajustar muito, vão perder alunos, que simplesmente saem da escola e vão para uma mais barata — explica.

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