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…E o Vento Levou. Um clássico que marcou época

...E o Vento Levou

É complexo escrever qualquer coisa sobre “E o vento levou”, pois tenho a impressão de que tudo ou quase tudo foi dito sobre esta obra que se mantém atual e apaixonante depois de 74 anos.

“…E o vento levou” está muito longe de ser um filme de arte, porém, tal fato não diminui em nada sua grandiosidade. “…E o vento levou” é um excelente exemplo de que filmes comerciais podem ser muito bons e bem feitos.

Filmes comerciais não precisam necessariamente se basearem em clichês ou finais felizes e convencionais. Pode-se dizer que o filme foi ousado para os padrões da época, ao apostar numa “mocinha” corajosa e obstinada , porém, cheia de defeitos como qualquer pessoa real, e num co-protagonista irônico e anticonvencional.

Scarlett bebe, se insinua para um homem casado, come demais em público, negocia com os inimigos, cobra as dívidas dos amigos, aceita dançar mesmo estando de luto, enfim, desafia toda uma moral severamente respeitada pela sociedade a que pertence.

Porém, ela não chega a se comprazer com a transgressão. Muito pelo contrário. Lá no fundo, ela é uma moralista que admira intensamente os valores retos vivenciados e ensinados pela mãe. Ela transgride para sobreviver e para fazer valer as suas vontades. Ela transgride para manter as terras deixadas pelos pais , que para ela, simbolicamente, eram os próprios pais.

Para Scarlett, transgredir ou não transgredir não é a questão. A questão é sobreviver. Scarlett é uma sobrevivente da guerra, da fome , da miséria , da perda trágica dos pais, de um amor nunca concretizado. Embora, seja vista como uma grande heroína por sua incansável capacidade de luta, Scarlett de certa forma, é uma perdedora. Como o próprio personagem de Clark Gable afirmou, ela joga a felicidade fora com as duas mãos.

“…E o vento levou” é muito mais que um épico; é muito mais que um filme sobre a guerra e suas consequências; é um filme sobre a determinação e a sobrevivência, figuras encarnadas na imagem da terra. O desfecho do filme é um show à parte.

A última frase pronunciada por Reth Butler é desconcertante e extremamente provocativa para um filme realizado no final dos anos 1930. Outro elemento que merece atenção especial é a personagem interpretada por Olivia de Havilland: Melanie. Não sabemos ao certo, até que ponto ela conhece os reais sentimentos e personalidade de Scarlett, o que representa uma questão em aberto muito interessante. Uma trilha sonora memorável! Um clássico com C maiúsculo! Suntuoso, fascinante , inesquecível!

Filmes na TV

Globo

Terça (21-12-2021)

  • Menores Desacompanhados – 15:20
  • Versus – De Volta ao Ringue – 02:15

Quarta (22-12-2021)

  • O Natal dos Coopers – 15:15
  • Era uma Vez… – 02:15

Quinta (23-12-2021)

  • O Quebra-Nozes – 15:15
  • O Clã – 02:30

Sexta (24-12-2021)

  • 10 Horas para o Natal – 15:15
  • A Era do Gelo – O Big Bang- 22:45
  • Um Natal para Recomeçar – 01:40
  • Um Cupido no Natal – 03:10
  • Julie e Júlia – 04:30
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