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Artigo: 25 anos não são 25 dias – Por Osório Chalegre

Osório Chalegre
Osório Chalegre*

Hoje, 01.01.2022, faz 25 anos que assumi pela primeira vez um cargo na gestão pública. Na verdade, como em 1989 havia ingressado, por concurso, na Caixa Econômica Federal, empresa pública e, logo, integrante da administração pública indireta, poderia considerar aquele ano como marco. Esse marco poderia ser 1988, quando trabalhei em outra empresa pública, a Cisagro, no antigo Cestão do Povo, espécie de mercearia com preços subsidiados, no segundo governo Arraes. Ou também poderia recuar a 1987 (acho), ano em que trabalhei na curta gestão do prefeito interino Zé Gabriel, em Cachoeirinha. Ou, ainda, 1982 quando aos 14 anos “trabalhava” (na verdade ajudava Glorinha Espíndola) na biblioteca pública municipal de Cachoeirinha.

Mas o marco, para mim, é 1º de janeiro de 1997. Há 25 anos eu, aos 30 anos, assumia uma imensa tarefa: comandar a Secretaria de Administração e Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Caruaru. O convite veio em uma noite de novembro de 1996, no restaurante Le Cottage, após a vitoriosa campanha de João Lyra Neto para prefeito (para a qual fomos indicados, eu e meu sócio à época, José Américo, pelo amigo Brasílio Guerra, a quem sou grato até hoje). Para mim, o desafio só não era maior que o medo de me afastar da segurança proporcionada pela Caixa para me aventurar em uma área para a qual tinha quase nenhuma experiência. Acho que cumpri a contento meu desiderato, e essa oportunidade mudou minha vida e me fez trilhar de forma permanente os caminhos da consultoria pública. A esse convite, serei eternamente grato. E sempre reconhecerei os méritos de João Lyra, e sempre defenderei sua gestão (1997/2000) como profícua, inovadora, realizadora e proba.

Parênteses: Na verdade nunca entendi (e sempre repudiei) como alguém participa do primeiro escalão de uma gestão e, para agradar outros gestores ou grupos políticos, passa a ser um crítico ferrenho da gestão que ajudou a construir. Não entendo mesmo.

Parênteses (2): gratidão e lealdade não podem (e nem devem) ser confundidas com aulicismo e vassalagem.

Osório Chalegre - recortes
Depois dessa primeira experiência como gestor, coube ao decano da consultoria pública pernambucana, Bernardo Barbosa (o pai) me ajudar a encontrar meu próprio espaço profissional. A ele, minha gratidão permanente e, de quebra, minha amizade pessoal, meu afeto e meu reconhecimento público das suas elevadas qualidades profissionais, morais, e éticas. Mais que isso, a lealdade para com os que com ele trabalham. Obrigado. Obrigado. Obrigado.

Quando já vivia de consultoria (pedi demissão da Caixa em 2001) recebi o convite do prefeito eleito Zé Queiroz para assumir a autarquia previdenciária municipal, o CaruaruPrev, em sua terceira gestão. Também confiou a mim o comando da Procuradoria Geral do Município e, posteriormente e mais uma vez, a presidência do CaruaruPrev em sua quarta gestão. Participar durante oito anos ao lado do maior gestor público da história de Caruaru, um dos maiores do Estado, foi um grande privilégio ao qual sou igualmente grato. Obrigado, Zé Queiroz. E, como já disse e como acho correto e leal de se proceder, sempre defenderei a gestão de Zé Queiroz contra seus detratores, alguns dos quais estiveram conosco durante os oito anos de governo.

Por fim, nesse improvisado balanço de começo de ano, preciso agradecer a todos os que trabalharam comigo, na gestão pública e em minha empresa. Nenhum sucesso é fruto unicamente da vontade individual. Há um coletivo que trabalha, muitas vezes sem ser percebido, para que o melhor aconteça. Obrigado a todos, muito obrigado.
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*Osorio Chalegre de Oliveira É doutorando em Políticas Públicas (UFMA/FUNDAJ), mestre em Gestão Pública (UFPE/MGP), especialista em Gerenciamento de Cidades (FCAP/UPE) e em Gestão da Capacidade Humana nas Organizações (FCAP/UPE), possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru (1989) e em Direito pela Associação Caruaruense de Ensino Superior (1994). É membro do Conselho Superior Consultivo da Associação Pernambucana de Entidades de Previdência Pública (APEPP), professor do Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-UNITA) além de diretor da Pólis Consultoria e do Instituto de Gestão Pública (IGPÚBLICA).

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