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Morre Dona Duda, aos 98 anos, precursora da Ciranda em Pernambuco

Dona Duda, cirandeira precursora, aos 98 anos, na sua casa no Janga - FOTO: BIANCA SOUSA/ACERVO JC IMAGEM
Dona Duda, cirandeira precursora, aos 98 anos, na sua casa no Janga – FOTO: BIANCA SOUSA/ACERVO JC IMAGEM

Alcunhada de “Criadora da Ciranda” no Janga, em Paulista, Dona Duda da Ciranda faleceu aos 98 anos. A cirandeira é uma das referências da expressão cultural do Litoral Norte Pernambuco. Dona Duda estava em um tratamento contra o câncer. Ela será enterrada no Cemitério Parque das Flores, na Zona Oeste do Recife.

“Dona Duda era uma artista extraordinária e fez, junto com outras mestras e mestres, a ciranda ficar popular nas décadas de 1960 e 1970”, declarou o secretário Estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, sobre a importância da cirandeira.

O presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Marcelo Canuto, também lamentou a morte de Dona Duda. “Foi com o pioneirismo dela que a ciranda passou a ser reconhecida como manifestação cultural digna do título de Patrimônio Imaterial do Brasil”, disse em nota.

Governador

Paulo Câmara com Dona Duda - Foto: Heudes Regis/SEI
Paulo Câmara com Dona Duda – Foto: Heudes Regis/SEI
A Cultura de Pernambuco perdeu uma referência com a partida de Dona Duda, precursora da Ciranda no estado e que transformou o espaço que mantinha no bairro do Janga, em Paulista, numa referência em defesa de nossas tradições. Um dos principais nomes da nossa arte popular, ela deixa um legado inestimável com mais de 200 músicas compostas. Em 2019, tive a honra de recebê-la na abertura da Fenearte, que prestou uma linda homenagem a ela e ao movimento. Meus sentimentos à família, seus amigos e admiradores.
Paulo Câmara
Governador de Pernambuco
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